PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NO CUIDADO À SAÚDE DE ADOLESCENTES EM CONFLITOS COM A LEI

Autores

  • Mariáh de Miranda Vilanova
  • Stephanie Cavalheiro Santana
  • Andriele dos Santos Cavalheiro
  • Marcio Rossato Badke
  • Silvana Bastos Cogo

Palavras-chave:

Terapias, Complementares, Medida, Socioeducativa, Auriculoterapia, Toque, Terapêutico, Adolescente, conflito, lei

Resumo

As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) surgiram no Brasil, em 2006, por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC), proporcionando um modelo de cuidado integral ao indivíduo, através da visão espiritual-mental-emocional-físico, e, assim, conforme o passar do tempo, essas práticas, como Reiki e Auriculoterapia, vieram adentrando e inovando os processos de cuidado em Saúde. Com isso, vem sendo estudada as PICS e sua importância em diversos contextos da sociedade, e, um deles, é no auxílio do tratamento e reabilitação de menores infratores em Centro de Atendimento Socioeducativo (CASE), local em que abrigam adolescentes que realizaram atos infracionais e estão sob medida judicial de internação ou semi-liberdade. Objetivou-se relatar a experiência de discentes de Enfermagem e Fisioterapia responsáveis pela aplicação de Reiki e Auriculoterapia aos menores privados de liberdade. Tendo como metodologia, a vivência de uma graduanda de Enfermagem e uma pós-graduanda de Fisioterapia, vinculadas ao projeto de extensão Práticas Integrativas no Cuidado a Saúde e ao projeto em parceria com o Ministério Público com a Universidade Federal de Santa Maria, dos quais, promovem a inserção das PICS, como Reiki e Auriculoterapia, no Centro de Atendimento Socioeducativo de Santa Maria/RS. Desenvolvida em seis sessões com seis adolescentes, nos meses de agosto e setembro de 2022, visou proporcionar o conhecimento e os benefícios dessas terapêuticas aos adolescentes privados de liberdade. A atividade relatada neste trabalho aconteceu nas quartas-feiras, no dia das oficinas realizadas no referido local, oficinas pelas quais permitem que esses menores infratores busquem a reinserção na sociedade e a construção de um futuro longe da violência, além de poder proporcionar que seja um momento diferente da rotina em inércia da maioria. Através de estudos e relatos obtidos, sabe-se que a realidade dos adolescentes em conflito com lei, fora da CASE é de vulnerabilidade social, circunstância, pela qual, encontra-se a ausência do conhecimento do cuidado e autocuidado. Dado que as relações com esses termos são frágeis, a oportunidade de poder levar práticas como Reiki e Auriculoterapia, que visam os indivíduos em todos seus aspectos psicobiossocial, leva ao contentamento, tanto pelo fato de poder ajudá-los em várias queixas físicas, mentais e emocionais, quanto pela possibilidade de auxiliar no processo de reinventar e recriar esses adolescentes enquanto sujeitos, mostrando que todos são dignos de receber uma atenção especial do entorno e de si mesmos. De certa forma, ao contrário da estigmatização e estereotípico de violentos e perigosos que a sociedade implantou na população em cárcere privado, todos os adolescentes comportaram-se com educação e cautela em todos os atendimentos, o qual, o momento de levar as práticas ao CASE tornou-se confortável, seguro e satisfatório. Diante dos fatos supracitados, conclui-se que vivenciar projetos como este, proporciona uma vasta humanização e fundamentação de valores e princípios enquanto ser humano, estudante e profissional. À medida que uma pessoa descobre e vivencia histórias e contextos diferentes de sua bolha social, permite que compreenda a sociedade e a natureza que se vive. O conhecimento da distinção, enquanto pessoa e estudante da área da saúde, permite a evolução e a união de saberes para uma maior aplicabilidade do cuidado à saúde, de forma que agregue e beneficie o maior possível dos contextos encontrados na população que se cuida.

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Publicado

2022-11-23

Como Citar

PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NO CUIDADO À SAÚDE DE ADOLESCENTES EM CONFLITOS COM A LEI. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 14, 2022. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/113131. Acesso em: 14 maio. 2026.