RODA DE CONVERSA: A CONTRIBUIÇÃO DA ARBORIZAÇÃO URBANA PARA A MELHORIA DA QUALIDADE DA SAÚDE PÚBLICA

Autores

  • Débora Silva Ferreira Moreira
  • Jackson Leal Padilha
  • Carla Tainara Pires Rodrigues
  • Ketleen Grala
  • Nádia Bucco
  • Nórton Victor Sampaio

Palavras-chave:

Arborização, urbana, Rodas, conversa, Comunicação, Divulgação, científica

Resumo

Saúde pública é todo o conjunto de medidas executadas pelo Estado para garantir o bem-estar físico, mental e social da população. A arborização urbana visa diminuir os impactos causados pela urbanização crescente. O presente trabalho objetiva trazer os dados apresentados na Roda de conversaA contribuição da Arborização Urbana para a melhoria da qualidade da saúde pública por Unipampa e Sociedade Brasileira de Arborização Urbana, projeto que contou com 34 rodas de conversa entre junho e outubro de 2022. Essa live contou com a pesquisadora em biomonitoramento e saúde ambiental, Tiana Carla Moreira,e Paulo Saldiva, médico e professor do Departamento de Patologia da faculdade de medicina USP, realizada através do Youtube, tendo como número de visualizações até 440 espectadores que interagiram através do chat da plataforma. Ao final, o público acessa um questionário onde é feita a avaliação do evento. Essa avaliação contou com cerca de 50 respostas de pessoas em sua maioria do público externo (60%), onde a satisfação em relação ao evento e aos palestrantes ficou entre 73% e 74%, além do alto índice de contribuição para a vida acadêmica e fora dela, que ficou em torno de 80%. O público alvo eram docentes, discentes e a comunidade em geral. A roda de conversa contou com a abordagem na visão de duas vertentes que são diferentes, já que a discussão envolve o projeto e o planejamento da arborização urbana e os seus impactos ambientais na saúde dos seres humanos. Pode-se observar a relação direta do ser humano e a arborização, quando remete-se à produção do oxigênio, fundamental para a manutenção da vida na terra. Além desse fator, o ser humano se beneficia dos serviços ecossistêmicos encontrados no verde urbano, que são os benefícios que o ambiente fornece para a sociedade por meio dos seus processos naturais, dando suporte à vida e ao bem estar social e possibilitam atividades econômicas. Os serviços ecossistêmicos se dividem em serviços de provisão, que são a oferta de alimentos,madeiras e folhas que podem ser usadas para diversos fins, serviços de regulação que são mais difíceis de serem notados,por exemplo, a regulação da temperatura e qualidade do ar, polinização, absorção de água da chuva evitando inundações e os serviços culturais que geram benefícios não materiais, como atividade de lazer e recreação, apreciação da beleza. Cada árvore que é plantada em área urbana consegue refrescar e purificar o ar, reduzir os efeitos das chuvas fortes, diminuindo a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, contribuindo no combate às mudanças climáticas. Além de todos esses benefícios que estão correlacionados à saúde, temos os a redução térmica, que é o controle dessas temperaturas extremas no meio urbano, o controle na direção de ventos e sua velocidade, a redução da poluição sonora, visual e atmosférica. Segundo estudos de Tiana no período de quarentena, provocado pela pandemia, as pessoas sentiam a necessidade de estar em contato direto com a natureza, como forma de manutenção da sua saúde e principalmente do seu bem estar. Já o convidado Paulo, abordou estudos e pesquisas realizadas, citando que o contato com a natureza, com áreas verdes estimula a produção de hormônios anti-inflamatórios que consequentemente aumentam a imunidade, isso acaba explicando também porque hospitais com maior abundância da área verde possuem menores taxas de complicações no pós-operatório. Destacou um conceito importante conhecido como Biofilia, que compreende uma perspectiva científica, da atração dada pela natureza como um princípio evolutivo, que além de trazer benefícios que seriam relacionados a alma do ser humano, traz também benefícios biológicos, como por exemplo, os níveis de estresse, que são problemas recorrentes na sociedade, trazendo à tona uma teoria de que a exposição a área verde faz parte do genoma ou eco genoma do próprio ser humano, tendo como conseqüência a regulação dos hormônios, do humor, da pressão arterial, da imunidade e também da resposta inflamatória. De acordo com pesquisas em São Paulo são gastos anualmente cerca de 24 milhões de reais pelo serviço único de saúde com doenças respiratórias, sendo que uma árvore possui a capacidade de absorver até 1,4 kg de poluentes podendo evitar assim uma série de doenças físicas e psicológicas. Um projeto de arborização bem feito é diretamente proporcional a uma maior expectativa de vida, menor pressão arterial, menores índices de colesterol e diabetes, menores taxas de estresse. Estudos também relacionam a arborização ou a exposição a parques públicos com doenças sociais, ou seja, menor taxa de suicídio, homicídio e até mesmo estupro. Por isso faz-se necessário em primeiro lugar o estudo sobre esse tema tão antigo, mas também tão atual, e a divulgação de forma acessível à comunidade externa, já que a mudança de um problema social é feita em pequenos passos, que em um futuro próximo trarão de maneira efetiva a melhoria do que chamamos de saúde pública.

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Publicado

2022-11-23

Como Citar

RODA DE CONVERSA: A CONTRIBUIÇÃO DA ARBORIZAÇÃO URBANA PARA A MELHORIA DA QUALIDADE DA SAÚDE PÚBLICA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 14, 2022. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/113279. Acesso em: 14 maio. 2026.