ATIVIDADES EQUESTRES DE MAIOR RECORRÊNCIA NO BRASIL E SEUS IMPACTOS NO BEM-ESTAR ANIMAL
Palavras-chave:
Equinos, Esporte, TrabalhoResumo
As atividades equestres no Brasil tiveram início com a chegada dos europeus, onde os animais eram utilizados para transporte de pessoas e prática de esportes. Tendo registrado o primeiro torneio em Pernambuco no ano de 1641. Atualmente, no que se refere aos esportes, podem ser classificados em hipismo clássico, hipismo rural e equitação de trabalho, além de reabilitação de pessoas através da equitação terapêutica. No Rio Grande do Sul, os animais estão frequentemente presentes em desfiles e cavalgadas, em comemorações como do Dia do Gaúcho que ocorre em vinte de setembro, evento esse que representa o início da Revolução Farroupilha ou até mesmo o Freio de Ouro, tratando-se de um importante evento para cavalos crioulos. Fortalecendo, assim, a equideocultura, que com o passar dos anos, teve o deslocamento da criação dos animais de áreas amplas campestres para o meio urbano, com isso começou a aplicação de fundamentos do bem-estar animal, onde os animais tiveram sua carga de trabalho diminuída, sendo incluído o atendimento veterinário preventivamente a fim de evitar surgimento de enfermidades, tendo uma maior preocupação em oferecer alimentação de maior qualidade e que seja mais atrativa aos animais e melhores condições de abrigo. Porém, em contrapartida, se teve a diminuição de alojamentos, modificação dos seus hábitos comportamentais, socialização e alimentação de vida livre, situações essas que impactou o bem-estar dos animais e tendem a despertar comportamentos atípicos, como as estereotipias (vícios), que se apresentam em caráter oral ou locomotor, além disso, há risco do desenvolvimento de doenças, ocasionadas pela exposição aos elementos estressantes e alterações no sistema imunológico ou demais distúrbios e enfermidades relacionados ao seu manejo e habitação. Cavalos atletas estão submetidos constantemente a diversos agentes estressantes com possíveis efeitos deletérios a fim de participar de eventos e competições, entre eles a tendência a serem transportados por períodos prolongados de tempo com variados níveis de turbulência, a necessidade de estarem em alta proximidade com cavalos desconhecidos involuntariamente e mudança brusca de rotina, outro fator importante são as situações de maus tratos, como o uso da agressão aos animais quando não executados determinados comandos, porém, algumas competições realizam inspeções nos animais antes e depois das provas a fim de evitar danos, como, por exemplo, o uso de esporas durante a execução da atividade, visto que a mesma deixa lesões na pele dos animais. Em relação a essa sistemática, esse trabalho tem o objetivo aplicar conhecimentos obtidos na disciplina de equideocultura para apresentar informações em relação às atividades equestres, impactos no bem-estar dos animais e coleta de dados referente à carga horária de trabalho do animal, alojamento, exposição de cochos e atividades de maior recorrência. Para obtenção dos dados foi realizada uma pesquisa com a participação de 21 tratadores/proprietários de equinos, via formulário on-line, onde foram abordadas questões para coleta de dados referente a relação de homem e equino, alimentação, abrigo, busca por atendimento veterinário e duração diária de trabalho. Os resultados obtidos com a pesquisa foram que em relação ao contato com cavalos, 48% das pessoas utilizam os animais para fins culturais e/ou lazer, no que se refere ao uso para trabalho o resultado foi de 28%, enquanto, para cavalos atletas, o percentual foi de 24%. Referente a alimentação, foi obtido que 86% dos animais se alimentam de forragem com adição de ração e 14% exclusivamente de forragem. Foi também questionado se os animais recebiam atendimento veterinário de forma preventiva e 77% foram positivos para esta questão, enquanto 24% afirmaram que o atendimento ocorre somente em animais enfermos. Quanto ao abrigo dos animais, 48% são mantidos em cocheiras-baias enquanto 52% são mantidos a pasto. Para oferecimento de água e alimentos, 76% bebedouros e cochos distribuídos em local com cobertura e em local sem cobertura 24%. E sobre a carga horária de trabalho dos equinos, 67% são submetidos a menos de 6 horas diárias e 33% de 6 a 8 horas diárias. Dessa forma, ao longo do tempo, podemos verificar que os equinos sempre estiveram contribuindo ativamente na cultura e lazer da sociedade, além de representar uma grande força de trabalho no campo. Infelizmente, notam-se casos relacionados à exploração e maus tratos, que teve seu número reduzido com o passar dos anos, mas ainda faz parte da realidade brasileira. Por fim, é possível observar as mudanças benéficas ocorridas em relação ao bem-estar animal, no que se refere a alimentação, carga horária de trabalho, manejo e atendimento veterinário.Downloads
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Publicado
2023-12-18
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
ATIVIDADES EQUESTRES DE MAIOR RECORRÊNCIA NO BRASIL E SEUS IMPACTOS NO BEM-ESTAR ANIMAL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116086. Acesso em: 18 abr. 2026.