CONSUMO DE PLANTAS MEDICINAIS POR ACADÊMICOS E DOCENTES DE BIOTECNOLOGIA DA UNIPAMPA DURANTE A PANDEMIA

Autores

  • Taise Ferreira
  • Luan da Rosa Silva
  • Karen Kich Gomes
  • Thais Posser
  • Jeferson Luis Franco

Palavras-chave:

Covid, 19, plantas, medicinais, pandemia, toxicologia

Resumo

A utilização de plantas com propriedades medicinais representa uma das práticas terapêuticas mais ancestrais, tendo sido empregada ao longo da história para tratamento, cura e prevenção de diversas doenças. Pesquisas revelam que aproximadamente 80% da população global recorre a algum tipo de planta em busca de alívio de sintomas ou desconfortos, principalmente devido à facilidade de obtenção, custo acessível e à percepção de que são substâncias relativamente seguras. Muitas propriedades biológicas tem sido relacionadas às plantas, dentre estas efeitos relaxantes, calmantes, antiespasmódicas, analgésicas e antidepressivas. Além disso, dentre as propriedades biológicas das plantas medicinais e dos fitoterápicos, destaca-se também a capacidade de estimular as respostas do sistema imunológico, incluindo ações imunomoduladoras que ampliam a resposta de defesa do organismo. A pandemia de COVID-19, causada pelo vírus SARS-CoV-2, levou a população a buscar diversos meios de prevenção e tratamento da doença, uma vez que os seres humanos não tinham imunidade prévia contra esse novo coronavírus. Uma das abordagens mais comuns foi o uso de plantas medicinais e fitoterápicos. Este estudo teve como objetivo investigar o impacto do uso de plantas medicinais durante a pandemia de COVID-19 entre acadêmicos e docentes do curso de Biotecnologia, sendo um trabalho realizado na disciplina de Fundamentos de Toxicologia, no segundo semestre de 2021. Este estudo se baseou na coleta de informações através do preenchimento de formulário composto por doze questões e enviado por e-mail através da ferramenta Google Docs aos acadêmicos e docentes do curso de Biotecnologia. Após o período de preenchimento, os dados foram analisados e apresentados à turma, promovendo a compreensão e aprimoramento das habilidades em pesquisa de campo em Toxicologia. Os resultados revelaram que 87,5% dos participantes da pesquisa eram estudantes de Biotecnologia e 12,5% eram professores que atuam nos componentes curriculares do curso, com idades variando de 19 a 43 anos. Dentre os participantes, 31% afirmaram não fazer uso de plantas medicinais, enquanto 25% as utilizavam de 1 a 2 vezes por semana e 31% de 2 a 3 vezes por semana. As espécies mais mencionadas incluíram carqueja, camomila, erva doce, maracujá, cidreira, aloe vera, hortelã, louro, funcho, menta, hibisco, canela e andiroba. A maioria dos participantes (71%) baseava seu uso de plantas medicinais em evidências científicas e orientação médica, enquanto 25% o faziam por recomendação de amigos e familiares. As formas de utilização mais comuns incluíam a preparação de chás, seguida por xaropes, macerações e gargarejos. A aquisição das plantas era realizada principalmente em mercados locais e feiras (57%), seguida pelo cultivo próprio. Quanto ao consumo durante a pandemia, 78,6% dos participantes relataram manter o mesmo padrão de consumo anterior, enquanto 21% relataram um aumento no uso. Os dados obtidos nesta pesquisa são semelhantes aos observados em pesquisa prévia que teve como alvo a população em geral. Esse aumento pode estar relacionado à associação do consumo de plantas medicinais com fortalecimento do sistema imunológico buscando uma medida preventiva contra a infecção pelo vírus SARS-CoV-2 durante a pandemia. Além disso, estes dados demonstram que o uso de plantas medicinais associado ao alívio ou prevenção de doenças continua sendo uma prática comum, inclusive na comunidade acadêmica, e mesmo entre o público mais jovem.

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Publicado

2023-12-18

Como Citar

CONSUMO DE PLANTAS MEDICINAIS POR ACADÊMICOS E DOCENTES DE BIOTECNOLOGIA DA UNIPAMPA DURANTE A PANDEMIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116124. Acesso em: 21 abr. 2026.