A EXPERIÊNCIA DO ENSINO DE GEOMETRIA ESPACIAL NO ENSINO MÉDIO PELO PROGRAMA RESIDÊNCIA PEDAGÓGICA
Palavras-chave:
Residência, Pedagógica, Geometria, espacial, Ensino, MatemáticaResumo
Neste trabalho, compartilho minha experiência como bolsista no Programa Residência Pedagógica (PRP) da CAPES, que visa aprimorar a formação teórico-prática de acadêmicos dos cursos de licenciatura. A experiência a ser relatada é a de uma estudante de Matemática - Licenciatura da Universidade Federal do Pampa - Campus Bagé que atuou como residente em uma turma do Ensino Médio em uma escola da rede estadual de educação. É importante ressaltar o papel fundamental do residente dentro do programa. Inicialmente, ele passa por um período de ambientação na escola, em que tem a oportunidade de conhecer o ambiente escolar e vivenciar a dinâmica de funcionamento das rotinas de um professor, ainda durante a formação. Além disso, o residente dedica tempo significativo ao planejamento das aulas, uma etapa fundamental para o êxito do processo de ensino. No entanto, as regências são, sem dúvida, o ponto alto da experiência, pois é nesse momento que o residente assume a responsabilidade total pela condução das aulas, colocando em prática tudo o que foi planejado e aprendido ao longo do programa. É importante destacar que, antes de assumir a turma, os planejamentos passam por uma etapa essencial de aprovação. A preceptora da escola e o docente orientador desempenham a função de colaborar com os planos de aula sugerindo alterações e provocando o residente à reflexões importantes, garantindo que as atividades propostas estejam alinhadas com os objetivos pedagógicos e proporcionando um ambiente de aprendizado de alta qualidade. Para a elaboração das minhas aulas, adotei uma abordagem que combinou métodos tradicionais, jogos digitais e atividades práticas. Durante a minha regência, pude observar o envolvimento dos alunos, que, em um primeiro momento, pareciam desinteressados, especialmente nas tarefas tradicionais de copiar do quadro. Para superar esse desafio, decidi utilizar mapas conceituais, uma estratégia para servir de auxílio nos estudos. Adicionalmente, apresentei o software GeoGebra e o aplicativo Calculadora Gráfica GeoGebra 3D como recursos para uma abordagem dinâmica e de Realidade Aumentada no estudo de prismas e pirâmides. Contudo, é importante mencionar que nem todos os alunos puderam experimentar da mesma forma a realidade aumentada devido à incompatibilidade de seus dispositivos celulares com o sistema. Entretanto, eles se organizaram em grupos e compartilharam o uso dos celulares que estavam funcionando, permitindo que todos explorassem o recurso. Além disso, alguns alunos demonstraram interesse em tirar fotos com os prismas. A plataforma Kahoot também foi utilizada para tornar as aulas mais interativas e divertidas. Os alunos participaram de um questionário interativo que incluía várias dinâmicas, sendo uma delas particularmente cativante para mim e para os alunos. Era um jogo envolvendo um tubarão e um submarino, pois, caso o aluno respondesse uma questão incorretamente ou demorasse a responder, o tubarão se aproximava do submarino. Se o tempo se esgotasse, o tubarão "comia" o submarino. Foi fácil perceber que os alunos estavam profundamente engajados nesse jogo, demonstrando interesse crescente pelo conteúdo. A BNCC do Ensino Médio ressalta o uso de tecnologias, e isso se alinhou com nossa abordagem. Além disso, destaquei a aplicação da matemática na vida cotidiana, mostrando como ela está presente em diversos aspectos do mundo. Estimulei os alunos a trazerem embalagens para a aula, o que proporcionou uma compreensão prática dos prismas. Eles foram organizados em duplas para realizar essa atividade. Inicialmente, alguns alunos pareciam um pouco perdidos em relação à medição das embalagens, mas com um pequeno incentivo, conseguiram obter as medidas e compreenderam, na prática, os conceitos de área e volume de um prisma. Realizei jogos de bingo em duplas com direito a prêmios para quem completasse a cartela. Utilizei a plataforma Wordwall para o sorteio com ênfase na contagem do número de vértices, faces e arestas em prismas e pirâmides. No início, os alunos supunham que teriam que realizar cálculos, mas foram surpreendidos ao descobrir que se tratava de um bingo convencional. Isso permitiu que eles revisassem o conteúdo. Em seguida, realizamos outro jogo por meio do Wordwall, envolvendo cartas numeradas de 1 a 18, cada uma com uma pergunta relacionada à parte teórica do conteúdo que haviam estudado até então. Um aluno era escolhido por vez para selecionar uma carta e responder à questão. Notou-se que alguns alunos demonstravam receio em escolher uma carta, temendo errar a resposta. Essa hesitação pode ter origem na preocupação em relação ao seu desempenho diante dos colegas ou ao impacto de suas escolhas durante o jogo. Em resumo, as atividades práticas, interativas e lúdicas, juntamente com o uso de tecnologia, enriqueceram o aprendizado dos conceitos de prismas e pirâmides. Estimularam o interesse dos alunos, tornando o ensino de geometria espacial mais envolvente e eficaz.Downloads
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Publicado
2023-12-18
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
A EXPERIÊNCIA DO ENSINO DE GEOMETRIA ESPACIAL NO ENSINO MÉDIO PELO PROGRAMA RESIDÊNCIA PEDAGÓGICA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116198. Acesso em: 18 abr. 2026.