MATERIAS EM AUTO RELEVO COMO RECURSO DE TECNOLOGIA ASSISTIVA PARA FACILITAR O ENSINO DA ELETROTERAPIA
Palavras-chave:
Aprendizagem, eletrotermofototerapia, deficiência, visualResumo
Introdução: Recursos eletrotermofototerapeuticos I e II são componentes curriculares do curso de fisioterapia ofertados no quarto e quinto semestre. Trata-se do estudo do uso de agentes físicos para fins terapêuticos, sendo necessário entender os mecanismos de ação por trás de cada recurso, bem como a forma de aplicação de cada um deles. Dessa forma, a eletrotermofototerapia combina algumas técnicas para criar possibilidades de tratamentos abrangentes e personalizados para as diferentes condições, como lesões musculares, inflamações, dores crônicas, dentre outras. No entanto, para que o aluno consiga entender como aplicar os recursos de forma adequada, é necessário que ele entenda a base do funcionamento dos equipamentos, os quais envolvem conceitos de biofísica, por vezes abstratos, onde a associação do conteúdo com representações gráficas e ilustrações acaba facilitando esse processo de aprendizagem. Nesse contexto, torna-se um desafio o ensino para alunos com deficiência visual, a qual pode ser caracterizada como o comprometimento total ou parcial da capacidade visual de um ou ambos os olhos, que não consegue ser corrigida ou melhorada com o uso de lentes ou de tratamento clínico ou cirúrgico. Sabe-se que a deficiência visual pode ser de origem congênita ou adquirida, sendo classificada como visão subnormal ou baixa visão e cegueira. Assim, considerando as limitações frente a esse cenário para alunos com deficiência visual, o objetivo desse trabalho foi avaliar o impacto do uso de materiais em alto relevo como estratégia facilitadora no ensino de eletroterapia para um aluno com deficiência visual, matriculado no componente de recursos eletrotermofototerapêuticos I (quarto semestre de fisioterapia). Metodologia: primeiramente foi selecionado o conteúdo sobre introdução à eletroterapia e então realizado a seleção dos gráficos mostrados em aula, com a representação dos tipos de correntes de acordo com o fluxo da carga elétrica, fase, simetria, balanço, forma, período frequência e amplitude. Após foram construídos materiais em alto relevo, feitos com EVA, cola em alto relevo e folha de lixa para a confecção dos diferentes gráficos, os quais foram sendo passados ao aluno durante a aula teórica, em sincronia com a fala da professora. Posteriormente, durante a aula prática, o equipamento de eletroestimulação também foi adaptado, sendo identificadas todas as possibilidades de ajustes do mesmo, por meio de um material de diferentes texturas acoplado no equipamento. Ao final, o aluno foi questionado sobre o quanto as adaptações foram benéficas para o seu aprendizado. Resultados: Quando questionado se os gráficos em alto relevo foi uma boa estratégia de ensino/aprendizagem, o mesmo respondeu que sim. Além disso, o aluno respondeu que a utilização do material facilitou o entendimento do que estava sendo falado em aula teórica, possibilitando o acompanhamento da aula de forma mais eficaz. Também, o aluno afirmou ter gostado do material e, em uma escala de zero a dez, sendo zero nenhuma necessidade e 10 a maior necessidade possível, o aluno atribuiu uma nota 8, quando questionado o quanto esse tipo de material deveria continuar sendo utilizado durante as aulas. Conclusão: Diante do exposto, percebemos que o uso dos materiais em alto relevo teve boa aceitação por parte do aluno com deficiência visual, podendo, portanto, ser adotado como estratégia para facilitação do ensino de eletroterapia, servindo também como sugestão de adaptações em outros componentes curriculares no curso de fisioterapia.Downloads
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Publicado
2023-12-18
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
MATERIAS EM AUTO RELEVO COMO RECURSO DE TECNOLOGIA ASSISTIVA PARA FACILITAR O ENSINO DA ELETROTERAPIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116142. Acesso em: 22 abr. 2026.