BIOQUÍMICA NA ESCOLA: UMA ESTRATÉGIA PARA FIXAÇÃO DE CONTEÚDOS DE CIÊNCIA
Palavras-chave:
Bioquimíca, Escolas, Extensão, Pratica, VisualizaçãoResumo
Atualmente, a percepção dos professores é de uma redução do interesse dos alunos pelos porquês dentro da sala de aula, o que se torna um grande desafio para o ensino de ciência. Este desencanto dos estudantes em relação à ciência escolar tem repercutido no baixo interesse por parte dos mesmos em seguir carreiras científicas. As intervenções interdisciplinares permitem utilizar assuntos mais interessantes para contextualizar as aulas, favorecem a integração de conteúdos e expõem os alunos à complexidade do processo de geração do conhecimento. Neste sentido, a Bioquímica, através da utilização de atividades práticas como alternativa metodológica, pode ser uma ferramenta importante no processo de aprendizagem. Este projeto de extensão tem por objetivo, apresentar aos alunos de ensino médio de escola pública, atividades práticas relacionadas à bioquímica, a fim de fazê-los refletir e relacionar conhecimentos básicos da bioquímica com o dia-a-dia. Acreditamos que desta forma, os alunos terão uma melhor compreensão e fixação de alguns conteúdos relacionados à bioquímica, podendo despertar ainda o interesse pela ciência. A escola inicialmente selecionada foi o Instituto Estadual de Educação Elisa Ferrari Valls. As turmas de alunos selecionados para a realização da atividade foram as do segundo ano do ensino médio do turno matutino. No total foram 5 turmas com aproximadamente 35 alunos cada, totalizando cerca de 175 alunos. A primeira atividade proposta foi relacionada aos carboidratos, a qual possibilitou aos alunos a detecção de amido em diferentes alimentos com reagente de lugol 5 %. Previamente foi realizada uma apresentação aos alunos sobre como as células obtém energia, fazendo a relação com o assunto a ser trabalhado, os carboidratos. Ainda, foi realizada explicação aos estudantes sobre a atividade prática que iriam executar. Os estudantes foram divididos em grupos de 5 integrantes e cada um teve a possibilidade de pipetar o lugol em um dos alimentos disponibilizados para avaliação. Os alimentos selecionados para a atividade foram: pão, queijo, presunto, arroz e batata, os quais foram fracionados e disponibilizados em copinhos plásticos para a avaliação pelos grupos. A solução de lugol foi gotejada sobre os alimentos com auxílio de pipetas de Pasteur. Os alimentos que continham amido ficavam corados de um azul escuro intenso. Foi possível visualizar a modificação da coloração no pão, arroz e batata, demonstrando a presença de amido nestes alimentos. Após, foi discutido os resultados e realizadas algumas perguntas aos estudantes. Ainda, levamos um microscópio para os alunos visualizarem um esfregaço sanguíneo, sendo possível a visualização das células sanguíneas. Ao final da atividade, foi disponibilizado um QRcode para abrir um formulário de avaliação das atividades desenvolvidas pelos alunos. O formulário foi respondido por 60 alunos, dos quais 98,3 % acharam que a atividade prática proposta ajudou a fixar o conteúdo. A mesma porcentagem acredita que este tipo de atividade chama a atenção do aluno para a ciência enquanto 93,3 % respondeu que a o conhecimento sobre o assunto melhorou com a atividade prática desenvolvida. Sobre participar deste tipo de atividade no futuro, 83,3% respondeu que gostaria. Acreditamos que, com a realização deste projeto, seja possível revigorar as práticas de ensino através da interação entre a teoria e a prática, colaborando com o processo de aprendizagem dos alunos das escolas públicas do munícipio de Uruguaiana com o ensino de ciências.Downloads
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Publicado
2022-11-23
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
BIOQUÍMICA NA ESCOLA: UMA ESTRATÉGIA PARA FIXAÇÃO DE CONTEÚDOS DE CIÊNCIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 14, 2022. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/113069. Acesso em: 14 maio. 2026.