EXPECTATIVA E REALIDADE DOS PIBIDIANOS NAS ESCOLAS
Palavras-chave:
PIBID, Supervisão, EscolaResumo
Na coordenação, pela primeira vez, do Programa de Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência PIBID, com o Subprojeto de Alfabetização, sendo a Escola Estadual de Ensino Fundamental Joaquim Caetano da Silva, em Jaguarão, pioneira em se tratando do Subprojeto Alfabetização na rede estadual, atuo diretamente nesta escola, supervisionando e dando acompanhamento em todas as atividades realizadas pelos bolsistas, agindo como conformadora desses graduandos de licenciatura, especificamente, organizando em comum as atividades didáticas e curriculares, bem como, a promoção e o estímulo de oportunidades coletivas de estudo. Os pibidianos chegam às escolas com o pensamento de que estão ali somente para ensinar, mas com o passar dos dias começam a perceber que a escola é mais que ensinar, na sala de aula todos os envolvidos nesse processo tem sua própria maneira de aprender, onde o professor fará a mediação desse processo, pois sabemos que há várias maneiras e diretrizes para a construção desse conhecimento, possibilitando a formação de cidadãos críticos capazes de fazer indagações, reflexões e questionamentos em torno do seu contexto social. Sobre isso Jean Piaget (2002) ressalta como principal meta da educação criar homens capazes de fazer coisas novas, criadores, inventores, descobridores, bem como formar mentes que sejam capazes de criticar, verificar e não aceitar tudo acabado. As primeiras propostas encaminhadas às nossas pibidianas foram: conhecer a instituição de ensino, análise do Projeto Político Pedagógico da instituição, fazer levantamentos sobre questões pertinentes à escola, onde podemos constatar da necessidade de leitura, interpretação e escrita em praticamente todos os anos, do primeiro ao quinto do ensino fundamental. Sendo assim baseado em estudos realizados e embasados no livro Alfaletrar, de Magda Soares (2016), sendo os gêneros textuais apontados como indispensáveis para a alfabetização e letramento dos alunos, começamos um insistente trabalho nesse contexto, encontramos resistência por parte de alguns professores titulares, pois percebemos, principalmente, a partir do terceiro ano do ensino fundamental, professores preocupados com o conteúdo a ser desenvolvido, deixando de lado a leitura, interpretação e a produção textual, ou também o ler por ler, de uma maneira prazerosa. Hoje podemos constatar troca de conhecimentos entre os professores titulares e pibidianas, visto que os elas trazem consigo práticas inovadoras que agregam às já existentes. Para as pibidianas as experiências que o seu futuro ambiente de trabalho lhes proporciona são de grande relevância para a sua formação acadêmica. Dentre as expectativas encontra-se em grande evidência: a leitura e escrita, produção textual, que seja explorado atividades lúdicas, que o trabalho seja dinâmico para o maior interesse por parte dos alunos, que possam trazer perspectivas que contradizem ao método tradicional, desenvolvendo atividades interdisciplinares que contribuam para o processo de ensino aprendizagem. A aprendizagem deve ser um processo prazeroso que motive tanto os professores como os alunos, por isso a busca por atividades inovadoras que se adéquem ao mundo moderno e que contribua para o sucesso desse processo deve ser incessante. Diante disso, a atuação das pibidianas no ambiente escolar é positiva, visto que os professores titulares estão vendo no PIBID uma oportunidade nova de se construir meios, formas para o alcance do aprendizado e do interesse por parte dos alunos, e que essas novidades trazidas pelo programa auxiliem satisfatoriamente na construção do conhecimento dos mesmos. Já para as pibidianas, a oportunidade no futuro ambiente de trabalho é de suma importância para a prática docente das mesmas, pois possibilita o exercício do conhecimento teórico-prático diante das exigências e necessidades existentes nesse ambiente escolar de modo a trazer posterior segurança e competência profissional. Podemos constatar que o PIBID viabiliza a interação entre alunos bolsistas e professores e espera-se que essa oportunidade traga melhorias significativas nos resultados dos alunos, estimule sua valorização, de modo que sintam-se participantes ativos do processo de ensino-aprendizagem, e que o contato entre os professores e acadêmicas bolsistas promova a construção da identidade docente para ambos, favorecendo a socialização e troca de experiências, propiciando a valorização do magistério e busca por melhor qualidade educacional. A experiência dos pibidianos em vivenciar essa inserção no ambiente escolar, logo no início da vida acadêmica, é de suma importância, pois auxilia na constituição da identidade profissional, bem como a prática docente e as relações com o cotidiano escolar que o PIBID proporciona. Referências: PIAGET, J. Epistemologia genética. Trad. Álvaro Cabral. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2002. Soares, M. Alfaletrar: toda criança pode aprender a ler e a escrever. São Paulo: Contexto, 2020.Downloads
Os dados de download ainda não estão disponíveis.
Downloads
Publicado
2023-12-18
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
EXPECTATIVA E REALIDADE DOS PIBIDIANOS NAS ESCOLAS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116250. Acesso em: 18 abr. 2026.