DESENVOLVIMENTO DE RECURSOS DIDÁTICOS PARA O ENSINO DE MODELOS ATÔMICOS.
Palavras-chave:
Material, didático, Ensino, química, Modelos, atômicosResumo
A ciência trabalha com modelos criados por cientistas que objetivam, de alguma forma, explicar/ilustrar os fenômenos macroscópicos observados na natureza. O estudo da química está repleto de entidades submicroscópicos como as moléculas, os átomos e as partículas subatômicas, sendo assim, necessita sobremaneira fazer uso de modelos como recurso para explicar e, consecutivamente, comprovar a existência destas estruturas. Na educação básica, um dos primeiros contatos que os/as alunos/as têm com a química é o estudo da matéria, e a base para este estudo são os modelos atômicos. Os modelos atômicos são teorias desenvolvidas por cientistas que tentam explicar o funcionamento da matéria e de seus fenômenos. Todas elas se baseiam na existência de uma partícula fundamental, o átomo. A interpretação do átomo vai evoluindo a cada modelo atômico, de acordo com os conhecimentos científicos da época. Mesmo usando o subterfúgio dos modelos atômicos para explicar a existência dos átomos, os/as professores/as enfrentam dificuldade para construir juntos aos/as seus/suas alunos/alunas tal conhecimento. Este trabalho teve como objetivo criar experimentos sensoriais com o intuito de auxiliar a construção do conhecimento acerca dos modelos atômicos com uma turma de química do 1º ano do Ensino Médio, composta por 28 alunos. Tendo conhecimento de que este assunto já havia sido abordado nos últimos anos do ensino fundamental, a aula foi iniciada com um levantamento dos saberes que a turma detinha a respeito do tema. Após, foi iniciado o primeiro experimento sensorial Modelo de Leucipo e Demócrito. Neste experimento foi distribuída uma bolacha a cada um dos/as alunos/as e solicitado que ela fosse partida ao meio, após, que eles comessem uma das metades; na sequência, que a segunda metade fosse partida ao meio e então comessem um ¼ de bolacha, e assim por diante. A cada vez que uma parte da bolacha fosse consumida, era perguntado o gosto da bolacha, isso levou eles/elas a perceberem que por mais que partissem a bolacha, sempre teria gosto de bolacha, pois cada farelo era composta por pequenos fragmentos de bolacha, entretanto, todos possuem conhecimento que para se obter uma bolacha era necessário farinha, ovos, fermento etc. Com isso, construiu-se a ideia da continuidade e descontinuidade da matéria. No segundo experimento - modelo de Dalton, foram disponibilizadas diferentes bolas de plástico, as quais apresentavam cores e tamanhos diferentes e, com elas, os/as alunos/as puderam fazer diferentes combinações e arranjos tridimensionais representando as moléculas compostas por diferentes átomos (bolas). O experimento, com as diferentes bolas, apresentou dois principais intuitos: o de demonstrar que os átomos eram diferentes entre si e que mesmo sem a mudança em sua estrutura, eram capazes de formar diversos arranjos espaciais (moléculas) e que a estrutura do átomo de Dalton apresentava características como serem indivisíveis, indestrutíveis e maciços. O terceiro experimento modelo de Thomson foi realizado com o auxílio de um brinquedo chamado de "slime" e alguns grãos de feijão. Com este experimento foi possível representar o modelo de pudim de passas, onde os grãos de feijão, impregnados no "slime", representavam os elétrons com carga negativa, e a massa do "slime" representava o corpo do átomo com carga positiva. O quarto experimento modelo de Rutherford, foi construído com uma estrutura composta por uma placa retangular de madeira, onde em uma das extremidades apresentava uma espécie de "estilingue" que lançava bolas de gude em direção a outra extremidade, representando a geração de partículas alfa, na outra extremidade, oposta a do "estilingue", haviam alguns pregos distribuídos aleatoriamente e distantes entre si, representando o núcleo dos átomos, e, para a representação da eletrosfera, foram desenhados círculos ao redor dos pregos. Neste experimento foi possível demonstrar o desvio das partículas alfa (bolas de gude) quando atingiam as laterais do núcleo do átomo (pregos), causavam o retroespalhamento; quando o centro do núcleo (prego) era atingido e, devido a grande distancia entre os núcleos (pregos), a maioria das partículas alfa (bolas de gude) passavam reto em direção ao anteparo luminescente (papel). O quinto e último experimento modelo de Borh, foi empregado um cartaz com o desenho do átomo, contendo o núcleo e a eletrosfera com seus diferentes níveis de energia. Tanto na eletrosfera quanto no núcleo havia uma fita de velcro onde os prótons, nêutrons e elétrons (bolinhas também com velcro) podiam ser distribuídos. Neste trabalho foram empregadas inovações nos recursos didáticos que proporcionaram não apenas demostrar aos/as alunos/alunas, mas também construir com todos/todas o conhecimento acerca dos modelos atômicos, empregando atividades lúdicas, para estimular o interesse do conteúdo, ajudando a impactar no processo ensino/aprendizagem, buscando envolver o raciocínio e todos os sentidos.Downloads
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Publicado
2023-12-18
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
DESENVOLVIMENTO DE RECURSOS DIDÁTICOS PARA O ENSINO DE MODELOS ATÔMICOS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116187. Acesso em: 18 abr. 2026.