FORMAÇÃO DE UM CONTADOR DE HISTÓRIAS A PARTIR DA LEITURA DELEITE

Autores

  • Valdoir Souza
  • Dynara Martinez Silveira
  • Patricia dos Santos Moura

Palavras-chave:

PIBID, Leitura, deleite, Práticas, leitura

Resumo

Esta experiência é parte do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), especificamente do Subprojeto de Alfabetização, bem como o uso dos livros de literatura infantil como recurso de alfabetização e letramento e suas contribuições na aprendizagem de alunos da educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental. Neste relato de uma intervenção pedagógica me detenho na atividade intitulada como a Semana do Pedrinho Pintor. Esta consistiu em proporcionar a experiência da leitura deleite para os alunos da escola municipal de Jaguarão, onde estamos inseridos, e também para que nós pibidianos pudéssemos experimentar o lugar de contadores de história. Em nossos encontros semanais, como pibidianos, debatemos sobre a importância da leitura para o letramento e alfabetização dos educandos. Com base no pensamento de grandes teóricos da educação e da psicologia do desenvolvimento infantil como Magda Soares, Emília Ferreiro, Piaget, Vygotsky, entre outros, tivemos uma visão bastante ampliada do quão complexo e interdependente é o desenvolvimento infantil e a importância que se deve dar ao contato dos educandos com a literatura de uma forma dialógica e adaptada a cada fase de seu desenvolvimento cognitivo. Nessa análise sobre as nossas práticas como futuros pedagogos e atualmente como bolsistas, temos como base teórica o livro de Magda Soares, Alfaletrar (2020), onde a autora de maneira geral enfatiza a relevância de entendermos que o texto é o centro de onde se devem embasar as práticas de alfabetização e letramento. O livro que escolhi para este momento foi o da autora Marilda Castanho, Mil e uma estrelas (2011). A escolha deste livro se deu por conta da suavidade, leveza e tom poético que a autora trata de assuntos que povoam o imaginário infantil, como o medo do escuro, por exemplo. Além de autora, Marilda Castanho é a ilustradora do livro, o que torna a história ainda mais interessante e imprime com maior exatidão o que a autora quer dizer em seu conto. Comecei o momento da nossa leitura pedindo para que os alunos unissem suas classes formando um semicírculo. Isso facilitaria para que todos pudessem me ver e interagir entre si durante a leitura. Sabendo que um dos maiores problemas da atualidade é a interferência das mídias sociais na educação das crianças e de que o celular mais que qualquer outro dispositivo é capaz de alienar a atenção deles, fiz uma breve apresentação do livro e da autora. Pedi para que eles tocassem no livro, manuseassem a capa e vissem as figuras que estão impressas nele. Foi incrível notar que todos ficaram admirados com a beleza da ilustração do livro. Logo, pedi para que eles me contassem o que imaginavam em relação à história que iria ser contada. Me surpreendi com a riqueza das diversas interpretações. Uns disseram: o menino está de pijama; ele está sonhando; no sonho tem um jacaré. E assim por diante. Pude notar uma grande generosidade das crianças com relação a mim, pois foi a primeira vez que contei histórias para um grupo tão grande. Eles estavam tão fascinados com este momento que não deixaram de prestar atenção um minuto sequer, e interagiam entre si curiosos à espera da próxima página. Antes de concluir este momento, pedi pra que eles me dissessem como imaginavam que terminaria a história. Logo após, encerrei com a leitura das últimas páginas e esclareci que a história é do autor quando ele escreve o livro, mas que passa a ser nossa quando lemos e que os finais da história que eles escolheram também seriam possíveis. Feito esse breve relato sobre as nossas práticas de inserção pedagógica, podemos observar que a nossa atuação possui um embasamento bem fundamentado na Base Nacional Comum Curricular (Brasil, 2018), que nos diz em linhas gerais que as práticas de leitura de livros literários para alunos nos anos iniciais, possui como objetivo desenvolver a capacidade imaginativa de forma lúdica e busca fomentar o senso crítico e a capacidade de relacionar o que está sendo dito com os grafemas na escrita. De fato, sabe-se que o letramento, segundo Magda Soares é experienciado nas dinâmicas sociais interativas, na prosa e leitura do meio pelo aluno, seja nos ambientes de educação formal ou informal. Palavras chave: PIBID, Leitura deleite, Práticas de leitura. Referências: BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018. CASTANHA, Marilda. Mil e uma estrelas. Edições SM, 2011. SOARES, Magda. Alfaletrar: toda criança pode aprender a ler e a escrever. São Paulo: Contexto, 2020. 352 p.

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Publicado

2023-12-18

Como Citar

FORMAÇÃO DE UM CONTADOR DE HISTÓRIAS A PARTIR DA LEITURA DELEITE. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116236. Acesso em: 19 abr. 2026.