UM RELATO DE EXPERIÊNCIA FORMATIVA PARA O ENSINO DE QUÍMICA NO PIBID

Autores

  • Thaina Perez
  • Maria Eduarda Cebage Ferreira
  • Marcio Marques Martins

Palavras-chave:

PIBID, Experimentação, Ensino, química, Vê, Epistemológico

Resumo

O Vê epistemológico de Gowin (VEG) pode ser uma ferramenta valiosa no planejamento e preparação de aulas, especialmente quando se trata de propostas de experimentação no ensino de Química .Esse trabalho foi desenvolvido no PIBID Química da UNIPAMPA. As autoras buscaram desenvolver uma estrutura que englobasse tanto os aspectos teóricos quanto os experimentais de forma a promover o ensino e a aprendizagem de Química mais significativos. Ao aplicar o VEG à preparação de uma aula sobre reações de neutralização, é possível seguir uma abordagem sistemática que favorece a aprendizagem significativa. O VEG permite criar uma Sequência Didática (SD) focada apenas nos conceitos teóricos que embasarão as interpretações dos fenômenos observados pelos alunos na aula experimental. Essa é uma característica desejável na realidade escolar atual, em que a carga horária de Ciências se encontra bastante reduzida. O PIBID Química desenvolve atividades nas disciplinas de Química/Iniciação Científica Jr na E.E.E.M. Carlos Kluwe, em Bagé. Considerando a experimentação no ensino como auxiliar na construção de conhecimentos químicos, a experimentação em vídeo vem para proporcionar uma forma de realizar o experimento com segurança de forma remota síncrona ou assíncrona, permitindo a visualização de acontecimentos que ocorrem em outras escalas de tempo. A correta interpretação dos acontecimentos apresentados em vídeo é favorecida por uma abordagem sobre os conceitos associados às Teorias Ácido-base na forma de uma SD estruturada pelo VEG. Um dos objetivos ao empregar o VEG na preparação de aulas com experimentação é a possibilidade de os educadores proporcionarem uma experiência de aprendizado investigativa. Concedendo aos alunos a capacidade de se constituir em cientistas, capazes de explorar e compreender os fenômenos químicos de maneira significativa. A atividade foi elaborada da seguinte forma: (1) escolha do experimento (reações de neutralização); (2) consideração sobre os aspectos visuais do experimento; (3) filmagem do experimento; (4) edição do vídeo; (5) divulgação no YouTube; (6) elaboração de aula segundo a SD (a fim de explicar os conceitos envolvidos no experimento). Através do VEG, é possível abordar de forma organizada os conceitos necessários a fim de responder a uma pergunta central. Antes disso, alguns processos são importantes na sua construção. Em um primeiro momento deve-se começar com a consideração do aprendiz. Antes de planejar a aula, é essencial entender o nível de conhecimento prévio dos alunos sobre o tema e identificar suas necessidades e interesses. Isso permite adaptar a aula para atender às características específicas da turma. A próxima etapa envolve a definição clara dos conceitos-chave relacionados à experimentação em química, que neste caso foram as Teorias Ácido-Base, principalmente o conceito de Arrhenius. A pergunta central (Por que a solução mudou de cor?) incentiva a formulação de questionamentos que estimulem a investigação e a exploração, uma etapa crucial na síntese do conhecimento adquirido. Os alunos devem ser incentivados a construir uma compreensão mais ampla sobre os fenômenos observados, relacionando os conceitos prévios com os novos conhecimentos. A habilidade de comunicar suas descobertas de forma clara e precisa é estimulada dessa forma. A fim de dar suporte ao experimento em vídeo, a aula criada na plataforma Canva (http://abre.ai/funcoesinorg) abordou os conceitos necessários para o entendimento do experimento em si. Contudo, o ciclo VEG não termina com a aula, pois é importante revisar o que foi aprendido, fornecendo oportunidades para os alunos consolidarem seu conhecimento por meio de atividades de revisão, discussões em grupo e avaliações formativas. Quanto ao material didático digital desenvolvido, a aplicação junto a uma turma ainda está por acontecer, o que proporcionará obter um feedback qualificado que permitirá detectar potencialidades/fragilidades que poderão ser então sanadas em uma etapa de redesign. A produção da aula em slides e do experimento em vídeo, bem como a metodologia de SD estruturada de tal forma que o aluno possa recorrer ao conteúdo dela para coletar aspectos teóricos que auxiliem a explicar os fenômenos observados no experimento não foi aplicada em sala de aula, mas permitiu às bolsistas PIBID desenvolverem novas habilidades importantes para a constituição docente.

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Publicado

2023-12-18

Como Citar

UM RELATO DE EXPERIÊNCIA FORMATIVA PARA O ENSINO DE QUÍMICA NO PIBID. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116342. Acesso em: 22 abr. 2026.