PRÁTICAS CORPORAIS CONTEMPLATIVAS ORIENTAIS PARA PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL
Palavras-chave:
Saúde, mental, Ensino, universitário, Felicidade, CorporeidadeResumo
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), saúde mental é um estado de bem-estar no qual o indivíduo é capaz de usar suas próprias habilidades, recuperar-se do estresse rotineiro, ser produtivo e contribuir com a sua comunidade. Por causa das pressões da sociedade moderna, os transtornos mentais estão afetando cada vez mais pessoas. Segundo a OPAS, existem diversos transtornos mentais, com apresentações diferentes. Eles geralmente são caracterizados por uma combinação de pensamentos, percepções, emoções e comportamento anormais, que também podem afetar as relações com outras pessoas. Esses transtornos mentais, como o estresse crônico, a ansiedade e a depressão abalam o estado de bem-estar no qual as pessoas gerenciam o seu estresse cotidiano e também afetam a qualidade das relações interpessoais. Para os estudantes universitários/as, a falta de saúde mental significa graves prejuízos nas relações intrapessoais e também interpessoal, impactando negativamente na aprendizagem e no rendimento acadêmico, levando ao agravamento de transtornos mentais inclusive a ideação suicida, etc. Sabendo que os transtornos mentais são um problema para estudantes universitários/as, foi criada uma componente curricular complementar de graduação chamada Felicidade e Corporeidade, dentro do curso de Licenciatura em Educação Física- Campus Uruguaiana, parte integrante de um projeto de doutorado, que era composta também por Práticas Corporais Contemplativas Orientais (PCCO), que caracteriza-se como atividades de expressões tradicionais, crenças e de costumes de determinada população, utilizando o corpo para tal. A componente foi ministrada pelo Prof. Rui Seabra Machado (orientando) e pelo , pelo Prof. Álvaro Luís A. da Cunha (co-orientador). A componente foi pensada a partir de bases e evidências filosóficas, sociológicas e científicas, e suas aulas foram desenvolvidas de maneira dialógica, a partir de rodas de conversa e recursos audiovisuais, fomentando o protagonismo e autonomia dos discentes. Portanto, a vigente pesquisa tem como intuito caracterizar o perfil dos discentes que cursaram o componente curricular de Felicidade e Corporeidade, a fim de gerar uma discussão acerca desses achados. O estudo trata-se de um recorte dos dados preliminares referente ao mapeamento dos discentes que cursaram o componente curricular de Felicidade e Corporeidade, do curso de Educação Física, no período letivo de 2021/2. Foram analisadas as respostas de 46 participantes, matriculados na componente. Dentre elas e eles 72% eram do sexo feminino, com idade média de 27 anos. Entre os participantes 28% eram do sexo masculino, com idade média de 21 anos. Tal achado pode sinalizar que o público feminino cuida mais da sua saúde. Quanto a residência, 59% dos discentes residiam no município de Uruguaiana, 4% em Bagé e os outros 37% residem em outras cidades do Rio Grande do Sul- Camaquã, São Luiz Gonzaga, Montenegro, Teutônia, São Gabriel, Barra do Quaraí, Itaqui, Nova Bassano, Santa Rosa, Santa Cruz do Sul, Pelotas, Santana do Livramento e Santo Ângelo, e também de fora do estado. Estes discentes era dos seguintes cursos: 22% medicina; 18% medicina veterinária; 16% fisioterapia; 14% enfermagem; 4% farmácia; 2% educação física; 4% engenharia elétrica; 4% engenharia de software; 4% licenciatura em química; 2% engenharia de energia; 2% engenharia mecânica; 2% bacharelado interdisciplinar em ciência e tecnologia; 2% gestão de turismo; 2% letras/português; 2% administração. A maioria dos participantes eram de cursos da área da saúde, seguido pela área de exatas e linguagens. Um fator importante a ser pontuado, é a alta carga horária que os graduandos precisam cumprir em seus cursos, o que gera ansiedade e desgaste emocional, ou seja, adoecimento. Por isso, a componente foi vista como uma válvula de escape, para que os alunos pudessem ter um momento de calma, e também a oportunidade de autoconhecimento corporal. Outro dado constatado foi quanto à raça/etnia dos discentes, nos quais nos mostram que temos 80% autodeclarados brancos e 20% autodeclarados pardos. Os números evidenciam uma diferença significativa entre ambos, elucidando mais uma das fragilidades de nosso país: a desigualdade racial; em que pessoas de pele negra encontram-se em menor número nas universidades federais. A partir de resultados preliminares, é possível dizer que a componente Felicidade e Corporeidade teve uma procura grande evidenciando que os/as discentes buscam atividades que promovam a saúde mental. Também identificamos uma grande diversidade quanto as cidades de origem, idades, sexo e cursos. Esses dados revelam uma grande procura pela componente, reforçando a necessidade de sua oferta, com o objetivo de promover a saúde mental.Downloads
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Publicado
2023-12-18
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
PRÁTICAS CORPORAIS CONTEMPLATIVAS ORIENTAIS PARA PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116154. Acesso em: 19 abr. 2026.