O DIA A DIA COM ALUNOS COM DEFICIÊNCIA NO CAMPUS BAGÉ

Autores

  • Amanda Késsia Correa
  • Amanda Késsia Pires Matos Correa
  • Paulo Roberto Ferreira Corrêa
  • Ederson Rodrigues Ripardo
  • Janaína Cardozo Rosa
  • Laura Pacheco Teixeira
  • Nilton Cezar Rodrigues Menezes

Palavras-chave:

programa, monitoria, experiência, inclusão

Resumo

O Núcleo de Inclusão e Acessibilidade NINA é órgão suplementar, de natureza institucional, vinculado à Reitoria da Universidade Federal do Pampa. O NINA é o setor responsável pela articulação de ações visando contribuir com a definição, desenvolvimento e implantação de políticas de inclusão e acessibilidade na UNIPAMPA. A atuação do NINA está voltada para os alunos que apresentam: deficiência na(s) área(s) auditiva, visual, física, intelectual e/ou múltipla; Transtornos Globais de Desenvolvimento TGD, altas habilidades/super dotação e dificuldades específicas de aprendizagem que requeiram Atendimento Educacional Especializado. As ações são desenvolvidas baseando-se nos princípios da colaboração, intersetorialidade e multiprofissionalidade das equipes, alcançando de modo ramificado todas as unidades universitárias (campus) e setores da Reitoria e Pró-Reitorias. Para tanto, além do grupo de servidores próprios do NINA/Reitoria, o Núcleo conta com uma rede de servidores (Interfaces NINA) nos dez campi. Em cada Campus, os Interfaces NINA desenvolvem, em colaboração com todos os docentes e técnico-administrativos em educação, ações destinadas à inclusão e acessibilidade de alunos e servidores. Sendo assim, o presente trabalho apresenta análises das experiências de monitores do Núcleo de Inclusão e Acessibilidade - NINA da Universidade Federal do Pampa, campus Bagé no apoio ao discente com deficiência e suas contribuições para a inclusão e a formação desses discentes. A justificativa e importância desse trabalho dão-se a partir das perspectivas que a função do monitor contribui a inclusão/acessibilidade e a formação dos discentes com deficiências que necessitam do apoio. Este trabalho fundamentou-se com base nos pressupostos da abordagem qualitativa ao atentar para os relatos vivenciados dos monitores com os discentes deficientes na Universidade Federal do Pampa, campus Bagé, utilizando-se como instrumento de coleta de dados a auto narrativa e, assim observando suas reflexões no apoio ao aluno com deficiência. O processo de auto narrativa caminha ao lado da autoconstituição, sendo esta destacada aqui pela ótica da autopoiese, uma vez que se entende que a constituição dos seres vivos se dá no próprio viver. Partilhando deste entendimento, Pellanda e Gustsack (2015, p. 232) destacam: Um dos instrumentos mais importantes de autoconstituição nos seres humanos é a prática da auto narrativa pelo potencial que carrega de organização do caos interno proporcionando uma reconfiguração nos sujeitos que a praticam. Mas qualquer tecnologia autopoiética pode disparar o potencial de auto- organização que é, ao mesmo tempo, o potencial de autocriação. A auto narrativa não é meramente detalhar uma experiência vivida, mas, permitir afetar e ser afetado, modificar e ser modificado pela vivência é se constituir a partir do encontro e do que emerge na experiência. Concluiu-se que o monitor tem um papel incontestável para a inclusão do discente com deficiência no ambiente acadêmico bem como no meio social que o envolve, o acompanhando e ensinando a quebrar barreiras e superar a si mesmo em busca do auto conhecimento e a percepção da capacidade que cada um tem e onde eles mesmo podem se levar. Quando os educandos têm a oportunidade de vivenciar valores, mostram-se mais preparados socialmente, mais aptos a defender seus pontos de vista e interesses, amadurecem o respeito pela vida digna, tornam-se mais críticos, construtivos, criativos e solidários. É uma oportunidade real de intervenção, de participação ativa num trabalho educativo de monitoria. É uma oportunidade de trabalhar em equipe, de trocar experiências, de fortalecer-se, de desenvolver um melhor relacionamento consigo e com os outros, de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, de envolver-se na solução de problemas com criatividade e liderança.

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Publicado

2023-12-18

Como Citar

O DIA A DIA COM ALUNOS COM DEFICIÊNCIA NO CAMPUS BAGÉ. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116216. Acesso em: 18 abr. 2026.