SÍNDROME DE ALAGILLE, DESAFIOS DE DIAGNÓSTICO

Autores

  • Raul Souto
  • João Cláudio Pimenta De Aquino Filocre
  • Nicoly Carolina Fachin
  • Aldomar Renato Pederiva Filho

Palavras-chave:

Síndrome, Alagille, Colestase, Infantil, Doença, Hepática

Resumo

A colestase neonatal ou hiperbilirrubinemia conjugada, é utilizada para referir-se a doença colestática presente no nascimento, cerca dos primeiros 28 dias ou desenvolvimento nos primeiros meses de vida, caracterizada pela diminuição na formação e excreção de bile, podendo ser de origem, obstrutiva como a atresia de via biliar sendo a causa mais frequente, infeciosa por citomegalovírus, genético metabólico (Síndrome de Alagille [ALGS], colestase intra-hepática familiar progressiva [PFIC]), autoinmune, tóxico e idiopática como a hepatite neonatal idiopática. A Doença de Alagille trata-se de uma patologia congênita que na qual se evidencia a presença do gene JAG1 ou NOTCH2, como a causa na formação ineficiente dos ductos biliares intra-hepáticos, levando a colestase, sendo JAG1 com maior prevalência, porém em torno de 4% não apresentam mutações genéticas, mas se encaixam nos critérios clínicos. ALGS possui uma face fenotípica característica, com fronte larga, mandíbula pontiaguda, ponta bulbosa do nariz e dedos, olhos profundos, sendo as principais manifestações clínicas de colestase, hiperbilirrubinemia conjugada, prurido, xantomas cutâneos, osteodistrofia hepática, carcinoma hepatocelular, cirrose, déficit em vitaminas lipossolúveis, hipertensão portal, provenientes da escassez da via biliar intra-hepática, se evidenciam envolvimento em outros sistemas orgânicos com variações de acometimento cardíaco por frequência estenose de artéria pulmonar periférica e seus ramos, malformações vasculares do SNC, ausência de reflexos tendinosos profundos, anormalidades oftalmológicas (embriotoxon posterior) e alterações renais como rim displásico multicístico. Os métodos sugestivos de diagnóstico, sinais de colestase crônica sem causa aparente, manifestações clínicas, biópsia hepática, colangiograma, perfil bioquímico, sendo o mais fidedigno o teste genético molecular para identificar o gene JAG1 ou NOTCH2. Como metodologia foi realizada uma revisão sistemática de artigos, na base de dados PubMed, NIH (National Library of Medicine) em abril de 2021 com os descritores: "Alagille syndrome and non-syndromic paucity of the intrahepatic bile ducts", "Therapeutics Development for Alagille Syndrome. Foram incluídos todos os estudos publicados entre 2000 e 2023 que abordassem a ALGS pontuando os desafios de diagnóstico: REVISÃO SISTEMÁTICA, Raul Souto, Nicoly Carolina Fachin e João Cláudio Pimenta D'Aquino Filocre dos estudos publicados, após a leitura do resumo e do texto na íntegra. Escassez na literatura em pontuar a doença, sendo um fator de diagnóstico a falta de etiologia provável para colestase crônica em neonatos ou crianças que apresentaram sintomatologia leve e piora do quadro após um ano, alta complexidade de diagnóstico envolvendo o teste genético molecular. Ressaltando que a maioria dos estudos não evidenciaram acompanhamento a longo prazo, deste modo estatísticas da sobrevida destas pessoas não estão disponíveis. Diante do exposto se torna um dilema de diagnóstico a escassez de ductos biliares intra-hepáticos em neonatos de forma que não condiz com a atresia biliar ou entre as causas genéticas não se encaixa no esquadro da PFIC. Por derradeiro, a criança não tendo uma etiologia aparente, corroborando com os aspectos clínicos, pode ser feita a suspeita diagnóstica entre a atresia biliar e a ALGS, por serem semelhantes, requerem alto índice de diferenciação diagnóstica, sendo utilizado critérios clínicos, radiológicos e histopatológicos para diferenciação, tratando-se de uma síndrome pouco discutida o embasamento teórico se torna crucial para a suspeita, investigação e manejo.

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Publicado

2023-12-18

Como Citar

SÍNDROME DE ALAGILLE, DESAFIOS DE DIAGNÓSTICO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116170. Acesso em: 18 abr. 2026.