A ACEITABILIDADE DE CARNE SUÍNA NA FRONTEIRA OESTE GAÚCHA

Autores

  • Maria Lorenza Perini Lago
  • Eduardo da Costa do Amaral
  • Rafael Machado dos Santos
  • Thais Viana Fonseca
  • Miguel Oliveira Marques
  • Bruno Neutzling Fraga

Palavras-chave:

Extensão, Questionário, Consumo, Suinocultura

Resumo

A suinocultura é uma atividade com grande importância econômica para o Brasil. O País produziu 4,7 milhões de toneladas de carne suína em 2021, sendo que o Rio Grande do Sul é terceiro maior produtor com contribuição superior a vinte porcento. Entre as vinte e cinco regiões do Estado, a Fronteira Oeste gaúcha fornece com apenas 0,34% da produção e, além disso, o consumo também é baixo. Talvez, isso ocorra porque a região é caracterizada por fortes aspectos culturais, tradicionais e históricos oriundos da produção de gado de corte e ovinos em sistema extensivo. Um estudo extensionista, integração da universidade (ensino e pesquisa) com a sociedade, pode possibilitar o compartilhamento de saberes e favorecer a compreensão sobre o perfil do consumidor de carne suína. Assim, o objetivo nesse trabalho foi estudar a aceitabilidade de carne suína na região da Fronteira Oeste Gaúcha. A ação integra o projeto de extensão Suíno / Cultura: esclarecimentos da cadeia suinícola para a região da Fronteira Oeste Gaúcha Ano V e foi desenvolvida pelo Grupo de Pesquisa em Suinocultura da Unipampa Itaqui. O público alvo definido foram os participantes da 17ª edição do Porco no Rolete, realizada na cidade de Itaqui-RS. Para tanto, os integrantes do grupo realizaram quatro postagens temáticas semanais, antecipadamente ao evento, nas mídias sociais (Facebook e Instagram) do GPSUI. A ação, com duração de 3 horas aproximadamente, ocorreu durante o almoço no dia 03 de julho de 2022 na Associação Desportiva e Cultural da Camil (ADCC). Foram utilizados materiais de mídia para projeção de um vídeo sobre a carne suína e nas mesas foram distribuídas material impresso com QR code para acesso ao questionário (formulário eletrônico on-line) que também poderia ser acessado pelas mídias sociais do GPSUI. O questionário, sem registros de identificação, ficou disponível durante 10 dias ao público. O mesmo continha 6 perguntas objetivas, por qual motivo você consome carne suína? Preço, Sabor, Qualidade, Hábito, Sanidade ou Outros; consumo de carne suína é? Diário, Semanal, Quinzenal, Mensal, Anual ou Raramente; prefere consumir a carne suína? Frita, Assada, Cozida, Curada, Defumada, Processada, Ensopada; o que você escuta falar sobre a carne suína? Gordurosa, Previne doenças, Preparo demorado, Seca e sem sabor, Saudável, Transmite doenças, Facilidade de preparo, Suculenta e saborosa; o que te motivaria a consumir mais carne suína? Menor preço, Maior oferta, Cortes temperados, Procedência idônea, Produto orgânico, Facilidade de preparo e os produtos que você consome de suínos? Patê, Banha, Linguiças, Calabresa, Salsichão, Copa, Salames, Toucinho, Morcilhas, Mortadela, Bacon, Presunto, Salsicha, Torresmo ou Kit feijoada. O final do período os dados foram tabulados em planilha eletrônica e analisados por interpretação gráfica e médias. O questionário teve a participação de 66 pessoas de forma anônima. Ao questionar por qual motivo a carne suína é consumida, foi possível observar que 80% consomem a carne suína pelo sabor. Já com relação a frequência do consumo, mais da metade (50%) consomem a carne semanalmente e cerca de 22% indicam o consumo quinzenal. Talvez, a região esteja incorporando o consumo de carne suína a sua dieta. Um dos principais fatores que corroboram para essa mudança de comportamento do consumidor está o preço de outras proteínas, que variam entre 30% a 35% superior a carne suína. Quanto a preferência de preparo, 84,8% preferem consumir a carne assada. Essa preferência pode estar relacionada a tradição de consumir carne assada (churrasco) características da cultura gaúcha. Sobre comentários em relação a carne suína, 74% responderam ouvir ser uma carne Suculenta e saborosa, porém também houve 13% que indicam ouvir a característica da carne como gordurosa. As respostas obtidas mostram a aceitabilidade da carne suína na região. Contudo, é factível a possibilidade de melhorar a percepção sobre a carne ser gordurosa. Isto porque alguns cortes possuem baixa porcentagem de gordura e outros ainda existe a possibilidade de retirada da gordura uma vez que ela é subcutânea. Como se não bastasse, sabe-se que o modo de preparo contribui em grande parte na concentração de gordura. Entre os produtos derivados do suíno o bacon foi o mais citado (20%) como o mais consumido. A região da Fronteira Oeste Gaúcha aumentou sua aceitabilidade em relação a carne suína.

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Publicado

2022-11-23

Como Citar

A ACEITABILIDADE DE CARNE SUÍNA NA FRONTEIRA OESTE GAÚCHA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 3, n. 14, 2022. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/113047. Acesso em: 14 maio. 2026.