VISITA DOMICILIAR PARA IDOSOS ACAMADOS E DOMICILIADOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Palavras-chave:
Idosos, Saúde, Acamados, DomiciliadosResumo
A visita domiciliar (VD) foi preconizada pelo Programa Saúde da Família (PSF), ao qual em 1997 passou a ser denominado Estratégia de Saúde da Família (ESF). A VD é uma forma de atenção coletiva tanto para o indivíduo domiciliado ou acamado quanto para a sua família, em que busca maior equidade da assistência, a periodicidade das visitas domiciliares é definida pela portaria número 963 do ano de 2013. O atendimento domiciliar configura-se como o ato de deslocamento do profissional de saúde até o domicílio com o intuito de promover e recuperar a saúde, bem como diminuir o número de internações e monitorar os sintomas agressivos de doenças crônicas. Esse atendimento é realizado para pessoas com perdas funcionais e dependência para as Atividades da Vida Diária (AVD). Neste sentido, a pessoa idosa, por apresentar alterações fisiológicas do processo de envelhecimento, atrelados às condições crônicas de saúde, acabam influenciando em limitações funcionais, que ocasionam debilidade e dependência para as atividades do cotidiano. Portanto, torna-se necessário estabelecer planos de cuidados efetivos para essa população. Para cumprir com os objetivos da VD o programa de Educação Tutorial Práticas Integradas em Saúde Coletiva (PET PISC) vinculado a Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), realiza visitas domiciliares a idosos domiciliados e acamados em um bairro adstrito do município de Uruguaiana, Rio Grande do Sul/Br. Neste estudo, objetiva-se relatar as vivências de graduandos dos cursos de enfermagem e fisioterapia e bolsistas PET PISC, acerca das visitas domiciliares a pacientes idosos domiciliados e acamados. Trata-se de um relato de experiência pautado nas VD´s realizadas. As mesmas ocorreram nos meses de junho, julho e agosto de 2022. As VD´s previamente foram alinhadas com a ESF do bairro onde os bolsistas realizam as atividades práticas, a unidade tem uma área de cobertura de aproximadamente oito mil habitantes. Está localizada em um dos maiores bairros do município de Uruguaiana, fronteira oeste do estado do Rio Grande do Sul/Br, sendo ele de classe baixa, apresentando condições precárias de sobrevivência como falta de saneamento básico e carência de políticas públicas. As visitas foram realizadas conforme demanda da ESF e, também por demanda espontânea,aconteceram nos turnos de manhã e tarde, com periodicidade semanal e acompanhadas pelo Agente Comunitário de Saúde (ACS). Para realização das atividades os bolsistas elaboraram uma ficha de avaliação onde é possível realizar a avaliação sociodemográfica buscando entender o contexto do grupo familiar e das condições de saúde. O alinhamento dos bolsistas e da equipe da ESF é realizado de forma amigável, tranquila e resolutiva, sabe-se que as demandas atendidas pelas unidades são bem excessivas, e então nesse sentido o grupo atinge bons resultados quanto ao auxílio à equipe e assistências necessárias. Nas visitas realizadas para idosos acamados e domiciliados o grupo orienta a família em relação ao cuidado desse paciente, assim como, a higiene corporal para evitar o desenvolvimento de bactérias, a administração correta dos medicamentos, a alimentação balanceada e a troca de posição dos pacientes, para prevenir futuras lesões por pressão (LPP) e trofismo muscular, além de realizar o controle de pressão arterial e glicemia a aqueles pacientes que se faz necessário. Muitas vezes as orientações dadas tanto na assistência hospitalar quanto na da atenção primária são dadas de forma sucinta e rápida, então, o grupo realiza as atividades buscando auxiliar os usuários, familiares e cuidadores quanto ao cuidado e atenção indispensável, almejando auxiliar na promoção de conforto aos idosos e minimização de internações hospitalares. Durante as visitas os bolsistas também auxiliaram na vacinação desses idosos com a vacina da COVID-19 e da gripe H1N1, devido a impossibilidade de sair do domicílio e as demandas da equipe muitos idosos estavam com a vacinação atrasada, portanto, os bolsistas contribuíram para a cobertura vacinal da unidade e primordialmente para a proteção desses idosos. No que se refere ao conhecimento e prática dos bolsistas as atividades contribuíram positivamente, fazendo com que os mesmos pudessem alinhar teoria e prática, além de, colaborar efetivamente para estabelecer o vínculo entre universidade pública, serviços de saúde e comunidade. Dentro do exposto, destaca-se a importância do desenvolvimento das VD´s, tanto para a comunidade, o serviço de saúde e os bolsistas. Construir e estabelecer um vínculo efetivo e concreto, preconizando a assistência integral a todo e qualquer paciente independente de estar ou não dentro da unidade de saúde. A assistência é necessária ser prestada de forma integral e com equidade conforme preconizado pela legislação e, assim os bolsistas o fazem. Além disso, essas experiências contribuem para que os bolsistas pratiquem o conhecimento adquirido de forma teórica na graduação, possibilitando vivência teórico-prática completa.Downloads
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Publicado
2022-11-23
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
VISITA DOMICILIAR PARA IDOSOS ACAMADOS E DOMICILIADOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 14, 2022. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/113112. Acesso em: 10 jun. 2026.