MÚSICA E TECNOLOGIA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES: RELATO NO CURSO DE MÚSICA DA UNIPAMPA

Autores

  • Willian da Fonseca Ferreira
  • Vinicus Orsi Fadel
  • Mauricio Messias Vargas
  • Andre Muller Reck

Palavras-chave:

Música, tecnologia, formação, professores, música, produção, musical

Resumo

A presente comunicação pretende relatar uma experiência de ensino e aprendizagem em Música e Tecnologia desenvolvida no componente curricular complementar de Tópicos Especiais em Música Popular I, ofertado no primeiro semestre de 2023 no Curso de Música Licenciatura da Universidade Federal do Pampa, no Campus Bagé/RS. O referido componente curricular tem como objetivo o aprofundamento de tópicos específicos em música popular, buscando proporcionar uma formação complementar aos discentes do curso de música a partir da produção de conhecimentos em áreas relevantes no campo da formação de professores de música. Na experiência aqui relatada, o componente buscou abordar as possibilidades do uso de tecnologias aplicadas à educação musical elencando como objetivos específicos: vivenciar os processos de gravação musical (pré-produção, produção e pós-produção), conhecer os princípios básicos da tecnologia em música (softwares, Daws, interfaces, midis, plugins), e relacionar os conhecimentos de música e tecnologia na formação de professores de música. Além da participação dos três discentes regularmente matriculados, as atividades contaram com a participação dos TAEs do Curso de Música que atuaram tanto no processo de prática musical quanto nos processos de captação e tratamento dos áudios, proporcionando uma experiência horizontal de aprendizagens recíprocas entre alunos, técnicos e docentes. O processo foi planejado para proporcionar a produção de duas músicas, em diferentes contextos de gravação, que foram escolhidas a partir das experiências e vivências cotidianas dos participantes. A primeira música escolhida foi Beast of Burden da banda britânica The Rolling Stones, de forma que a captação dos instrumentos foi feita de maneira simultânea, como se fosse em um ensaio. Dessa forma as guitarras, baixo elétrico, e teclados foram captados pelo sinal de mesa de som, já a bateria e saxofone foram captados por microfones dinâmicos e condensadores. Os áudios dos instrumentos foram captados por uma interface multipista e enviados para a DAW (Digital Work Station). Nas duas aulas a seguir, da captação dos áudios foram feitas duas sessões de edições e mixagem, onde nesse processo foi feito reparo no áudio de alguns instrumentos com a redução e eliminação de alguns ruídos e frequências indesejadas a cada instrumento, usando o equalizador de maneira criativa, dinâmica e artística. O próximo passo foi trabalhar a pressão sonora e o panorama deixando os instrumentos soando de maneira uniforme. Para alguns instrumentos como saxofone e guitarra foram usados alguns plugins de efeitos como delay e reverb, para deixar com uma sonoridade ambiente e pensando em um resultado esteticamente relevante. Após essa etapa, iniciou- se o planejamento para a gravação da próxima música escolhida: Primavera nos Dentes da banda Secos e Molhados. Nesse contexto foi discutido o arranjo da música e os instrumentos foram gravados de maneira individual. Primeiramente foram captados violão e piano em linha para uma guia da música. A bateria foi captada com o modelo de microfonação Glyn Jones (2 microfones condensadores como overhead e um microfone dinâmico no bumbo), e em seguida foram gravados o baixo elétrico e as guitarras em linha. Na outra seção foram captados o teclado em linha e o saxofone usando dois microfones condensadores, um próximo ao instrumento e outro captando o som na sala. Já na última seção de gravação foram captadas as vozes, que foram editadas usando plugins para algumas correções de afinação, e logo após o equalizador para realçar frequências importantes. Após isso, a música passou por um nivelamento de pressão sonora e panorama, deixando-a equilibrada. A próxima etapa (pós-produção) foi a masterização das duas músicas, onde cada uma recebeu tratamento dos mesmos equipamentos, mudando somente os parâmetros de cada um. Foram usados simuladores de compressores valvulados, equalizadores, gravador de rolo e um limiter. Após a experiência aqui relatada constatamos que nas duas músicas, mesmo sendo gravadas em contextos diferentes, uma de maneira simultânea e outra de maneira individualizada, podemos, na edição, aproximar a sonoridade dos dois contextos, sendo que na primeira versão exige um maior trabalho na pós-produção (edição, mixagem e masterização), e na segunda versão os instrumentos já são captados de maneira mais técnica e focada, sendo assim já irão mais prontos para edição e mixagem.

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Publicado

2023-12-18

Como Citar

MÚSICA E TECNOLOGIA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES: RELATO NO CURSO DE MÚSICA DA UNIPAMPA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116305. Acesso em: 17 abr. 2026.