O SUPERVISOR DO PIBID E A MEDIAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E A ESCOLA
Palavras-chave:
PIBID, SUPERVISOR, EDUCAÇãoResumo
O Programa institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) traz como objetivo principal estimular a iniciação à docência e, assim, ajudar a qualificar a formação dos futuros docentes oriundos de cursos de licenciatura e na qualificação dos que já atuam na educação básica das nossas escolas públicas. Sendo assim este importante programa possui como bem sabemos o importante papel de agente de interlocução entre a escola campo e a universidade. Afinal, de um lado estão graduandos que nunca pisaram em uma sala de aula como professores e de outro, professores que por vezes não lembram como é estar no papel de aluno, como aprendente. O contexto encontrado nas escolas públicas da educação básica, mais precisamente do município de Jaguarão, traz contribuições que irão favorecer não só a formação inicial dos licenciados, como também a formação continuada dos professores das escolas parceiras em um movimento colaborativo de muitas trocas. No Brasil, a Capes (2014), fomenta esta parceria entre as instituições de educação superior e as escolas públicas, visto que estas são espaços que produzem e se apropriam de conhecimento, a união de ensino, pesquisa e extensão traz para todos os participantes contribuições que geram um aumento do padrão de qualidade da nossa educação. De acordo com o Decreto n. 7.219/2010, o professor supervisor é um docente que atua na escola pública de educação básica e tem como responsabilidade o acompanhamento e supervisão dos bolsistas de iniciação à docência e de suas atividades. Contudo, sua atuação no âmbito escolar vai além, já que precisa preparar a escola e os colegas docentes para receberem os licenciandos que serão alocados em turmas de alfabetização, a fim de conhecer as realidades do sistema educacional brasileiro. Para que haja um avanço nesta parceria é importante a mediação de um supervisor, um professor que faça parte desta escola e dialogue com ambas as partes, afinal é preciso preparar o espaço em que os graduandos serão recebidos para que se sintam parte da comunidade escolar e venham a agir como tal. O que nem sempre é uma tarefa fácil, visto que alguns docentes não aceitam a presença dos bolsistas na sala de aula, os percebendo como uma figura que irá atrapalhar o bom desenvolvimento das aulas, alguém que vai observar e falar mal da sua forma de trabalhar, etc. Por outro lado, há entre a maioria dos colegas professores a percepção de que o bolsista vem para a escola para agregar, trocar conhecimentos e crescer profissionalmente. A intenção do programa é estimular a formação de um docente reflexivo, motivado, competente, capaz de inovar e perceber a realidade em que está inserido, até mesmo para enfrentar os obstáculos que surgirem em sua trajetória. Na elaboração das atividades semanais sob a orientação da professora supervisora, os pibidianos procuram levar para os alunos propostas que respeitam o nível em que estes se encontram e em formato lúdico, e neste momento de intervenção é que os bolsistas se aprofundam nesta vida profissional e os docentes podem se atualizar através de um processo de formação continuada. No entanto, para que cheguem a uma proposta adequada considerando o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo professor titular da referida turma, é importante que haja um período de observação, sendo esta participante, pois de acordo com Martins Filho; Barbosa (2010), é impossível não interagir com as crianças, já que estas estão a todo momento solicitando a participação do adulto em suas relações, brincadeiras, produções, diálogos, etc. O pibidiano de observador passa a ser observado, e todo seu movimento em sala de aula acaba gerando reações na turma. Programas como o Pibid vêm para nos mostrar que a formação de um profissional capacitado não é exclusividade das licenciaturas, ela acontece de forma efervescente também na prática desenvolvida dentro das instituições de educação básica e nesta trajetória o professor supervisor é um co-formador, um modelo que aproxima a teoria da prática. Referências: BRASIL. Decreto n. 7.219, de 24 de Junho de 2010. Dispõe sobre o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência Pibid e dá outras providências. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 26 jun. 2010. Seção 1, p. 4. Disponível em: < https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/decreto/d7219.htm> Acesso em 23/09/2023. CAPES. Relatório de Gestão (2009-2013). Brasília: Diretoria de Formação de Professores da Educação Básica DEB, 2014. MARTINS FILHO, Altino José; BARBOSA, Maria Carmem S. Metodologias de Pesquisas com crianças. Revista Reflexão e Ação, Santa Cruz do Sul, v.18, n2, p.08-28, jul./dez. 2010. Disponível em: https://online.unisc.br/seer/index.php/reflex/article/view/1496/1127. Acesso em: 23 set. 2023.Downloads
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Publicado
2023-12-18
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
O SUPERVISOR DO PIBID E A MEDIAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E A ESCOLA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116230. Acesso em: 18 abr. 2026.