Influencer Digital: divulgação científica e democratização do conhecimento por meio das Redes Sociais
Palavras-chave:
tecnologia, informação, redes, sociais, extensãoResumo
Este trabalho apresenta um estudo sobre as potencialidades do exercício de Influencer Digital no contexto acadêmico, visto que as ferramentas de tecnologias digitais, bem como os espaços das Redes Sociais, têm sido aliadas em vários campos, inclusive na educação. O projeto de extensão FECIPAMPA - UNIPAMPA/Campus Itaqui tem se apropriado dessas tecnologias digitais e realizado o seu marketing digital por meio das Redes sociais dia após dia, fazendo destas como aliadas, para promover ações educacionais, as quais estabelecem uma aliança entre a comunidade acadêmica e a comunidade externa. O presente trabalho tem como objetivo evidenciar as potencialidades do exercício de influencer digital em um projeto institucional extensionista. Esta pesquisa é de cunho quanti-qualitativo, que analisa como houve o engajamento e a interação deste projeto extensionista com a comunidade externa (seus seguidores/internautas em geral), por meio de das seguintes Redes Sociais: Facebook (Fecipampa - Campus Itaqui); Instagram (@fecipampa_campusitaqui); no canal fo YouTube do projeto (Fecipampa - Campus Itaqui); e no TikTok (@fecimigo_campusitaqui). A estratégia de adotar as referidas Redes Sociais foi a de abranger todos os públicos, e consequentemente, obter um maior e melhor engajamento. As plataformas Facebook, Instagram e TikTok são utilizadas para a publicização de ações e para a divulgação de informações científicas. É importante enfatizar que nestas três plataformas são abordados conteúdos mais descontraídos, integrados aos assuntos abordados pelo projeto, tais como: as danças, dublagens, músicas e trends. Observa-se que estes tipos de postagens nestas Redes Sociais, além de estimular o ambiente universitário a explorar as tecnologias digitais, também desenvolve outras habilidades nos envolvidos, como as expressões artísticas e culturais, imaginação e criatividade para realizar esta integração dos posts com os assuntos abordados pelo projeto. Cabe destacar também que, por meio da diversificação dos posts, sejam por meio de Reels, Feeds, Stories, foi possível impulsionar o engajamento e a interação, como também provocar curiosidade dos internautas, fazendo assim, com que se engajem e interajam mais com os posts por meio de comentários, curtidas, compartilhamentos e feedbacks. Já o YouTube, por sua vez, é um canal em que se veiculam as ações extensionistas do projeto, como lives formativas, que auxiliam a comunidade externa e seus seguidores a se capacitarem em alguns temas, tais como: como elaborar um resumo científico; dicas de apresentação de trabalhos científicos; empoderamento de meninas nas Ciências; Educação Inclusiva nas Ciências; trocas de experiências sobre Feiras de Ciências, entre outros. No Canal do YouTube também são publicizados os vídeos dos trabalhos participantes das Feiras Integradoras das Ciências realizadas pelo projeto, que seleciona trabalhos da Educação Básica do municipio de Itaqui/RS em diferentes categorias (desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, incluindo a Educação de Jovens e Adultos e a Educação Inclusiva). Ao realizar uma pesquisa quantitativo do número de seguidores, contatou-se que o YouTube lidera o ranking com 1.279 seguidores (inscritos); em segundo lugar, está o Facebook, com 887 seguidores; em terceiro, têm-se o Instagram, com 869 seguidores; e, em quarto lugar, o TikTok, totalizando 250 seguidores até o presente momento. Constatou-se que houve um aumento significativo nos views, nos seguidores e, principalmente, no diálogo desenvolvido entre a comunidade acadêmica e a comunidade externa por meio das Redes Sociais. Após a interpretação dos dados, verificou-se que o projeto tem conseguido produzir um considerável marketing institucional, o qual tem se mostrado promissor para a Educação Superior. Observou-se também que cada Rede Social abrange um público espectador específico, por exemplo, o Facebook é utilizado para conectar o projeto com boa parte dos professores da Educação Básica; já o Instagram e TikTok, para promover uma maior interação com o público adolescente e adulto; e o Youtube, engloba o público em geral, de todas as idades. Conclui-se que nos espaços acadêmicos, não só os acadêmicos, como os profissionais da educação, podem se tornar influencers digitais de um projeto extensionista e desmistificar a visão estereotipada de que as plataformas digitais são utilizadas somente para o entretenimento puro. O projeto de extensão FECIPAMPA - UNIPAMPA/Campus Itaqui é um exemplo de que é possível encaixar conteúdos educativos nas Redes Sociais de modo criativo, expressando arte e cultura, promovendo divulgação científica e democratização do conhecimento. Espera-se que, por meio deste trabalho, seja possível evidenciar as potencialidades das Redes Sociais para o marketing digital institucional, bem como quebrar o preconceito e a insegurança ainda enfrentados ao divulgar educação e conhecimentos através destas ferramentas.Downloads
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Publicado
2023-12-18
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
Influencer Digital: divulgação científica e democratização do conhecimento por meio das Redes Sociais. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 2, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116357. Acesso em: 19 abr. 2026.