EXPERIÊNCIAS NA ESCOLA COMO DISCENTE DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA DO PIBID
Palavras-chave:
Ciências, Exatas, Educação, Básica, Mapa, ConceitualResumo
EXPERIÊNCIAS NA ESCOLA COMO DISCENTE DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA DO PIBID Isadora Stell Paz, discente de graduação, Universidade Federal do Pampa, Campus Caçapava do Sul Roselene Beviláqua Lopes, professora supervisora do PIBID, EEEF Cônego Ortiz Ângela Maria Hartmann, docente de graduação, Universidade Federal do Pampa Isadorapaz.aluno@unipampa.edu.br O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) possibilita que discentes de cursos de licenciatura tenham contato com o ambiente escolar desde o primeiro semestre. Neste resumo, relata-se a experiência e os desafios de uma bolsista do Curso de Ciências Exatas Licenciatura, da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), ao vivenciar a prática docente auxiliando alunos de uma turma de 8º Ano do Ensino Fundamental, de uma escola pública estadual, a elaborar mapas conceituais sobre conteúdos de Ciências e a preparar maquetes para apresentação na Feira de Ciências da escola, um evento em que os alunos expõem seus trabalhos e em que esses são avaliados por pessoas da comunidade escolar ou da universidade. No primeiro contato com a turma, antes de apresentar a construçãodo mapa conceitual, os alunos estavam terminando de preparar maquetes sobre Fontes de Energia Renováveis. Os alunos estavam bem engajados com o evento, otimistas e criativos enquanto finalizavam suas maquetes. O tema do mapa conceitual foi parcialmente o mesmo das maquetes para a Feira de Ciências: Fontes de Energia. O tema é abrangente, pois, além de explicar as fontes renováveis de energia, discute, de um modo geral, suas origens e se elas são renováveis ou não. Antes de introduzir mapas conceituais, pediu-se aos alunos que extraíssem conceitos ou palavras que achassem relevantes em um texto sobre fontes de energia. Os alunos apontaram diversas palavras e a partir daí começou-se a mostrar como elaborar um mapa conceitual. Primeiramente, foi discutido o conceito de mapa conceitual, pois acredita-se que para aprender algo tenha que se ter um conhecimento prévio do que será abordado. A partir dessa discussão, foi explicado a eles como elaborar mapas conceituais. Em seguida, foram formados trios e duplas de alunos para que confeccionassem um mapa conceitual sobre sistema de reprodução nos animais. Confeccionar mapas conceituais tinha como objetivo mostrar que eles facilitam a compreensão de textos para estudo em Ciências. Alguns alunos conseguiram confeccioná-los sem pedir ajuda, mas outros somente os elaboraram após ter auxílio da bolsista ou da professora supervisora, pois estavam inseguros, não sabendo por onde começar e porque não tinham entendido a estrutura e o funcionamento do sistema de reprodução dos animais, assunto trabalhado em aula em um curto espaço de tempo. Com o auxílio da supervisora e da bolsista, explicando as etapas de construção, os alunos foram conseguindo elaborar seus mapas, concluindo-os em casa e trazendo-os prontos na aula seguinte. Embora fosse oferecida ajuda, os alunos não demonstraram muito interesse em elaborar mapas conceituais. Nessa experiência, foi perceptível a falta de iniciativa, interesse e dificuldade de grande parte dos alunos durante a confecção dos mapas conceituais. Alguns precisaram ser incentivados para que conseguissem concluir suas tarefas e perceber que têm potencial para elaborar um mapa conceitual. Porém,comparando com o trabalho da produção das maquetes que estavam finalizando quando se teve o primeiro contato, foi notável o maior engajamento e interesse no trabalho manual, parecendo mais atrativo a eles, pois conseguiam expor mais suas ideias e criatividade. Não é novidade, para os professores e bolsistas, a falta de interesse e a dificuldade de compreensão dos alunos na Educação Básica em conteúdos estudados apenas do ponto de vista teórico, porém assusta o quanto isso está aumentando e se tornando algo normal na escola. O aluno faz o que quer, quando quer e na hora que quer. O professor parece não ter mais autoridade em sala de aula, não é respeitado, não é valorizado. Essa atitude choca e desmotiva quem analisa a situação por outro ângulo. Todavia, não se pode deixar que esse tipo de situação torne-se algo rotineiro e normalizado. Se alguns alunos agem dessa forma é porque há motivos para tal. A experiência vivenciada pela bolsista PIBID mostra que boa parte dos alunos na faixa etária de 13 a 14 anos ainda tem preferência por estudar fazendo uso de materiais concretos, mas que é importante introduzir, gradualmente, elementos teóricos que contribuam para explorar suas ideias, explicitar seus pensamentos e desenvolver sua criatividade.Downloads
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Publicado
2023-12-18
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
EXPERIÊNCIAS NA ESCOLA COMO DISCENTE DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA DO PIBID. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116218. Acesso em: 18 abr. 2026.