RELATO DE EXPERIÊNCIA: IMPACTO DO PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA NA FORMAÇÃO ACADÊMICA DOS DISCENTES DE MEDICINA

Autores

  • João Cláudio Pimenta Daquino Filocre
  • Artur Barros Lima Caicara
  • Liamara Denise Ubessi

Palavras-chave:

Saúde, coletiva, Educação, saúde, Programa, escola, Estudantes, medicina

Resumo

Artur Barros Lima Caiçara, João Cláudio Pimenta Daquino Filocre, discentes de graduação em Medicina, Liamara Denise Ubessi, docente, Universidade Federal do Pampa, Campus Uruguaiana joaofilocre.aluno@unipampa.edu.br A partir da demanda de uma curricularização da extensão universitária, prevista no Plano Nacional de Educação (PNE), os cursos de graduação necessitam adaptar a matriz curricular de forma a implementar na carga horária, atividades de extensão. Com esta iniciativa, promoveu-se nas instituições de ensino superior uma repercussão social, visto que a interação da comunidade acadêmica com a sociedade, de modo dialógico, tende a trabalhar com questões contemporâneas complexas e presentes no contexto social (BRASIL, 2018). Trata-se de um processo interdisciplinar transformador que acontece através da produção do conhecimento direcionado, principalmente, para áreas de maior pertinência/vulnerabilidade social. Ao mesmo tempo, a curricularização da extensão pode favorecer a formação cidadã e integral do estudante, na medida que ele se beneficia por colocar em prática seus conhecimentos teóricos, podendo aplicá-los e concretizá-los. Deste modo, este trabalho objetiva relatar a experiência de inserção no Programa Saúde na Escola (PSE) de discentes do curso de Medicina da Universidade Federal do Pampa/campus Uruguaiana. O processo de curricularização da extensão pode ocorrer de diversas formas. No curso de Medicina da Universidade Federal do Pampa, no componente curricular de Saúde Coletiva IV, as atividades de extensão ocorreram em colaboração com as Estratégias de Saúde da Família (ESFs) e das escolas públicas da cidade de Uruguaiana-RS, se concretizando com base no Programa Saúde na Escola (PSE). Os discentes foram divididos em grupos, se programaram para debater temáticas que fossem pertinentes ao território em questão, o que ocorreu através de reuniões entre os alunos, a equipe da ESF e a escola alvo, nas quais foram acordadas as datas, os tópicos e a faixa etária dos alunos. Assim, foram abordados temas como: assédio sexual, higiene pessoal, Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), gravidez na adolescência, uso de drogas - todos voltados para o público infantojuvenil. Ao total, foram destinadas 15 horas para as práticas de extensão, do total de 120 horas da disciplina, que ocorreram com grande autonomia dos discentes para desenvolvê-las, porém sob a supervisão da docente. Ao final do período destinado aos compromissos de extensão, os discentes se reuniram, junto à orientadora, em uma ciranda de diálogos em sala de aula, com a finalidade de apresentar o trabalho desenvolvido e refletir sobre como se deu o processo, debatendo sobre a experiência com a equipe das ESFs e da escola, a organização das atividades, bem como a aplicação delas, os pontos positivos e negativos e o aprendizado obtido com tais execuções. Diante disso, observou-se que as atividades de extensão desenvolvidas no PSE foram muito pertinentes para o público dirigido, deliberando sobre temáticas de suma importância para a sociedade como um todo. Os benefícios dessa ação podem ser constatados por relatos tanto dos próprios alunos, como dos professores e diretores das escolas, que se surpreenderam com o interesse dos alunos nos temas. Porém, não pode ser ignorada a importância do PSE para os discentes de Medicina, que ao apresentarem e discutirem tais temas com o público engrandeceram seu conhecimento com os temas trabalhados e com o público infantojuvenil, assim como a capacidade de comunicar e se fazer ser entendido ao desenvolver a oratória, afinal quem ensina aprende ao ensinar, e quem aprende, ensina ao aprender (FREIRE, 1997). Além disso, essa atividade de extensão também promove uma formação integral do estudante de Medicina ao reunir o conhecimento teórico médico com os aspectos biopsicossociais, que permitem uma reflexão a respeito da prática médica em um processo de humanização dessa prática ao valorizar e entender a pessoa em sua integralidade, como um ser complexo, ao considerar o conceito ampliado de saúde e o impacto que ações de educação em saúde provocam na sociedade e em si mesmo. A partir do exposto, nota-se que a implementação de atividades extensionistas no componente curricular acadêmico, mais especificamente, as atividades do PSE, é de grande valia, tanto para a comunidade alvo, que obtêm informações valiosas no processo de educação em saúde, visando facilitar maior autonomia para que a população possa atuar em prol do próprio bem-estar, quanto para o discente envolvido, visto que possui a oportunidade de desenvolver seu lado humanitário enquanto põem em prática parte daquilo que aprende no ambiente universitário, tornando-se protagonista no seu processo de formação ao agir de forma ativa. Referências Bibliográficas: FREIRE, Paulo.Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. 9 ed. São Paulo: Paz e Terra, 1997. BRASIL. Ministério da Educação. Resolução nº 07, 2018.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Downloads

Publicado

2022-11-23

Como Citar

RELATO DE EXPERIÊNCIA: IMPACTO DO PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA NA FORMAÇÃO ACADÊMICA DOS DISCENTES DE MEDICINA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 14, 2022. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/113122. Acesso em: 14 maio. 2026.