FISIOLOGIA DA RESPIRAÇÃO DE RÉPTEIS

Autores

  • Larissa da Costa Alves
  • Lorenzo Sales Vieira
  • Fabricio Desconsi Mozzaquatro

Palavras-chave:

fisiologia, respiratória, squamata, crocodiliano, testudine

Resumo

Os répteis são animais vertebrados pertencentes ao Filo Chordata e a Classe Reptilia. Podem ser divididos em três linhagens principais: Testudines, Squamata e Crocodilianos. Os pulmões dos répteis podem ter a formação unicameral, como é o caso em serpentes e lagartos, ou multicameral, em testudines e crocodilos. O objetivo deste trabalho é investigar as principais particularidades da respiração dos répteis e apresentar tais informações de maneira assertiva aos estudantes de Medicina Veterinária, uma vez que se trata de um tema importante para a área da clínica médica de animais silvestres. A metodologia utilizada para a elaboração deste resumo levou em consideração pesquisa bibliográfica sobre o tema em questão. No caso específico da linhagem Testudine, que compreende cágados, tartarugas e jabutis, existe a presença de um casco rígido cujas funções são: 1) Proteção contra predadores; 2) Variações nas pressões do ambiente; e 3) variações climáticas. Em decorrência dessa diferenciação anatômica, os pulmões desses répteis ocupam uma parte expressiva da cavidade dorsal interna, tendo os seus limites definidos dorsalmente pela carapaça e ventralmente pela membrana que separa o pulmão das demais vísceras, não há um diafragma propriamente dito, como nas espécies domésticas. A respiração adequada ocorre por meio das narinas, fazendo com que a respiração pela boca seja anormal. Por serem animais com metabolismo lento, a sua demanda por oxigênio é mais baixa. Os movimentos da faringe, dos músculos pélvicos e torácicos levam ao aumento e a diminuição do volume visceral, permitindo com que ocorra a respiração. Por fim, a traqueia mostra-se relativamente curta e bifurca-se em brônquios que são dorsalmente inseridos no pulmão. Por outro lado, os Squamatas, linhagem que abrange serpentes e lagartos, também não possuem diafragma, e os pulmões não estão separados das vísceras abdominais. No caso específico das serpentes, o pulmão direito é mais desenvolvido enquanto o pulmão esquerdo é reduzido, ou por vezes, ausente. Além disso, a parte anterior do pulmão é responsável por realizar as trocas gasosas, enquanto a parte posterior mostra-se afuncional. Já a linhagem Crocodiliano, que engloba jacarés e crocodilos, apresenta a estrutura do diafragma, diferindo-os dos demais répteis. Dessa forma, o diafragma é o responsável por permitir a ventilação pulmonar: esse músculo movimenta-se para cima e para baixo, possibilitando que aconteça a expansão e a retração da cavidade torácica. Ademais, por serem animais que passam muito tempo em ambiente aquático, o diafragma consegue mudar a conformação do pulmão, fazendo com que eles tenham a função semelhante a duas bóias, sendo um aspecto positivo para o controle da submersão. Conforme apresentado, os répteis utilizam apenas a respiração pulmonar, mesmo aqueles que passam bastante tempo na água, como as tartarugas marinhas e crocodilos, sendo estes obrigados a voltar à superfície para ter acesso ao oxigênio. A respiração pulmonar caracteriza-se como uma inovação evolutiva já que resultou na separação funcional dos músculos, em que alguns passaram a ser especializados na alimentação enquanto outros desempenhavam apenas a função ventilatória. O ciclo ventilatório é dividido em duas fases: a inspiração e a expiração. Durante a inspiração, o volume da cavidade torácica aumenta, reduzindo a pressão e permitindo a entrada de ar nos pulmões. Contrariamente, a expiração, faz com que o volume da cavidade torácica reduza, aumentando a pressão e forçando o ar a sair dos pulmões. Além disso, os pulmões dos répteis não apresentam alvéolos pulmonares desenvolvidos, portanto, a eficiência da hematose é menor em comparação aos mamíferos. Em contrapartida, os répteis apresentam septos pulmonares ou lóbulos pulmonares, que se caracterizam como as superfícies pulmonares responsáveis por realizar as trocas gasosas.Tendo em vista os dados expostos, conclui-se que o funcionamento do sistema respiratório em répteis possui semelhanças entre as linhagens, sendo a mais importante delas a respiração pulmonar. Entretanto, para compreender os mecanismos respiratórios e as diferenças anatômicas, é necessário destacar as adaptações evolutivas desse sistema, visto que este é um tópico importante para a clínica médica veterinária de animais silvestres.

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Publicado

2023-12-18

Como Citar

FISIOLOGIA DA RESPIRAÇÃO DE RÉPTEIS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 15, 2023. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/116012. Acesso em: 20 abr. 2026.