AS VARIANTES NAS TESTAGENS DOS NÍVEIS DE ESCRITA EM UMA TURMA DE PRÉ ESCOLAR MULTIERÁRIA
Palavras-chave:
PRÉ-ESCOLA, NÍVEIS, DE, ESCRITA, TESTAGEMResumo
O presente trabalho relata as experiências referentes à testagem dos níveis de escrita e suas variantes em uma turma de pré-escolar multietário (crianças entre 04 e 06 anos), no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) Subprojeto-Alfabetização. Foram realizados dois testes durante o ano de 2023, nos meses de abril e agosto, com o objetivo de identificar qual o nível de compreensão das crianças sobre a escrita. Tais níveis são definidos conforme Magda Soares (2020) em: pré-silábico I, quando a criança utiliza rabiscos, desenhos e garatujas para escrever; pré-silábico II, utiliza letras aleatórias ou letras do próprio nome; silábica sem valor sonoro, escreve uma letra para cada sílaba sem relação com os sons; silábica com valor sonoro, aqui a criança escreve uma letra para cada sílaba com relação relacionada ao fonema que mais se destaca; silábica-alfabética, sua escrita alterna entre silábica e alfabética; alfabética, ela percebe que cada letra representa um fonema; ortográfica, a criança passa a escrever de acordo com as regras da ortografia. A partir dos testes de níveis de escrita, realizados por três bolsistas, em dias e momentos diferentes de cada mês, foi possível reconhecer diversas variantes que influenciam esse momento e que serão discutidas nesse relato de intervenção pedagógica. Os testes ocorreram individualmente, onde foi solicitado ao aluno que escrevesse quatro palavras, sendo elas dissílaba, trissílaba, polissílaba e monossílaba, respectivamente, e uma frase em que há a repetição da primeira palavra. No mês de abril foram utilizadas as palavras: sapo, formiga, elefante, boi; e a frase O sapo pula no rio. Já, no mês de agosto, foram usadas as palavras: doce, bolacha, pirulito, mel; e a frase O doce é gostoso. No primeiro mês, foram obtidos os seguintes resultados: dezesseis crianças se encontravam no nível pré-silábico I e quatro crianças no nível pré-silábico II. Na segunda testagem houve mudanças, resultando em seis alunos no nível pré-silábico II e com o ingresso de mais um aluno na turma durante este período totalizou-se quinze crianças no nível pré-silábico I. Durante a conversa sobre as testagens foi possível perceber diferenças na escrita das mesmas crianças. Em agosto, principalmente, os resultados de alguns alunos geraram debates, que aqui serão classificados como aluno 01, 02 e 03. O aluno 01 quando avaliado por uma das bolsistas se encontrava em um nível silábico-alfabético, enquanto que, com as outras duas, aparentava estar em uma transição entre os níveis pré-silábico II e silábico com valor sonoro, gerando, assim, dificuldade em definir o nível que realmente se encontrava. Para Magda Soares (2020), é possível que uma criança eventualmente regrida, como também esteja simultaneamente em mais de uma fase. O aluno 02 foi classificado como pré-silábico II por duas bolsistas, pois utilizou letras na realização da tarefa, porém em sua terceira testagem ele aparentava estar com sono e não utilizou letras, somente desenhos. Por fim, o terceiro aluno, pré-silábico I, utilizou garatujas em duas testagens que foram realizadas em momentos barulhentos na sala, já na terceira começou com garatujas e terminou utilizando letras, pois conseguiu se concentrar devido ao silêncio. Essa diferença de níveis pela mesma criança pode ser explicada pelas distrações momentâneas, como a vontade de interagir com os colegas, de participar das brincadeiras que estão ocorrendo a sua volta ou por fatores externos à sala de aula. Pode-se concluir que o trabalho realizado demonstrou que é de suma importância reconhecer as situações que possam ocasionar distrações nos alunos e procurar evitá-las no momento da realização de um teste para saber o nível da escrita em que o aluno se encontra. Assim como, buscar perceber se não existem fatores externos que influenciam na atenção e concentração da criança para escrever as palavras solicitadas. Conforme Magda Soares (2020), é necessário testar, periodicamente, em que nível cada aluno ou grupo de crianças está para definir as atividades a serem realizadas na turma. Por isso, considerando a importância dessa avaliação nem sempre é possível acreditar fielmente no primeiro resultado obtido, gerando assim, quando necessário, a possibilidade de repetir o teste, afinal todos são passíveis de sofrer as influências do meio. Referências: SOARES, Magda. Alfaletrar. São Paulo: Contexto, 2020.Downloads
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Publicado
2023-12-18
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
AS VARIANTES NAS TESTAGENS DOS NÍVEIS DE ESCRITA EM UMA TURMA DE PRÉ ESCOLAR MULTIERÁRIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116248. Acesso em: 17 abr. 2026.