ANÁLISE DOS INDICADORES DE QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA DA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA ADULTO
Palavras-chave:
Unidades, Terapia, Intensiva, Indicadores, Assistência, ao, Paciente, Cuidados, CríticosResumo
Os indicadores de saúde são ferramentas utilizadas para mensurar a qualidade da assistência e definir metas de gestão. Refletem informações sobre diferentes dimensões e atributos da saúde e dos fatores que a determinam. Podem ser divididos em três classificações principais: estrutura, processo e resultado. Os primeiros, de estrutura, estão relacionados diretamente com o ambiente físico da unidade, por exemplo, a taxa de ocupação. Já os indicadores de processo estão direcionados aos procedimentos e atividades realizados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). E os últimos, de resultado, se relacionam com os efeitos de determinados processos feitos na unidade. Nessa perspectiva, o monitoramento desses dados podem ajudar na gestão do serviço de saúde e também na prevenção de agravos e adequação de possíveis falhas no setor. Sendo assim, objetiva-se analisar e discutir indicadores de qualidade da assistência e cuidado da UTI do Hospital Santa Casa de Caridade de Uruguaiana (HSCU). Essa atividade é vinculada ao projeto de extensão intitulado Sistematização da Assistência em UTI cooperação para a qualidade do cuidado, coordenado pela Profª Josefine Busanello do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Cuidados Intensivos (LACIN) da UNIPAMPA. Os dados são coletados diariamente por meio de uma planilha padronizada e ao final do mês os dados são transcritos para uma planilha online onde são calculados os índices e as análises realizadas. Dentre os indicadores analisados, a taxa de ocupação oscilou em aumento no período de janeiro a junho de 2022. Seu valor se manteve entre 98% e 100% ao longo desses meses, seguindo mais alto que a média estadual. Outro indicador a ser analisado é a taxa de isolamento. Essa vem em perspectiva de queda desde o mês de abril, no qual atingiu o pico de 8%, chegando a 3% em maio e 5% em junho. Em relação aos pacientes atendidos pelo SUS, é visto que no mês de março a taxa era de 92%, porém em abril, maio e junho foi de 76% a 70%. Em relação ao indicador dos municípios de abrangência, houve aumento nas internações dos pacientes de Uruguaiana variando de 59%, no mês de abril, a 75% no mês de junho. Em relação a taxa de uso de cateter vesical, houve uma pequena variação, sendo 90% no mês de janeiro, 91% em fevereiro, 85% em março, 92% em abril, 95% em maio e chegando a 95% em junho. A taxa de uso de cateter central iniciou com 87% no mês de janeiro, 90% em fevereiro, 72% em março, 80% em abril, 83% em maio e voltando para 87% em junho. A taxa de uso de cateter venoso periférico se iniciou com 14% no mês de janeiro, 11% em fevereiro, teve pico de uso no mês de março chegando a 39%, 36% em abril, 35% em maio e atingiu 30% no mês de junho. Taxa de uso de ventilação mecânica no mês de janeiro a taxa era de 69%, teve queda nos meses de fevereiro e março chegando a 45% em abril, após teve aumento para 64% em maio chegando a 68% em junho. Indicadores de gravidade do paciente, foi utilizado o Simplified Acute Physiology Score 3 (SAPS3) a coleta desse dado só foi realizada nos meses de maio e junho sendo a média no primeiro mês de 37% enquanto, no segundo, 52%. A taxa de infecção urinária associada ao cateter vesical, a taxa de infecção de corrente sanguínea associada ao cateter, a taxa de flebite, a taxa de gravidade da flebite, taxa de pneumonia associada à ventilação mecânica não tiveram incidência relatada no período de coleta. Quanto à taxa de prevalência de lesão por pressão se iniciou com 30% no mês de janeiro, 38% em fevereiro, 43% em abril, variando ao valor máximo de 46% em maio e diminuindo para 45% em junho. A taxa de risco de lesão por pressão foi coletada nos meses de abril, maio e junho e é dividida em quatro classificações: risco muito alto, risco alto, risco moderado, risco baixo e sem risco. Nesta perspectiva, o risco muito alto variou de 2% em abril, 10% em maio e 15% em junho, já o risco moderado teve pico de 20% em abril, 8% em maio e chegando a 5% em junho, o risco moderado manteve a média de 3,33% nos 3 meses, o risco baixo iniciou com 3% em abril indo para 4% em maio e 0% em junho e o sem risco foi de 1% em abril, 3% em maio e 0% em junho. A taxa de mortalidade na UTI foi de 35% em janeiro, teve queda para 11% em fevereiro, subiu para 27% em março, 31% nos meses de abril e maio e depois aumentou para 35%, novamente, em junho. Já o tempo médio de internação na UTI não foram coletados nos meses de janeiro e fevereiro , porém em março a média foi de 7 dias, em abril de 8 dias, maio 6 dias e junho 7 dias. Conclui-se que o monitoramento de indicadores da qualidade de assistência são importantes para avaliação e o monitoramento de taxas que podem indicar o bom funcionamento do serviço, bem como, elucidar medidas que precisam de mais atenção. Assim, essa atividade gera impactos positivos na unidade, pois dados que passavam despercebidos agora podem ser analisados e medidas de melhora conseguem ser aplicadas.Downloads
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Publicado
2022-11-23
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
ANÁLISE DOS INDICADORES DE QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA DA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA ADULTO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 14, 2022. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/113170. Acesso em: 10 jun. 2026.