APRENDENDO CIÊNCIAS ALÉM DAS PAREDES DE SALA DE AULA: UMA EXPERIÊNCIA DE ENSINO NO PARQUE ESTADUAL DO ESPINILHO
Palavras-chave:
docência, conexão, teoria, prática, ensino, CiênciasResumo
A educação é um processo dinâmico que transcende as paredes da sala de aula, e o ensino de Ciências da Natureza tem grande potencial para usar outros espaços para a prática docente, uma vez que os objetos de conhecimento são a própria natureza, tornando-se especialmente enriquecedor quando os alunos têm a oportunidade de vivenciar as teorias apresentadas em sala de aula no mundo real. Para Viveiro e Diniz (2009), usar o ambiente natural faz com que haja interação direta entre os estudantes e os objetos de conhecimento. Este relato de experiência foi vivenciado por uma aluna do curso de Licenciatura em Ciências da Natureza, durante o Programa de Residência Pedagógica, módulo ll, em uma turma do 6° ano na Escola Municipal de Educação Básica José Francisco Pereira da Silva, em Uruguaiana-RS. Assim, foi realizada a expedição de estudo com os dos estudantes ao Parque Estadual do Espinilho, numa perspectiva de interagirem no ambiente natural e viabilizarem os estudos de Ciências e Geografia, considerando a interdisciplinaridade que pode acontecer de uma forma natural e que as áreas do conhecimento complementam-se com seus saberes. (SILVA; DIAS, 2018, p.119). O planejamento para essa atividade no Parque Estadual do Espinilho foi organizado por meio de três etapas principais. A primeira etapa aconteceu interdisciplinarmente, trabalhando a temática Solo e vegetação nas aulas de Ciências e a temática Biodiversidade do Parque do Espinilho nas aulas de Geografia. A etapa subsequente foi com a interação com o meio, quando os estudantes foram visitar o parque e tiveram a oportunidade de observar e reconhecer o ambiente natural do Parque, relacionando com o que haviam aprendido. Por fim, em sala de aula, os alunos foram desafiados a realizar um seminário em grupos, quando compartilharam suas descobertas, reflexões e experiências da visita no Parque, utilizando recursos visuais e apresentações interativas para apresentar seus conhecimentos e percepções com os colegas. Desde o primeiro momento em que abordamos a temática Solo e Vegetação com os alunos, notamos o interesse deles pelo assunto, então quando sugerimos a atividade interdisciplinar juntamente com a professora de Geografia, a aceitação foi imediata por parte dos alunos. Durante a visita ao Parque ficou evidente o interesse dos alunos em conhecer a história do Parque, saber mais sobre o local, sua biodiversidade e vegetação única. A todo momento eles demonstraram interesse em aprender mais sobre o mesmo, fazendo perguntas e buscando entender melhor o parque. Ao retornarmos para escola, ficou evidente o quão marcante havia sido essa experiência para os alunos. A visita ao Parque Estadual do Espinilho residiu na oportunidade de contextualizar os conceitos teóricos, tornando-os mais tangíveis e relevantes para a vida cotidiana dos alunos, além de oferecer a oportunidade de trabalhar a interdisciplinaridade, permitindo que os alunos conectem os conhecimentos aprendidos nas aulas de Ciências e Geografia. O presente relato discutiu a importância das atividades extraclasse no ensino fundamental, enfatizando a conexão direta entre teoria e prática. Além disso, destaca como os estudantes foram estimulados a aplicar os conhecimentos adquiridos no Parque em um seminário, onde apresentaram suas descobertas e reflexões de forma criativa e interativa. A partir da atividade os alunos tiveram a oportunidade de exercer sua autonomia, e otimizar sua aprendizagem, e desenvolver novas habilidades de aprendizado.Downloads
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Publicado
2023-12-18
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
APRENDENDO CIÊNCIAS ALÉM DAS PAREDES DE SALA DE AULA: UMA EXPERIÊNCIA DE ENSINO NO PARQUE ESTADUAL DO ESPINILHO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116231. Acesso em: 18 abr. 2026.