LÍNGUAS, LINGUAGENS, COMUNICAÇÃO

Autores

  • Cristina Gonçalves Mendes
  • Merli Leal Silva

Palavras-chave:

Agrofloresta, Educação, descolonizada, Extensão, Permacultura, Resiliência

Resumo

LÍNGUAS, LINGUAGENS, COMUNICAÇÃO O PAPEL DOS MEIOS DIGITAIS NA EDUCAÇÃO E RESISTÊNCIA DOS POVOS INDÍGENAS Autores: Cristina Gonçalves Mendes Brasileira, discente de geologia, Universidade Federal do Pampa UNIPAMPA, Grupo NEABI/Campus São Borja Merli Leal, orientadora, Universidade Federal do Pampa UNIPAMPA, Grupo NEABI, Campus São Borja Herval Vieira, orientador, Universidade Federal do Pampa UNIPAMPA, Grupo NEABI/Caçapava do Sul Docentes Universidade Federal do Pampa UNIPAMPA: Ezequiel Galvão de Souza, Giuseppe Betino de Toni e Vinicius Matte, docente e coordenador do programa de extensão geoparque Caçapava Aspirante UNESCO cristinamendes.aluno@unipampa.edu.br O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiro Indígenas - NEABI (UNIPAMPA/CAMPUS SÃO BORJA) tem como um dos objetivos, formação de cientistas ascendentes dos povos originários, promovendo a inclusão e o gozo dos direitos cotistas. O presente trabalho, que foi intitulado no vídeo como Línguas, linguagens, comunicação, tem por objetivo apresentar os resultados alcançados, no período da pandemia, com a comunidade indígena, da terra Campinas-Katukina, Cruzeiro do Sul, Acre. Esse povo implementa o projeto de educação ambiental e soberania alimentar - SAFs Kava agrofloresta tropical, para combater a escassez alimentar e zerar a cultura de recebimento de cestas alimentares, cujos produtos são industrializados. Salienta-se que a alimentação industrial implica em efeitos colaterais, como danos à saúde de crianças a idosos (que são desafiados a metabolizar tal alimentação), danos ambientais, como embalagens, as quais criam vetores de doenças, proliferando pragas. O projeto iniciou pouco antes da pandemia e, em seguida, com o protocolo Covid-19, março/2021, o corpo técnico e todas as ações ativistas transformaram-se em remotas. Foram muitos desafios enfrentados: traduzir o protocolo para línguas indígenas, e posterior criação de articulações para disseminá-lo, aquisição de alimentos e manutenção dos povos nas aldeias. Os meios digitais criaram pontes e canais de resiliência, educação, sustentabilidade, formatando um novo universo para os povos originários. Com o projeto Permacultura e Agrofloresta: vida como explosão de arte educação", foram produzidas lives, abordando o tema de educação decolonial, antirracismo, direitos cotista, sustentabilidade, autonomia e o conceito de agrofloresta como instrumento transdisciplinar para a transformação, tendo como referência o SAFs Kava e como resultado, criação de um projeto semelhante para ser replicado nas comunidades envolvidas pelo NEABI São Borja. Foram utilizados meios digitais para o apoio técnico, criando bases para alfabetizar jovens originários, associando-os, através de intercâmbios e pesquisa-ação, ao ambiente universitário. Ressignificou-se os saberes em relação à agricultura, para adaptar o calendário agrícola indígena às mudanças climáticas, propiciando soberania alimentar e educação ambiental associadas à economia solidária. A cultura Noke kuin e o SAFs Kava foram utilizadas como referências para fundamentar a agrofloresta como instrumento de autonomia, educação e bases sustentáveis, empoderando comunidades. O desenvolvimento social e reflexivo sobre os direitos fundamentais registrados em lives, cujos temas variam da educação inclusiva e descolonizada, moradia viva, economia doméstica etc. representam uma mecânica sensível de ativismo e resiliência. Os relatos do cacique Poko, Noke Kuin, docentes, coordenadoras e discentes revelam um novelo pedagógico de liberdade e comunicação libertária. As experiências na Terra Indígena Campinas-Katukina, associadas à agricultura, corroboram para preservar a cultura e a língua materna, formando as futuras gerações e dando sentido a educação acadêmica de indígenas, para desenvolvimento de pesquisa-ação beneficiando o Território Indígena e promovendo disseminação dos saberes ancestrais, a partir do olhar científico, estimular o cuidado com a preservação da paisagem e a formação de jovens cientistas ascendentes originários, na graduação e carreira acadêmica, para defender seus valores e o direito à terra, à morada. Em 2022 iniciou-se uma proposta de replicar o modelo através do SAFs Jardins da Babilônia Guarani, a agroflorestal no centro da aldeia, arte-escola com ações voltadas à soberania alimentar e ao saneamento básico ecológico. Tem-se um ciclo de aprendizado, conectado a agricultura e astronomia agrícola guarani, habitantes da aldeia Arroio Irapuá em Caçapava do Sul-RS. Agradecimentos: a equipe do NEABI/UNIPAMPA campi São Borja, Caçapava do sul. Palavras-chave: Agrofloresta; Educação descolonizada; Extensão; Permacultura; Resiliência;

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Publicado

2022-11-23

Como Citar

LÍNGUAS, LINGUAGENS, COMUNICAÇÃO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 14, 2022. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/113207. Acesso em: 10 jun. 2026.