UTILIZAÇÃO DE PARTITURA ANALÓGICA NO ENSINO DE MÚSICA

Autores

  • Vinicius Fadel
  • Vinicius Orsi Fadel
  • Raphael Idalgo Mena
  • Rafael Rodrigues da Silva

Palavras-chave:

Educação, musical, partitura, analógica, ensino, fundamental

Resumo

O presente trabalho visa relatar uma experiência docente nos anos iniciais do ensino fundamental realizada através do Programa de Residência Pedagógica no núcleo de Música da Unipampa-Bagé, as aulas foram ministradas em dupla de residentes sob orientação de uma preceptora e ocorreram em uma turma de 4° ano, na EMEF Téo Vaz Obino. Nossa proposta de aula foi a de trabalhar o ritmo através da percussão corporal, como os alunos não têm conhecimentos prévios sobre escrita musical decidimos recorrer a partitura analógica, esse tipo de partitura nos possibilita dialogar com os sons de uma maneira mais fácil e rápida podendo ser desenvolvida em conjunto com a turma, escolhendo os símbolos que possam servir de referência para cada som que emitimos, neste caso em específico, utilizamos as seguintes figuras: o Triângulo para representar a palma; o quadrado para o som extraído de uma batida no peito, a estrela para estalo de dedo e o círculo para o som da batida do pé no chão. Após definir e escrever os sons que iríamos utilizar, foram apresentados no quadro vários exercícios contendo um compasso de quatro tempos com diferentes combinações de símbolos, aos quais, primeiro foram executados pelos professores e depois reproduzido pelos alunos para que pudessem assimilar os sons com o que estava escrito, esses exercícios foram feitos em duas aulas, na aula seguinte foram feitas atividades de ditados rítmicos, onde o professor escolhe e toca aleatoriamente um exercício que está no quadro e os alunos tentam acertar qual compasso está sendo tocado, em outro momento da aula, os exercícios foram trocados e agora um aluno executa um compasso enquanto os colegas tentam descobrir qual é, fazendo uma rotação entre os alunos que estão reproduzindo a escrita. Na aula seguinte foram apresentados outras sequências de símbolos e incluído notas de menor duração com exemplos mostrados pelos discentes e novamente os alunos fazem a leitura da partitura analógica e tentam reproduzir agora sem o auxílio do professor, após os alunos desenvolverem maior segurança nos movimentos, escrevemos e tocamos exemplos com este tipo de notação alguns gêneros musicais presentes no dia a dia dos alunos, como o funk e o rock. No decorrer das aulas, foi trabalhado também o processo criativo dos alunos onde eles puderam anotar sua ideia nos compassos e mostrar para a turma, ao observar o processo, percebia-se um momento de experimentação onde alguns já anotavam símbolos e depois reproduziam para verificar se a escrita estava de acordo ou se estava do jeito que imaginou, já outros, buscaram primeiramente desenvolver de forma prática suas ideias para depois então anotar o que havia sido criado. O projeto ainda segue em desenvolvimento com a turma. Ao refletir sobre o trajeto e o ponto em que chegamos, podemos dizer que alcançamos um resultado muito satisfatório, observando um desenvolvimento progressivo dos alunos como a coordenação motora, tempo de resposta ao ler e analisar um exercício e reproduzir sonoramente, ao serem mais exatos em ouvir o som e escrever o que estavam escutando. Sobre utilizar a partitura analógica, ao tempo em que supre a falta de conhecimento de uma escrita tradicional, ela estimula a criar maneiras de registrar os sons que ouvimos ou produzimos, é um tipo de escrita incompleta mas que é muito eficiente em alcançar bons resultados em um menor tempo. A faixa etária também foi um fator determinante na escolha da utilização da partitura analógica, pois facilita a assimilação quando se utiliza figuras ou símbolos já conhecidos pelos alunos.

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Publicado

2023-12-18

Como Citar

UTILIZAÇÃO DE PARTITURA ANALÓGICA NO ENSINO DE MÚSICA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116309. Acesso em: 17 abr. 2026.