REALIDADES DIVERGENTES NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE DUAS INSTITUIÇÕES
Palavras-chave:
Jogos, Brincadeiras, Infância, Educação, Física, Escolar, Realidades, Escolares, Sociais, Adaptação, PedagógicaResumo
Os jogos e brincadeiras fazem parte da infância de todas as crianças e muitas vezes servem como o preparo para que estejam prontos para iniciar uma aprendizagem dentro dos esportes. Homoludens traz a ludicidade como parte desse brincar temático, onde na sua perspectiva refere-se a algo divertido, alegre, com características semelhantes a quando crianças brincam, em uma abordagem de liberdade para pensar, onde, a realidade do jogo ultrapassa a esfera da vida humana (HUIZINGA, 2000). Portanto, jogos e brincadeiras são uma unidade temática que explora aquelas atividades voluntárias e que são caracterizadas pela criação e alteração de regras, pela obediência de cada participante ao que foi combinado por todos, bem como a própria apreciação de brincar em si (BNCC, pág. 214, parágrafo 4). Essas atividades podem variar da mais simples brincadeira, até a mais complexa das atividades, a medida que a criança supera uma atividade, uma nova mais elaborada pode ser abordada, também pode variar de acordo com a região, com a cultura e com a realidade que se encontram as crianças da escola. O objetivo do nosso estudo é identificar que diferenças duas escolas podem apresentar, situações sociais e resultados dentro de uma temática semelhante. Esse estudo foi em conjunto realizado dentro de um programa federal de licenciatura que visa aperfeiçoar habilidades e competências de futuros profissionais da área de Educação Física. Os discentes do programa resolveram fazer uma comparação da realidade entre duas escolas de uma mesma cidade localizada na região oeste do Rio Grande do Sul. Essa avaliação compartiva foi conduzida com alunos de anos iniciais de ambas escolas e teve apoio do programa. Dessa maneira, emergiram duas realidades distintas, a Escola 1, de localização mais central e com uma longa trajetória, conta com uma grande diversidade de alunos. Suas intalaçoes compreendem 2 quadras abertas, 1 ginásio, vasta área e um notável acervo de recursos didáticos, enquanto isso, a escola 2 situada mais aos arredores da cidade, próxima a áreas periféricas e afastadas do centro, enfrentou um período de abandono e interrupção do fornecimento de eletricidade durante a pandemia. Após o retorno das atividades letivas, notou-se que houve uma diminuição de alunos, os recursos disponiveis são limitados com uma média de 2 bolas por esporte coletivo e uma quantidade reduzida de materiais adicionais. Além disso, os espaços desportivos contam apenas com uma quadra para atendimento a três professores, enquanto uma extensa área nos fundos da escola sofre com a falta de manutenção por parte das autoridades estaduais. Ambos os pesquisadores conceberam, implementaram e coletaram dados referentes a atividades lúdicas e esportivas ao longo de um período de 4 semanas letivas, com o intuito de efetuar uma comparação. O propósito central consiste em apresentar atividades lúdicas de natureza análoga e contextualizar sua aplicação, inclusive os recursos utilizados. Ademais, busca-se analisar a receptividade por parte dos estudantes e avaliar os resultados obtidos, identificando a eficácia ou eventuais desafios encontrados no processo. Ao analisarmos as disparidades entre as duas instituições, constatamos que na Escola 1, as aulas de educação física ocorrem em dois períodos distintos ao longo da semana. Em dias regulares, as atividades físicas têm lugar no espaço apropriado para tal finalidade. Por outro lado, na Escola 2, os dois períodos de aulas ocorrem no mesmo dia, consecutivamente. Devido à limitação de espaço, o primeiro período ocorre em uma sala, enquanto o segundo se desenrola no pátio. No entanto, é importante ressaltar que, antes do término da aula, muitos alunos se retiram antecipadamente para garantir o acesso à merenda escolar, visto que alguns deles enfrentam carências alimentares significativas.Na instituição de ensino 1, constatamos que as atividades eram majoritariamente centradas em brincadeiras que utilizavam recursos disponíveis, como cones, os quais eram empregados em práticas como pique bandeira, dança das cadeiras com cones chineses e estafetas. Dessa forma, o planejamento era direcionado por essa disponibilidade de materiais. Por contrapartida, na instituição de ensino 2, as aulas eram meticulosamente planejadas, dado que a escola contava com recursos mais limitados. Nesse contexto, os residentes providenciaram os materiais necessários ou adaptaram atividades utilizando materiais de baixo custo, como brincadeiras, 5 maria, dança das cadeiras em sala, mímica, entre outros. O planejamento das aulas era realizado com especial atenção à necessidade de minimizar o uso de materiais. Visto isso, essas diferenças ressaltam a importância de compreender as particularidades de cada ambiente escolar e adaptar as abordagens pedagógicas para garantir uma educação física inclusiva e enriquecedora para todos os alunos, independentemente das condições disponíveis.Downloads
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Publicado
2023-12-18
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
REALIDADES DIVERGENTES NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE DUAS INSTITUIÇÕES. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116355. Acesso em: 22 abr. 2026.