RELATO DE CASO: AVALIAÇÃO E ATENDIMENTO FISIOTERAPÊUTICO NA HEMIPLEGIA

Autores

  • Rilari Felix
  • Carlos Daniel da Silva Alonso
  • Emily Letícia da Silveira Zanferari
  • Silvia Luci De Almeida Dias

Palavras-chave:

Fisioterapia, Neurofuncional, Hemiplegia, AVC, Estágio, obrigatório

Resumo

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Acidente Vascular Cerebral, popularmente conhecido como AVC, é a principal causa de incapacidade no Brasil, e é definido como um déficit neurológico atribuído a uma lesão focal aguda no sistema nervoso central por uma causa vascular. A Fisioterapia é uma ciência da área da saúde que envolve o estudo, diagnóstico, prevenção e tratamento de disfunções cinéticas funcionais, com isso, o profissional fisioterapeuta é capacitado para intervir desde o diagnóstico clínico do AVC, iniciando a reabilitação de maneira aguda e crônica. As manifestações clínicas e as sequelas do AVC vão ser diferenciadas pelo local da lesão e pelo processo de reabilitação, por isso, a avaliação fisioterapêutica é fundamental para a elaboração de um tratamento que reabilite a capacidade funcional do paciente pós AVC. O objetivo deste trabalho é relatar a avaliação e tratamento fisioterapêutico de um estudo de caso de um paciente hemiplégico decorrente de um AVC, oriundo do Estágio Curricular Obrigatório em Fisioterapia Ambulatorial, Saúde Pública e Comunitária II, da Universidade Federal do Pampa - campus Uruguaiana. O atendimento é feito pela estagiária do 10° período, e iniciou em junho de 2022, no laboratório de Fisioterapia Neurofuncional. O paciente foi atendido duas vezes por semana. Os dois primeiros encontros foram para avaliação. O estágio oferece atendimento fisioterapêutico gratuito para pacientes da cidade de Uruguaiana-RS, sendo de grande utilidade para a comunidade, visto que contribui para a saúde e a qualidade de vida de vários moradores. O caso em questão trata de uma pessoa do sexo masculino, 51 anos, com diagnóstico clínico de AVC isquêmico que acometeu o hemisfério direito, com hipótese de lesão do trato corticoespinhal, principal via motora e artéria cerebral média, de acordo com os achados clínicos. O AVC ocorreu no ano de 2014 com prováveis causas a Hipertensão Arterial Sistêmica e a hipercolesterolemia. A avaliação fisioterapêutica foi feita de forma típica somada a componentes específicos de uma avaliação neurológica, tal como avaliação qualitativa das mudanças de posturas e aplicação de escalas como Ashworth e Barthel. Todos esses aspectos levaram ao diagnóstico fisioterapêutico: hemiplegia à esquerda com predomínio braquial; hipertonia elástica; coordenação motora fina e ampla deficitárias; déficit na sensibilidade tátil, e dor na região do trapézio superior e flexores do carpo. Além disso o paciente apresentou desalinhamento biomecânico durante a marcha e em repouso; fraqueza muscular com predominância no hemicorpo esquerdo; alteração de equilíbrio estático e dinâmico; alterações posturais; mobilidade escapular diminuída e hipomimia no quadrante inferior esquerdo. As condutas foram baseadas em alguns livros com variações de exercícios ao decorrer dos atendimentos, e também evolução de séries e repetições. A sequência das condutas variaram de acordo com as posições e em resumo e sem especificações para adequar ao modelo deste trabalho, as condutas foram as seguintes: em decúbito dorsal foi realizado o movimento passivo oscilatório; mobilizações articulares; movimentos ativos e ativo-assistidos com e sem resistência, tanto para membros inferiores quanto superiores, além de treino das mudanças de decúbito com descarga de peso. Já na posição sentada foi trabalhado bastante o controle de tronco devido a importância dessa porção do corpo para o paciente hemiplégico, além de ter sido trabalhado as mesmas condutas realizadas em decúbito dorsal com modificações. Para a posição em pé foi realizado o treino de marcha, descarga de peso nos pés, exercícios de fortalecimento com ênfase no hemicorpo parético, dentre outras atividades. Ao final, foram realizados alongamentos estáticos ativos e passivos. O paciente apresentou algumas dificuldades durante os exercícios, dentro do esperado para o caso, tal como desalinhamento biomecânico devido a assimetria, desequilíbrio dinâmico e fraqueza muscular. O atendimento ao paciente neurológico foi pautado na plasticidade neural e na reabilitação da função motora, além de prevenir agravamentos do caso. O paciente passou por uma reavaliação fisioterapêutica, onde foi possível perceber melhora do controle de tronco, melhora nas mudanças de decúbito, manutenção da musculatura, diminuição do padrão da marcha com o aumento da flexão de joelho esquerdo, entre outros. Com isso, concluiu-se que o atendimento fisioterapêutico foi essencial para melhorar a qualidade de vida do paciente hemiplégico, devido a necessidade da otimização das funções motoras e minimização das sequelas, promovendo um menor gasto energético para o desenvolvimento das suas funções habituais.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Downloads

Publicado

2022-11-23

Como Citar

RELATO DE CASO: AVALIAÇÃO E ATENDIMENTO FISIOTERAPÊUTICO NA HEMIPLEGIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 14, 2022. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/112504. Acesso em: 18 abr. 2026.