FUNGOS EM AÇÃO: RELATO DE EXPERIÊNCIA NO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO
Palavras-chave:
Ferramentas, metodológicas, Ensino, Ciências, Práticas, integrativasResumo
A formação de professores é um desafio, principalmente no ensino de Ciências, sendo necessário que o profissional atuante aprenda a ter uma boa interação com os estudantes em sala de aula, realizando práticas e levando o assunto ensinado para o dia a dia, para que os educandos tenham um bom aprendizado. Diante disso, foram aplicadas duas intervenções com a temática Fungos em Ação, nas quais se expôs a relação de fungos com o nosso cotidiano, seja como alimento ou relacionado a problemas de saúde. Dessa forma o objetivo da atividade foi dialogar com os alunos de Ensino Fundamental e Médio em relação aos benefícios e malefícios proporcionados pelos fungos. Isto foi realizado por meio de uma intervenção em formato de aula expositiva-dialogada e de um jogo de imagem e ação. Este, abordando os benefícios e malefícios que os fungos podem ter na nossa vida, demonstrando a sua presença no ambiente, observando a reação dos alunos diante de metodologias diferentes de ensino. As intervenções práticas se deram em duas escolas diferentes com idades também distintas. A primeira prática foi realizada em uma escola municipal de Ensino Fundamental, em uma turma de 7° ano. Já a segunda prática ocorreu em uma escola estadual de Ensino Médio em uma turma do 1° ano. As intervenções foram organizadas seguindo os Três Momentos Pedagógicos, onde primeiramente os alunos foram questionados a fim de saber os seus conhecimentos prévios sobre fungos. Seguiu-se então com a atividade síncrona através da contextualização da temática, onde com o auxílio de slides foram apresentadas imagens, conceitos, características e algumas doenças que os fungos podem causar. Após, foi proposto aos alunos um jogo de mímicas intitulado Fungos em Ação, onde um aluno por vez se dirigia até a frente da turma e retirava uma carta junto a professora, a qual continha uma frase e uma imagem dando a dica de qual doença ou aplicação fúngica o aluno deveria fazer na mímica. A partir da mímica realizada pelo colega, os demais tentavam adivinhar do que se tratava, baseado nos exemplos citados na exposição anterior. As cartas foram confeccionadas utilizando-se cartolina, cola branca e folhas impressas contendo as figuras e frases. Nas duas turmas foram obtidos resultados semelhantes, sendo que os alunos mostraram interesse no assunto com um comportamento participativo, respeitoso e empolgante ao decorrer da atividade, levantado inclusive algumas dúvidas pessoais referentes ao assunto, discutindo sobre o tema com as então professoras, bem como com seus colegas. Ao final das atividades, os alunos demonstraram interesse em realizar mais práticas desse tipo, demonstrando que essa ferramenta não é comum no ensino de Ciências/Biologia nas suas turmas, e frisando a importância de se utilizar outras ferramentas metodológicas no ensino, para que o aprendizado fique mais interessante aos estudantes. Tanto a aplicação da atividade no Ensino Fundamental quanto no Ensino Médio contribuiu de maneira significativa para a formação profissional das interventoras. A participação empolgante dos alunos de ambas as turmas foi de grande surpresa. Dessa forma, os estudantes receberam atividades distintas das que estão acostumados no dia a dia, e puderam se envolver na construção do próprio aprendizado de forma ativa, se divertindo e interagindo com os colegas. Por outro lado, as interventoras puderam vivenciar o poder de práticas integrativas na construção de aprendizagens, trabalhando diferentes modalidades como a interpretação das cartas, a criatividade no desenvolvimento das mímicas, a interação entre os colegas e, também, entre professoras e alunos, aliando diversão com aprendizado.Downloads
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Publicado
2022-11-23
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
FUNGOS EM AÇÃO: RELATO DE EXPERIÊNCIA NO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 14, 2022. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/112469. Acesso em: 17 abr. 2026.