PET CONEXÕES FISIOTERAPIA NOS BAIRROS DE URUGUAIANA

Autores

  • Andressa Santos de Moura
  • Maria Vitória Marmor Bachinski
  • Paula Garcia dos Santos
  • Eduardo Ferreira Coscia
  • Franck Maciel Peçanha

Palavras-chave:

Saúde, HAS, vulnerabilidade, social

Resumo

Introdução: As doenças cardiovasculares (DCV) são a principal causa de morte no mundo, no entanto, um percentual expressivo dessas mortes poderia ser evitadas com o tratamento da hipertensão arterial sistêmica (HAS). De acordo com o Relatório Global sobre hipertensão, publicado pela Organização Mundial da Saúde em 2023, a HAS é um dos principais fatores de risco de morte e incapacidade no mundo. O número de pessoas que vivem com hipertensão (pressão arterial sistólica ≥140 mmHg ou diastólica ≥90 mmHg) duplicou entre 1990 e 2019, de 650 milhões para 1,3 mil milhões. Quanto mais tempo vive com hipertensão não diagnosticada ou tratada inadequadamente, piores serão os efeitos sobre a saúde. As estratégias relativas aos fatores de risco incluem garantir que as pessoas tenham uma dieta saudável com baixo teor de sódio, mantenham um peso saudável, evitem o álcool e o tabaco e pratiquem atividade física. A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável traz, na meta 3.4 do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS): reduzir em um terço a mortalidade prematura por doenças não transmissíveis através da prevenção e do tratamento. As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) afetam, de forma mais frequente, as populações de baixa renda, devido à sua maior vulnerabilidade, exposição a riscos e acesso limitado aos serviços de saúde, assim, enfrentam desafios adicionais no que diz respeito à implementação de práticas eficazes de promoção da saúde e prevenção de doenças. Estudos apontam que os determinantes sociais, como educação, ocupação, renda, gênero e etnia, contribuem para o aumento das DCNT e da morbimortalidade. Objetivos: A fim de promover saúde e prevenir essas doenças, principalmente em áreas de vulnerabilidade social, o PET Conexões Fisioterapia - Unipampa desenvolve a atividade Saúde no Bairro, com o objetivo de informar a população periférica sobre hábitos de vida saudáveis, realizando trabalho de promoção e prevenção de doenças. Metodologia: Para realização do projeto de extensão Saúde no Bairro, os integrantes do grupo escolhem bairros que apresentem os piores padrões de saúde e educação. Posteriormente é realizada a atividade que nas seguintes etapas: a) visitas quinzenais onde foram aferidas a pressão arterial, frequência cardíaca e pulsos periféricos; b) ação de educação em saúde (explicação, entrega de folders que são confeccionados pelo grupo, esclarecimento de dúvidas e entrega de carteirinha contendo os dados das avaliações do indivíduo com o intuito de estimular o controle da pressão arterial); c) quando autorizados os(as) integrantes do grupo aplicam um questionário para avaliar os dados habitacionais, socioeconômicos e de saúde dos indivíduos. Resultados: No último ano, 196 moradores de bairros periféricos do município de Uruguaiana foram o público alvo da ação, 54 do sexo masculino e 134 do sexo feminino. Observamos que 48% dos entrevistados do sexo masculino possuem diagnóstico de HAS, 55% relatam ser tabagistas, 44% consomem bebida alcoólica pelo menos uma vez na semana e não praticam atividade física, 15% não frequentaram a Estratégia de Saúde da Família ESF do bairro no último ano; enquanto 48% dAs entrevistadAs do sexo feminino possuem diagnóstico de HAS, 40% relatam ser tabagistas, 27% consomem bebida alcoólica pelo menos uma vez na semana, 75% não praticam atividade física e 13% não frequentaram a ESF do bairro no último ano. Os resultados mostram que quase metade da população alcançada apresenta diagnóstico de HAS, assim como possuem hábitos que são agravantes para essa DCNT. Portanto, com base nas estatísticas anteriores, torna-se imperativo implementar iniciativas semelhantes às promovidas pelo grupo PET Conexões Fisioterapia. Conclusão: Essas ações visam a educação e promoção à saúde, assim como a prevenção de doenças, visando contribuir para a redução das taxas de mortalidade, melhorando significativamente a qualidade de vida e bem-estar geral da comunidade. Além disso, o Saúde no Bairro auxilia na formação de fisioterapeutas capacitados a atuar na atenção básica e possibilita que conheçam melhor o município em que vivem.

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Publicado

2023-12-18

Como Citar

PET CONEXÕES FISIOTERAPIA NOS BAIRROS DE URUGUAIANA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 2, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116372. Acesso em: 20 abr. 2026.