ELABORAÇÃO DO PROTOCOLO DE CLASSIFICAÇÃO DE RISCO EM SAÚDE MENTAL NO MUNICÍPIO DA FRONTEIRA OESTE

Autores

  • Rayssa Cogorni
  • Lizia Nardi Menegassi
  • Sandra Beatris Diniz Ebling

Palavras-chave:

Saúde, Mental, Classificação, risco, Enfermagem

Resumo

De acordo com a Política Nacional de Saúde Mental, os usuários de saúde mental do Sistema Único de Saúde (SUS) devem ser atendidos conforme as suas necessidades de saúde na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Sabe-se que os cuidados em saúde mental demanda de atendimentos contínuos nos diferentes níveis de complexidade do sistema de saúde, para que isso seja realizado é necessário instrumentos para regulamentar o acesso aos pontos de serviços de saúde. No que se refere a protocolos clínicos e operacionais, o seu objetivo é otimizar e orientar o manejo durante a assistência direcionada ao usuário. A implementação de um protocolo de classificação de risco em saúde mental favorece o trabalho dos profissionais de saúde em enfermagem em reconhecer os riscos que os usuários estão apresentando e assim providenciar o encaminhamento e tratamento ao serviço mais qualificado conforme cada situação individual dos usuários. O presente trabalho tem como objetivo relatar a vivência acerca da elaboração de um protocolo de classificação de risco em saúde mental para fornecer suporte técnico às práticas da equipe de profissionais de saúde RAPS em um município da região da fronteira oeste. Trata-se da elaboração de um protocolo e classificação de risco em saúde mental pela enfermeira residente em saúde mental coletiva, realizado entre os meses de agosto a setembro do ano de 2023 na RAPS, considera-se os principais pontos de ação de saúde mental, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) AD e II, ambulatório especializado em saúde mental e Estratégias Saúde da Família (ESF) compostas no município da fronteira oeste do Estado do Rio Grande do Sul. O protocolo foi organizado e inspirado a partir do Protocolo de Manchester, em que utiliza-se das cores vermelho para emergências com risco grave; laranja para urgências com risco elevado; amarelo urgência em risco moderado; verde para risco baixo e azul para situações não urgentes para a categorização do instrumento de identificação de risco de saúde mental, na qual deverá ser implementado pelos profissionais de saúde a fim de avaliar, definir e agilizar o atendimento mais qualificado para cada usuário na sua chegada ao serviço de saúde mental. O protocolo é apresentado em categorias a partir da classificação que o profissional de saúde caracteriza o usuário após avaliação realizada na triagem. A primeira categoria trata-se de risco grave que refere-se a uma emergência, como exemplo tentativa de suicídio; episódios depressivo grave associado a ideação suicída; episódio de mania; comprometimento grave do autocuidado; intoxicação aguda por substâncias psicoativas; quadro psicótico com alucinações e episódio de auto agressividade. Em seguida, no risco elevado é relacionado às situações de episódio depressivo grave com ideação suicida sem planejamento; quadro psicótico agudo; perda do autocuidado grave; sinais de abstinência leve ou moderado; episódios conversivos/dissociativos e determinações judiciais. A diante, no que se refere ao risco moderado os indicativos são, quadro depressivo moderado; quadro psicótico agudo; sinais de abstinência leve e histórico psiquiátrico pregresso com tentativa de suicídio, esse atendimento pode ser realizado em postos de saúe e nos CAPS II e AD. Para atendimento que são classificados com baixo risco estão as síndromes depressivas leves; transtorno afetivo bipolar; insônia; síndromes conversivas/dissociativas; crise de ansiedade; episódios de uso excessivo de álcool e/ou outras substâncias psicoativas; luto. Ressalta-se que para baixo risco, os atendimentos podem ser empregados nos postos de saúde, ambulatório e CAPS II e Ad. E por último os atendimentos classificados não urgentes são caracterizados por condições psiquiátricas e psicológicas crônicas estabilizadas; manutenção do acompanhamento; demandas administrativas; orientação e apoio familiar. Frente ao exposto, conclui-se que o protocolo de classificação de risco em saúde mental serve como uma ferramenta de apoio que será utilizada pelos profissionais de enfermagem para decisões clínicas com o objetivo de estabelecer critérios de prioridades de atendimentos, encaminhamentos e tratamento para os usuários de saúde mental.

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Publicado

2023-12-18

Como Citar

ELABORAÇÃO DO PROTOCOLO DE CLASSIFICAÇÃO DE RISCO EM SAÚDE MENTAL NO MUNICÍPIO DA FRONTEIRA OESTE. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116025. Acesso em: 17 abr. 2026.