O USO DE CASOS CLÍNICOS PARA COMPREENSÃO DA MICROBIOLOGIA EM MONITORIAS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Palavras-chave:
Microbiologia, Monitoria, Método, Ensino, SuperiorResumo
O estudo da microbiologia laboratorial e clínica é essencial na formação completa do futuro profissional médico. Na prática clínica cotidiana, casos de infectologia e parasitologia são recorrentes e exigem do profissional um raciocínio rápido e resolutivo, principalmente quando consideradas as exigências da Atenção Primária no contexto da saúde pública brasileira. Nesse sentido, a utilização de casos clínicos microbiológicos nas monitorias e simulados, que são utilizados no componente curricular de Processos Biológicos IV, é um instrumento importante pois ultrapassam a teoria e se aliam às práticas da futura atuação profissional dos estudantes. Além disso, se aliam à metodologia ativa de ensino praticada no contexto da Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL), aplicada no curso de Medicina da Universidade Federal do Pampa - campus Uruguaiana. Esta metodologia objetiva a construção ativa do conhecimento por parte do estudante, tornando-o centro do processo de aprendizagem. Dessa forma, os casos clínicos apresentados nas monitorias e trabalhados nos simulados do referido componente curricular dinamizam o processo ensino-aprendizagem, auxiliando na construção do conhecimento crítico e na consolidação da medicina baseada em evidências. O objetivo deste resumo é apresentar como a utilização de casos clínicos nas monitorias e simulados do componente de Microbiologia auxilia na construção crítica e colaborativa do conhecimento médico em conformidade com a prática clínica. As monitorias são ministradas por alunos que cumpriram e foram aprovados em Processos Biológicos IV, sob a supervisão da professora responsável. As monitoras tiveram a liberdade de escolher a metodologia que usariam para aplicar as monitorias. Decidiram, assim, a partir de sua experiência com o assunto e com as metodologias ativas, pela aplicação de casos clínicos intercalados com slides explicativos das patologias, morfologia e características dos microrganismos estudados previamente no laboratório. Os casos clínicos eram apresentados aos alunos e seguidos de perguntas que deveriam ser respondidas naquele momento, antes da explicação minuciosa do conteúdo. Simulados também foram disponibilizados uma semana antes das provas do semestre via Google Forms contendo casos clínicos de cada tema específico e duas perguntas por caso. As perguntas focaram na hipótese diagnóstica mais provável, diagnóstico diferencial, identificação de lâminas e associação de sintomas patognomônicos. Durante o semestre foram apresentados dezoito casos clínicos aos alunos sobre doenças infectocontagiosas. Os dois simulados que antecederam as provas receberam um total de 39 respostas. As monitoras perceberam que, nas monitorias que eram apresentados os casos, havia maior participação dos alunos e um maior número de dúvidas esclarecidas. O uso de casos clínicos foi benéfico, do ponto de vista das monitoras, tendo em vista sua experiência prévia com a matéria e a forma que as provas são construídas: a partir do raciocínio clínico e de uma situação (caso) descrita, da qual são feitas perguntas e os alunos estimulados a associar o conhecimento de microbiologia com as outras matérias estudadas, patologia, farmacologia, fisiologia e anatomia. Assim, a aplicação de casos clínicos funciona como um instrumento apropriado para o ensino e revisão nas monitorias do referido componente curricular, pois associa o desenvolvimento de competências na área da microbiologia com o estímulo necessário ao aprendizado no método da Aprendizagem Baseada em Problemas, de modo a estimular os estudantes para o raciocínio clínico e condutas adequadas em infectologia e parasitologia.Downloads
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Publicado
2022-11-23
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
O USO DE CASOS CLÍNICOS PARA COMPREENSÃO DA MICROBIOLOGIA EM MONITORIAS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 14, 2022. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/112554. Acesso em: 22 abr. 2026.