A POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA DURANTE O GOVERNO DE CRISTINA KIRCHNER: CONTINUIDADES E RUPTURAS (2007-2015)

Autores

  • Paola Eduarda Sousa Sinhoreli
  • Rafael Balardim

Palavras-chave:

Argentina, Brasil, Relações, bilaterais

Resumo

No cenário político da América do Sul, as relações diplomáticas entre o Brasil e a Argentina sempre ocuparam uma posição de destaque. Estes dois países, não apenas por compartilharem extensas fronteiras, mas também por sua influência econômica e política na região, têm desempenhado papéis cruciais na configuração do equilíbrio de poder na América Latina. Durante o período de 2007 a 2015, enquanto o Brasil era liderado por Luiz Inácio Lula da Silva e, posteriormente, por Dilma Rousseff, a Argentina estava sob a presidência de Cristina Fernández Kirchner. Esse período de transição de liderança na América do Sul é marcado por mudanças significativas nas políticas internas e externas de ambos os países. Esse artigo se propõe a analisar a Política Externa Brasileira durante o governo de Cristina Kirchner na Argentina, com o objetivo de identificar as continuidades e rupturas que ocorreram nesse relacionamento bilateral. Durante esse período, o continente sul-americano viveu uma série de desafios e transformações, incluindo a ascensão de novos atores regionais, mudanças nas relações internacionais e desafios econômicos e políticos. Diante dessas circunstâncias, torna-se crucial compreender como as políticas externas do Brasil e da Argentina evoluíram e como essas mudanças impactaram suas relações diplomáticas. A partir disso, como a mudança na liderança política na Argentina durante o governo de Cristina Kirchner influenciou a política externa brasileira e quais foram as principais continuidades e rupturas nas relações diplomáticas entre o Brasil e a Argentina durante esse período? Para isso, esse artigo analisará em detalhes a política externa adotada pelo governo de Cristina Kirchner na Argentina, destacando as áreas em que ocorreram rupturas ou continuidades em relação às administrações anteriores. Ademais, será examinada a influência de atores internacionais nas relações entre esses dois países, reconhecendo o papel desempenhado por organizações regionais e potências globais. Ao final, essa análise busca lançar luz sobre a complexa dinâmica das relações Brasil-Argentina durante o período de 2007 a 2015, contribuindo para uma compreensão mais abrangente das políticas externas na América do Sul e seu impacto regional. O presente artigo apresenta-se como um trabalho de natureza bibliográfica, utilizando fontes primárias e secundárias, desenvolvido com base em materiais já elaborados e compostos por livros e artigos científicos, utilizando também uma análise crítica e descritiva dos fatos. Este estudo revelou que o período do governo de Cristina Kirchner na Argentina marcou um momento de desafios e adaptações significativas na política externa brasileira. Embora tenham ocorrido continuidades notáveis, como a ênfase contínua na integração regional e na diplomacia multilateral, também foram identificadas rupturas significativas nas relações bilaterais entre o Brasil e a Argentina, especialmente no âmbito comercial. As divergências em questões-chave, como comércio agrícola e tarifas, destacaram a complexidade da parceria bilateral. Além disso, a influência de atores internacionais, como os Estados Unidos e a China, desempenhou um papel crescente na configuração das políticas externas dos dois países. Em suma, a análise da política externa brasileira durante o governo de Cristina Kirchner na Argentina revela um cenário complexo e dinâmico nas relações bilaterais. Durante esse período, o Brasil manteve certas continuidades em sua abordagem diplomática, como a busca pela integração regional e a diplomacia multilateral. Esses elementos permaneceram pilares da política externa brasileira, destacando a importância do compromisso do país com a estabilidade na América do Sul e no cenário global. No entanto, também foram identificadas rupturas notáveis, principalmente em questões comerciais. Disputas relacionadas ao comércio agrícola e tarifas revelaram tensões que desafiaram a harmonia tradicional nas relações entre o Brasil e a Argentina. Ademais, a influência de atores internacionais, como os Estados Unidos e a ascensão da China na região, contribuiu para a dinâmica em evolução da política externa brasileira. Esses fatores externos destacam a necessidade de adaptação constante em um ambiente internacional em mutação. Por fim, este estudo ressalta a importância da análise das políticas externas em um contexto regional e global em constante transformação. As relações bilaterais entre o Brasil e a Argentina continuam sendo fundamentais para a estabilidade na América do Sul, e o entendimento das continuidades e rupturas nesses relacionamentos é essencial para orientar futuras decisões políticas e estratégicas. A diplomacia e o diálogo permanecem como ferramentas cruciais para promover os interesses nacionais e regionais e construir uma parceria sólida em face dos desafios que a política externa enfrenta.

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Publicado

2023-12-18

Como Citar

A POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA DURANTE O GOVERNO DE CRISTINA KIRCHNER: CONTINUIDADES E RUPTURAS (2007-2015). Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116204. Acesso em: 22 abr. 2026.