SAÚDE NO BAIRRO PROMOVENDO SAÚDE PARA TODOS

Autores

  • Eduardo Ferreira Coscia
  • Jamilly da Silva Ferreira
  • Maria Vitória Marmor Bachinski
  • Maria Vitória Santos da Costa
  • Giulia Alessandra Wiggers
  • Franck Maciel Peçanha

Palavras-chave:

Saúde, Hipertensão, arterial, Qualidade, vida, Educação, saúde

Resumo

O projeto de extensão do grupo PET-Conexões fisioterapia da Unipampa é uma ação realizada em bairros periféricos da cidade de Uruguaiana voltada para a saúde dos moradores que residem nestas localidades,nesses bairros é onde se encontram as pessoas com maior situação de vulnerabilidade social, apresentando uma infraestrutura precária seja ela nas casas ou nas ruas, podendo levar desenvolvimento de doenças. Dentre as comorbidades que mais acometem pessoas nesses bairros é a HAS. A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença crônica que tem forte relação com casos de doenças cardiovasculares que são a principal causa de mortes no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde os dados apontam que mais de 25% da população brasileira adulta, algo em torno de 35 a 40 milhões de pessoas, seja hipertensa. Os estudos mostram que morrem aproximadamente 350 mil pessoas em consequência de doenças cardiovasculares e a maioria dessas mortes está associada a HAS. Os agentes que podem ser determinantes para a propagação da doença na população podem ser diretos ou indiretos tais como: hereditariedade, que estimula predisposição a doença, idade, peso, má alimentação, mas existem os fatores socioeconômicos que são agravantes nesses casos. Pensando nessa problemática, foi necessário criar programas educativos que informem sobre hábitos saudáveis e evitem doenças, especialmente junto as populações em situação de vulnerabilidade social. Então, o PET Conexões Fisioterapia da Unipampa criou o projeto de extensão Saúde no Bairro promover melhora dos padrões de saúde por meio de ações de educação em saúde. Para a realização do projeto são selecionados os bairros do município de Uruguaiana onde vivem pessoas em situação de vulnerabilidade social. A coleta de dados foi feita entre os meses de junho e agosto de 2022.Para pesquisa com os moradores dos bairros, foram feitas visitas quinzenais onde através de abordagem interpessoal os integrantes do grupo, quando autorizados pelos moradores, entraram nos domicílios e aplicaram um questionário com intuito de avaliar os dados habitacionais, socioeconômicos e saúde dos indivíduos. Após isso, também foi aferido a Pressão Arterial (PA), Frequência Cardíaca (FC) e realizada avaliação dos pulsos periféricos. Ao final é entregue ao morador um folder confeccionado pelo grupo que, contém diferentes informações sobre saúde. Além disso, foi entregue uma carteirinha, na qual foram registrados os dados pessoais e os valores de pressão e frequência cardíaca, permitindo melhor acompanhamento e controle da população participante dessa atividade. Ao todo, foram entrevistadas 78 pessoas sendo 63(80.8%) pessoas do sexo feminino e 15 (19.2%) do sexo masculino. Quando perguntados sobre se apresentavam doenças 31 (39.7%) delas disseram ter HAS, sendo 24 (77.5%) delas do sexo feminino e 7 (22.5) do sexo masculino. Com os dados obtidos, foi possível ver que das 78 pessoas,observamos que 49(62,82%)apresentaram PA alta,27(34,61%) uma PA normal e 2(2,66%) uma PA baixa. A respeito das frequências cardíacas, 66 pessoas(84,61) apresentaram uma FC normal, já o restante 12 pessoas(15,38%) uma FC fora do normal .Para o questionamento se fumam,48 pessoas(61.5%) disseram que não são tabagistas, 19 (24.4%) são tabagistas e 11 (14.15%) são ex-tabagistas. Quando perguntados sobre a realização de atividades físicas observamos que 64 (82.1%) não praticam atividades físicas. Quanto aos dados referentes a Covid-19, dentre os 78 colaboradores 10 (12,8%) foram infectados pelo vírus. Com relação ao consumo de álcool 17 (21.8%) são etilistas, 9 (11.5%) pararam de beber e os demais não bebem (66.7%). Dentre os avaliados 69 (88.5%) relatam frequentar o posto de saúde, enquanto 9 (11.5%) não frequentam. Como apontado antes, muitos desses dados levantados servem para ter uma noção de como é a saúde dos moradores dos bairros, além disso muitos dos dados apresentados apresentaram uma valor alto, fazendo com que seja colaboradores para o desenvolvimento de doenças como HAS. Com os resultados desse projeto, que ocorre desde 2011, observamos o quão necessário são os projetos de educação em saúde e promoção da saúde para melhora dos índices de saúde da região. Além disso, é importante ressaltar o efeito deste projeto na formação técnica e cidadã dos acadêmicos participantes.

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Publicado

2022-11-23

Como Citar

SAÚDE NO BAIRRO PROMOVENDO SAÚDE PARA TODOS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 14, 2022. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/113101. Acesso em: 14 maio. 2026.