VIVENCIANDO PRÁTICAS DOCENTES NA EDUCAÇÃO BÁSICA COM O USO DE METODOLOGIAS ATIVAS

Autores

  • Sthefani Hemann Sacardi
  • Ana Carolina Perez Chagas de Borba
  • Dionara Teresinha Da Rosa Aragon
  • Vanessa Scheeren

Palavras-chave:

Metodologias, ativas, Planejamento, Prática, Docente

Resumo

Este trabalho tem o intuito de apresentar as experiências vivenciadas numa escola pública, na rede municipal de Bagé, durante a realização de atividades pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID). O texto trata de duas atividades planejadas e desenvolvidas a partir da metodologia ativa Rotação por Estações, realizada com uma turma do sétimo ano do ensino fundamental, abordando o conhecimento de números inteiros. Objetiva-se apresentar uma perspectiva pedagógica sobre a metodologia ativa como alternativa ao método tradicional. Nesse sentido, intenciona-se compartilhar as experiências vivenciadas nos estudos teóricos e na prática. Assim sendo, entendemos que a metodologia ativa proporciona a autonomia do aluno e a interação da turma, como também busca trazer problemáticas relacionadas à realidade dos estudantes e, se possível, introduzir a tecnologia nas aulas. Com esse intuito foi escolhido o conceito que trata sobre Rotação por Estações, para orientar os estudos e realizar a prática em sala de aula. A caracterização dessa metodologia se dá pela forma a qual é conduzida, realizada através de ilhas ou estações, em que cada ilha compreende uma proposta diferente para a abordagem do mesmo objeto do conhecimento. As estações são independentes entre si e não sequenciais e o número de ilhas é definido a partir do número de alunos presentes na turma. Desse modo, são organizados grupos onde acontece uma rotatividade entre as ilhas. No que se refere à proposta de ensino apresentada neste resumo, a mesma foi desenvolvida através de duas atividades em momentos distintos nesse modelo. A primeira etapa abordou os números inteiros e demais conceitos e na segunda aplicação a atividade envolveu operações de adição e subtração dos números inteiros. Para a primeira atividade foram pesquisadas algumas dinâmicas em sites, e outras formuladas pelos próprios componentes da equipe, de tal maneira que ao final foram selecionadas quatro atividades dispostas em quatro estações descritas como: quebra-cabeça com conceitos de números inteiros e reta numérica, pega-varetas onde foram associadas pontuações positivas e negativas para cada cor de vareta, charadas envolvendo conhecimentos de números inteiros e raciocínio lógico e pesquisa com auxílio de livros didáticos e tecnologias. Já no segundo planejamento, o debate em equipe juntamente com a temporada junina rendeu diversas ideias para cada uma das três estações. A primeira compreendeu uma atividade de Pesca Resposta (uma pescaria tradicional de festa junina, porém modificada matematicamente para a ocasião), a segunda foi um Jogo da Memória com desafios e charadas; a outra chamada Math Among Us foi desenvolvida em uma plataforma digital denominada Genial.ly que permite fazer edições de outros materiais, ou criar, de forma fácil através de um mecanismo de apresentação de slides. As questões utilizadas foram baseadas em atividades externas sobre números inteiros, incluindo as do jogo ao qual foi editado. Ambos os planejamentos foram pensados e preparados com base na realidade da comunidade e de acordo com o nível em que a turma se encontrava no conteúdo. Ao colocar em prática o que foi anteriormente descrito, pode-se perceber grande entusiasmo vindo dos alunos. Durante a primeira aplicação houve certo receio, pois para os estudantes era uma novidade a forma como as atividades estavam sendo proporcionadas, uma vez que a metodologia de Rotação por Estações modifica consideravelmente a dinâmica da sala de aula tradicional. Já na segunda aplicação, os alunos estavam mais receptivos a metodologia, pois se mostraram ansiosos pela nova etapa que seria proposta. Foi possível perceber um grande entrosamento da turma quando compartilharam conhecimentos em grupo, pois se ajudavam com frequência debatendo ideias e meios para resolver os problemas. Esse método, de utilizar mais de uma estratégia ao abordar o mesmo objeto de estudo, possibilita distintas formas de aprendizagem dos alunos, pois se um estudante, por exemplo, não compreende de uma maneira, durante as rotações o mesmo poderá encontrar seu próprio meio de entender. Por outro lado, um desafio encontrado na aplicação da atividade se deve a utilização das tecnologias, uma vez que a metodologia de rotação por estações pressupõe que uma ilha seja online. Nesse sentido, foi possível observar certa dificuldade dos alunos em realizar pesquisas online e até mesmo em utilizar o notebook, mostrando-se necessário auxiliá-los com mais frequência nessa estação. Contudo, este desafio mostrou-se também mais uma potencialidade da metodologia, uma vez que possibilitou aos alunos o contato com as tecnologias e todas as possibilidades associadas a este recurso. Portanto, conclui-se que a metodologia ativa como alternativa de ensino cria oportunidades para que as aulas sejam mais dinâmicas e que possam gerar mais entrosamento entre o aluno e o conteúdo.

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Publicado

2023-12-18

Como Citar

VIVENCIANDO PRÁTICAS DOCENTES NA EDUCAÇÃO BÁSICA COM O USO DE METODOLOGIAS ATIVAS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116199. Acesso em: 19 abr. 2026.