Conhecendo as plantas: atividade de educação não formal

Autores

  • Kalita Maieski Leal Fresingheli
  • Jefferson Ribeiro Xavier dos Santos
  • Rafaela Corrêa dos Santos
  • Vitória Ferreira da Roza
  • Elisandra dos Santos Dorneles
  • Gracieli Teichmann Bar
  • Luciana Zago Ethur

Palavras-chave:

Morfologia, vegetal, botânica, educação, ambiental

Resumo

A educação não formal é definida como atividade educacional organizada, sistematizada e executada sem direcionar-se a requisitos formais, podendo ser realizada em qualquer ambiente e até mesmo como complementar a educação formal. Na biologia a botânica não possui destaque como a zoologia, genética e ecologia, no ponto de vista dos alunos, por se tratar de uma matéria mais direcionada a termos e classificações. Nesse sentido, o objetivo do trabalho foi utilizar a educação não formal para despertar o interesse dos estudantes na área de botânica com viés na educação ambiental. O trabalho foi desenvolvido com quatro turmas do 6º e 7º anos de uma escola municipal de ensino fundamental na cidade de Itaqui. A atividade foi planejada para ser realizada em três etapas, sendo cada etapa em um local diferente. Primeiramente os estudantes foram levados para uma sala ampla utilizada para atividades lúdicas, e neste local foi organizada uma bancada contendo vários órgãos de plantas: raiz (batata doce, cenoura, petúnia), caule (canela, cebola, batata inglesa), folhas (cebola, juá, petúnia), flores (cravo da índia, hibisco, juá, petúnia), frutos (tomate, vagem, dente de leão, bucha vegetal, porongo) e sementes (soja, arroz, angico, bucha vegetal), além de mudas de plantas ornamentais (petúnia). Foram realizadas algumas perguntas para orientar a conversa sobre as plantas: O que é uma planta? Quais são as partes (órgãos) da planta? Para que servem?. Vocês gostam de flor? O que é uma flor? Já semearam alguma semente?... Os estudantes foram convidados a observar anteras com grãos de pólen (androceu) e estigma de pistilo (gineceu) no microscópio estereoscópico, com 40X de aumento, sendo que neste momento foi explicado o que seria a polinização e quem são os agentes polinizantes. Para dar continuidade ao trabalho, os alunos foram direcionados para a área externa da escola onde receberam mudas de petúnias, para que realizassem o transplante, que foi explicado e monitorado. Neste momento, a conversa foi sobre os cuidados com as plantas e os períodos de rega. Para finalizar os estudantes retornaram para sua sala de aula onde preencheram um formulário sobre as partes da planta, em conjunto com a equipe executora, com o propósito de fixar e conversar um pouco mais sobre as plantas, sanando as dúvidas que ainda restavam sobre o que lhes foi apresentado. Os resultados da atividade de educação não formal foram promissores, pois ocorreu interação entre a equipe executora e os estudantes. Quando questionados, os estudantes respondiam e participavam, contando suas experiências, sentindo-se livres para manifestar suas opiniões não somente sobre as plantas, mas sobre questões ambientais e sociais (terrenos baldios, hortas alternativas, polinizadores, diversidade de plantas, alimentação,...). Ficaram interessados pelo porongo, principalmente quando souberam que tinha sementes no interior por ser um fruto; o que assopravam no dente de leão eram pequenos frutos; que o chá de marcela era de flores; que a canela era casca de árvore; dentre outras. Além de ficarem encantados pelo microscópio, por enxergar os grãos de pólen, que parecia pó de giz. Da mesma forma descontraída foi o plantio das mudas de petúnia no canteiro da escola, onde todos participaram, alguns preparando as covas, outros transplantando e irrigando, um trabalho em conjunto. A última atividade, sobre as partes da planta e da flor, observou-se que em torno de 10% dos estudantes das turmas respondiam corretamente, 20% não conseguiam solucionar as questões sozinhos e esperavam a resposta de outros colegas e o restante respondiam algumas perguntas sozinhos e outras acabavam pedindo ajuda para completar o formulário. Para terminar os estudantes receberam um mimo da equipe executora. Conclui-se que o objetivo do trabalho foi alcançado, pois os estudantes conseguiram compreender de maneira geral a morfologia das plantas e sua importância para o meio ambiente. Além de ocorrer troca de saberes entre a equipe executora e os estudantes que participaram das atividades propostas.

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Publicado

2023-12-18

Como Citar

Conhecendo as plantas: atividade de educação não formal. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 2, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116362. Acesso em: 19 abr. 2026.