VACINAÇÃO DA COVID-19 SOB A PERSPECTIVA DE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autores

  • Caroline dos Santos Silveira
  • Bárbara Estéla Gonçalves Senter
  • Giovana Kirsch
  • Nara Marilene Oliveira Girardon Perlini

Palavras-chave:

Covid-19, Vacinação, Enfermagem

Resumo

A Coronavírus Disease - 19 (Covid-19), causada pelo Sars Cov - 2, teve sua disseminação global sendo declarada como pandemia, em março de 2020, pela OMS. Esforços mundiais, por meio de governos, empresas, laboratórios e cientistas buscavam identificar uma forma de barrar as infecções. Os primeiros imunizantes foram criados e, no mesmo ano, a vacinação em escala iniciou. Os profissionais da enfermagem, muitos adoecidos e sobrecarregados, principalmente os que estavam na linha de frente, foram fortalecidos com o suporte advindo dos acadêmicos da área da saúde que se inseriram nas campanhas de vacinação. Este é o caso dos que integram os cursos de graduação e do técnico em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) que passaram a atuar como voluntários assíduos e comprometidos com a causa. Este trabalho tem por objetivo relatar a experiência de estudantes do curso de graduação e do técnico em Enfermagem durante a campanha de vacinação contra a Covid-19. A vivência ocorreu a partir do voluntariado de discentes na referida vacinação, entre os meses de outubro de 2021 a agosto de 2022, no município de Santa Maria, RS. As principais ações de vacinação foram realizadas em clubes sociais, em instituições públicas ou privadas mediante drive-thru e nas unidades básicas de saúde. Estas foram coordenadas pela equipe de imunização da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a qual, em conjunto com o Núcleo de Educação Permanente em Saúde (NEPES), arquitetou capacitações para os voluntários, além de ser a responsável por convocar os acadêmicos junto às instituições de ensino técnico ou superior, como a UFSM. A solicitação de reforços, isto é, de universitários dispostos a auxiliar nas vacinações, era feita conforme às necessidades, por meio de um formulário com as disponibilidades dos alunos, presente na plataforma de comunicação WhatsApp, ou por intermédio de contato com os professores que desenvolviam carga horária prática em algumas disciplinas para as campanhas. Essas demandas dependiam tanto da quantidade estimada do público a ser imunizado, quanto das distribuições de vacinas pelo Governo Federal. As atividades desenvolvidas pelos voluntários variavam de acordo com seu grau de instrução. Deste modo, eles podiam participar da equipe de apoio, colaborando com questões organizacionais e no preenchimento das carteiras de vacinação do público alvo, atuando como vacinadores e, por vezes, no preparo do imunizante. No decorrer dessa vivência, observou-se dificuldades quanto à disponibilização de material para os trabalhadores desenvolverem as atividades. Destaca-se que, como expresso em diferentes veículos de comunicação, nas grandes campanhas havia escassez tanto de materiais quanto de profissionais dispostos a participar em relação ao quantitativo populacional. Assim, a colaboração de voluntários foi imprescindível para suprir essa demanda. Além disso, a carência de informações de fácil acessibilidade prejudicou o acesso dos cidadãos às campanhas de vacinação, já que parte significativa da população não possuía acesso à internet. Acresce-se, também, dentre esse público, os idosos, os quais têm uma maior dificuldade de manusear equipamentos eletrônicos, o que exige uma abordagem direcionada à divulgação das campanhas. Outro obstáculo enfrentado ao longo da campanha de vacinação foram as Fakes News, disseminadas pelas redes sociais e por outros meios de comunicação contemporâneos. Isso gerou, como consequência, descrédito na população, receio e medo em relação aos efeitos das vacinas. Como experiências positivas adquiridas nesse processo, destaca-se as relacionadas ao desenvolvimento do trabalho em equipe, responsável por impulsionar a desenvoltura dos acadêmicos, tanto na aquisição de postura profissional e ética diante das pessoas e dos profissionais, quanto ao intuito de estabelecer relações interpessoais harmoniosas e trocar conhecimentos de modo multidisciplinar. Também possibilitou a interação com a diversidade de público, estimulando a iniciativa para contatar, orientar e se expressar, bem como oportunizou aos acadêmicos a aplicação e o aperfeiçoamento das técnicas estudadas na academia. Além disso, a vivência na vacinação proporcionou observar a necessidade de um sistema de gestão e de organização no âmbito da saúde para que sejam ofertados serviços de qualidade, bem como evitados possíveis erros em ações futuras. Assim, pode-se afirmar que a inserção de estudantes voluntários na vacinação contra o Sars Cov - 2 contribuiu diretamente, a longo prazo, na taxa de morbidade e de mortalidade da Covid-19. Destarte, o voluntariado, no decorrer da campanha de vacinação, em meio à pandemia ultrapassou receios e dificuldades confrontadas pelos apoiadores, por ser uma alternativa fundamental e eficaz para controlar a disseminação desse vírus de proporção pandêmica.

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Publicado

2022-11-23

Como Citar

VACINAÇÃO DA COVID-19 SOB A PERSPECTIVA DE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 14, 2022. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/113128. Acesso em: 9 jun. 2026.