ESTRATÉGIA DE ATIVIDADE PRÁTICA PARA O ENSINO DE TOXICOLOGIA DE METAIS PARA GRADUAÇÃO

Autores

  • Luan da Rosa Silva
  • Giany Gabriely Padao dos Santos
  • Thais Posser
  • Jeferson Luis Franco

Palavras-chave:

toxicologia, metais, ensino

Resumo

Estudos de toxicologia de metais têm importância sanitária tanto humana quanto ambiental de ampla forma. Cobre e ferro são metais essenciais, micronutrientes que exercem funções cruciais, como na formação de colágeno e de enzimas atuantes no metabolismo lipídico, proteico e de carboidratos (no caso do cobre), e transporte e armazenamento de oxigênio (no caso do ferro), entre outras funções. A deficiência desses metais pode acarretar em problemas, por exemplo, problemas neurológicos, de crescimento, de pele e alterações ósseas em deficiência de cobre e, anemia, fraqueza muscular, fragilidade nas unhas e cabelos, e dor de cabeça em deficiência de ferro, porém o excesso destes pode acarretar em intoxicação com sinais como dor abdominal, diarréia, náusea e vômito, além de danos hepáticos e renais a longo prazo. Foram realizadas duas aulas práticas onde foram testadas a toxicidade de diferentes concentrações de sulfato de cobre (Cu(SO4)) e cloreto de ferro (FeCl3) aplicados em meio padrão de Drosophila melanogaster (mosca-da-fruta). A finalidade da aula era apresentar na prática conceitos como LD50, curva de toxicidade, manejo experimental do modelo de estudo, o uso de modelos alternativos na toxicologia e ciências biomédicas que vem substituindo os modelos clássicos de roedores, confecção e interpretação de planilhas e gráficos. A turma foi dividida em dois grupos, um para expor as moscas ao sulfato de cobre e o outro ao cloreto de ferro. Em cada bancada estavam dispostas bandejas contendo frascos com meio padrão (farinha de milho grossa, farinha de milho média, gérmen de trigo, açúcar, leite em pó, farinha de soja, farinha de centeio, sal e nipagin), isopores com gelo, frascos de vidro com moscas, tubos com as soluções em três diluições (1 mM, 5 mM e 10 mM), EVAs, pipetas, ponteiras, pincéis, placas de Petri e tubos plásticos, funis, esponjas e lupa. Foram inoculados 1 mL de cada solução em triplicata e no controle nada foi pipetado, totalizando 12 frascos por grupo. As moscas foram passadas dos tubos de vidro para os de plástico utilizando funis e então postas para desmaiar no gelo. Retiradas as moscas do gelo, algumas foram postas em placas de Petri plásticas para separação de fêmeas e machos com o uso de pincéis e lupa. Após isto foram postas 10 em cada frasco com meio, que foi tampado com esponja. As bandejas com os frascos foram levadas ao biotério, onde os alunos realizaram a contagem de moscas vivas e mortas até o dia anterior à segunda prática. Na segunda aula foi ensinado aos alunos como tabelar os dados e fazer gráficos para o relatório utilizando o Google Spreadsheets, além de orientações acerca da elaboração do relatório de aula. O decréscimo populacional das moscas foi gradual, não uniforme mesmo em frascos da mesma concentração tendo, ao fim, sobrado mais moscas expostas ao sulfato de cobre que ao cloreto de ferro (aproximadamente o dobro contando as sobreviventes de todas as concentrações) e de forma proporcional à concentração, ou seja, tendo ficado uma média de duas moscas por frasco, com alguns frascos apresentando mortalidade total. Vale mencionar que no processo de passar as moscas para o frasco com meio algumas morreram afogadas no meio, estas já foram contabilizadas logo no primeiro dia para que não fossem contadas novamente. Em conclusão pudemos observar um bom engajamento dos alunos com a atividade prática podendo realizar na prática os conceitos visto em sala de aula o que torna o aprendizado mais efetivo e participativo.

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Publicado

2023-12-18

Como Citar

ESTRATÉGIA DE ATIVIDADE PRÁTICA PARA O ENSINO DE TOXICOLOGIA DE METAIS PARA GRADUAÇÃO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116019. Acesso em: 17 abr. 2026.