1ª EDIÇÃO DO CURSO DE TÉCNICAS DE DISSECAÇÃO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Palavras-chave:
Anatomia, Dissecação, Ensino, LAAHCResumo
A técnica de dissecação apesar de muito antiga se mantém atual devido a sua importância para a Anatomia Humana na prática médica. Dessa forma, o desenvolvimento de projetos interdisciplinares, que utilizam da aplicação clínica do ensino da Anatomia, mostram-se excelentes para a formação do futuro profissional. Além disso, é possível notar a falta da prática voltada para esta temática durante a graduação. Assim sendo, o curso teve como objetivo aperfeiçoar as técnicas instrumentais, com a melhora da capacidade de percepção de detalhes pelo desenvolvimento da acurácia visual e manual, melhorando o trato fino dos movimentos manuais, de suma importância para o aprofundamento no estudo da Anatomia. Além disso, as técnicas utilizadas serão necessárias tanto no decorrer da graduação, bem como para a prática médica, como por exemplo, na clínica cirúrgica. O curso foi ministrado para 25 ligantes da Liga de Anatomia Humana e Clínica da Unipampa, no mês de julho de 2022. Além disso, a atividade teve carga horária total de 20 horas divididos em aulas prévias gravadas e compartilhadas na sala de aula do Google Classroom e, em sua maioria, aulas práticas no Laboratório de Anatomia Humana da Unipampa ao longo de três dias. As aulas gravadas tiveram como temática: A História da Anatomia; EPIs e descartes; Instrumentais para a Dissecação; Incisão e Sutura; Rebatimento de pele e divulsão de vasos. Para as atividades práticas, foram utilizados instrumentos como pinça, tesoura, bisturi, agulha e fio de sutura, além do uso de material biológico como: língua e coração bovino, coxa e sobrecoxa de frango, banana verde, além de uma demonstração de rebatimento de pele em peças cadavéricas disponíveis no laboratório como fetos humanos. A turma foi dividida em pequenos grupos nas bancadas com os instrumentos e materiais biológicos onde as ministrantes demonstravam o procedimento e posteriormente os ligantes executavam a prática. No primeiro momento, foi apresentado os instrumentos, a especificidade de cada um e a forma correta de utilizar, como exemplo: colocar o fio na agulha, montar o bisturi, manusear o porta-agulha e a tesoura, bem como o descarte correto dos materiais. Após isso, a prática levou em conta o grau de dificuldade, começando por procedimentos mais simples aos mais laboriosos: iniciou-se com incisões utilizando o bisturi na banana verde, onde as ministrantes demonstravam a profundidade, ângulo correto e destreza. Em seguida, a prática voltou-se exclusivamente para os materiais biológicos: a sutura foi realizada na língua bovina para melhor simular a pele humana; o rebatimento de pele foi realizado na coxa e sobrecoxa; a divulsão de vasos e nervos foi realizado no coração bovino. Durante todas as aulas, as ministrantes separavam-se nas bancadas, faziam a demonstração detalhadamente e acompanhavam a prática dos alunos corrigindo e auxiliando a todo momento. No último dia do curso, os alunos puderam praticar todos os procedimentos aprendidos no decorrer do curso. Assim, conseguiram aprimorar as técnicas e treinar os procedimentos que apresentaram maior dificuldade. Ao final do curso, foram utilizados os fetos que não haviam sido dissecados. Dessa maneira, as ministrantes demonstraram os passos iniciais do processo de dissecação humana, como a incisão do dorso e o rebatimento da pele da tela subcutânea. Posteriormente, os alunos puderam realizar a prática na peça cadavérica. Como forma de avaliação dos resultados, foi aplicado um questionário prévio para saber o nível de conhecimento dos alunos a respeito da temática e outro após o curso, desse modo, foi possível mensurar o grau de aprendizado. Observando as respostas do questionário pré-curso, em uma escala de 0 a 10, 8 participantes atribuíram como 0 suas habilidades prévias e nenhum atribuiu suas habilidades maiores que 6. No questionário pós curso, 9 alunos atribuíram suas habilidades como 9 e nenhum atribuiu suas habilidades menores que 7. Dessa forma, constatou-se que todos os alunos apresentaram conhecimento e habilidades superiores após o curso. No questionário, visando edições futuras, questionava-se também se o aluno se sentia apto para ministrar próximas edições do curso, onde 85% respondeu que sim. Com a primeira edição do curso, concluímos a importância de atividades extracurriculares que contemplem assuntos tão relevantes para a profissão e que são vistos com pouca profundidade na graduação. Assim sendo, os alunos puderam aprofundar seus conhecimentos dentro da anatomia topográfica, ademais, aprender de forma prática. Adicionalmente, os alunos obtiveram conhecimento sobre instrumentos e desenvolveram habilidades de manuseio e técnicas cirúrgicas que serão utilizadas tanto na graduação quanto para a vida profissional. Desta forma, torna-se evidente a necessidade de edições futuras para que mais discentes vivenciem a prática e enriqueçam sua formação.Downloads
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Publicado
2022-11-23
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
1ª EDIÇÃO DO CURSO DE TÉCNICAS DE DISSECAÇÃO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 14, 2022. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/112560. Acesso em: 17 abr. 2026.