ESTÁGIO INTERNACIONAL NA GRADUAÇÃO EM FISIOTERAPIA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Autores

  • Beatriz Vercelhesi
  • Bruna de Macedo Pedroso
  • Lauren Pedroso Figur
  • Guilherme Wilson Vieira Rodrigues
  • Fernanda Vargas Ferreira

Palavras-chave:

Estágio, Clínico, Fisioterapia, Universidade

Resumo

Introdução: O Estágio Curricular Supervisionado em Fisioterapia da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) tem como propósitos proporcionar aos discentes experiências em nível de prevenção, educação, reabilitação e manutenção das condições físicas do indivíduo; oportunizar vivências ilustradas pela avaliação fisioterapêutica, planejamento, estabelecimento das etapas do tratamento e da seleção e qualificação dos recursos; proporcionar práticas complementares à base teórica; possibilitar ao discente trabalho interdisciplinar, multidisciplinar e multiprofissional, bem como integrar à realidade loco regional e profissional do campo de atuação da Fisioterapia. Associadamente, se promove o estágio curricular externo que pode ser realizado em ambientes como clínicas, hospitais, empresas e centros de reabilitação com o objetivo de expandir o conhecimento teórico e prático, além de estimular maior aprofundamento em determinada área. Objetivo: Reportar as experiências vivenciadas em estágio externo realizado em país da Europa. Método: Relato de experiência de estágio externo realizado em clínica de Fisioterapia situada em Lisboa - Portugal entre junho e julho de 2022. Resultados: A carga horária semanal foi de 40 horas, sendo a clínica voltada às áreas de Fisioterapia em Gerontologia e de Ortopedia/Traumatologia. Diferentemente do Brasil no qual o fisioterapeuta pode ser o primeiro profissional de referência, há necessidade de encaminhamento de médico fisiatra, bem como esse profissional é o responsável por avaliar e elencar as condutas fisioterapêuticas. Embora houvesse reuniões entre os profissionais atuantes na clínica, o fisioterapeuta não tinha autonomia para avaliar, propor condutas e reavaliar, em contraste à realidade vivenciada no Brasil. Tal panorama se encontra embasado na realidade de Portugal na qual a formação em Fisioterapia dura quatro anos e ocorre em nível do ensino politécnico (voltado à prática). Importante mencionar que, em contraste à prestação de serviço público, os fisioterapeutas podem ter maior autonomia no setor privado. Para fins de comparação, no Brasil, a Fisioterapia se trata de uma profissão de nível superior que foi regulamentada em 1969 com o decreto-lei 938 (Brasil, 16 out. 1969). Do ponto-de-vista fisioterapêutico, na realidade da clínica portuguesa, a preferência de recursos envolveu a eletroterapia na qual se faz o uso de correntes elétricas com finalidades terapêuticas, tais como, analgesia ou estimulação funcional muscular. Para a maioria dos clientes/pacientes, foram empregados recursos como iontoforese (uso de corrente galvânica que aumenta a transferência transdérmica de fármacos); estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) cujo principal efeito ocorre na modulação da dor; ultrassom terapêutico cujos objetivos podem ser de analgesia, atenuação da inflamação e estimular de regeneração tecidual. Também foram utilizadas crioterapia e termoterapia para fins de promoção de melhora do quadro álgico. Ademais, se utilizaram recursos cinesioterapêuticos como liberação miofascial que é uma técnica de terapia manual que mobiliza a fáscia muscular tendo efeitos de alívio da dor, melhora da mobilidade e da amplitude articular, bem como de diminuição de aderências nos tecidos cicatriciais. Também se empregaram alongamentos musculares que propiciam flexibilidade e extensibilidade, reduzem tensão muscular e aumentam a circulação sanguínea. Conclusão: Embora a formação em Fisioterapia em Portugal seja considerada politécnica, vivenciar o estágio externo foi de extrema importância a qual permitiu expandir os horizontes por meio de contato com a cultura local, com a realidade do fisioterapeuta nesse país europeu e de fortalecer o aprendizado acadêmico e profissional.

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Publicado

2022-11-23

Como Citar

ESTÁGIO INTERNACIONAL NA GRADUAÇÃO EM FISIOTERAPIA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 14, 2022. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/113088. Acesso em: 10 jun. 2026.