DIFICULDADES ENFRENTADAS POR ACADÊMICOS DE PARASITOLOGIA VETERINÁRIA NO PERÍODO PÓS PANDEMIA DA COVID-19
Palavras-chave:
Monitoria, Parasitologia, Veterinária, Pandemia, Ensino, AprendizagemResumo
Dos diversos impactos causados pela pandemia da COVID-19, a educação foi uma das principais áreas afetadas negativamente, desde as séries iniciais até o ensino superior. Para sanar alguns prejuízos, a tecnologia foi nossa principal aliada nesse período, a fim de propor o retorno das atividades de ensino. Mesmo assim prevaleceu a presença de alguns obstáculos que dificultam, agora, o processo de ensino e aprendizagem, tais como: a falta de habituação e dificuldade de acesso à internet e a outras tecnologias; a falta de contato entre os professores e alunos; e a inexistência de aulas práticas; deste modo, impactando negativamente no rendimento dos discentes. No tocante ao âmbito acadêmico dos cursos da área da saúde, em componentes curriculares como a parasitologia veterinária, as aulas práticas são de suma importância para o entendimento do conteúdo teórico. A fim de suprir essa falta de presencialidade de aulas práticas, buscou-se novas formas de ensino, o que foi um importante desafio vivenciado pelos docentes. A partir disso, entende-se que as turmas que presenciaram o ensino remoto podem apresentar dificuldades ao retorno presencial, tendo em vista que as aulas práticas eram realizadas de forma meramente ilustrativa ou, muitas vezes, alternativas. Deste modo, o presente estudo objetivou identificar dificuldades enfrentadas pelos acadêmicos de parasitologia veterinária no período pós pandemia. Caracteriza-se como relato de experiência, vivenciado durante as aulas práticas e monitoria da disciplina de parasitologia veterinária, da Universidade Federal do Pampa, no curso de Medicina Veterinária.. As atividades ocorreram no período de março a setembro de 2022, no laboratório de aulas práticas do componente curricular, em horários específicos, previamente divulgados aos acadêmicos matriculados, totalizando 12 horas semanais. Durante as aulas práticas, era apresentado o conteúdo já visto em aula teórica, de forma dinâmica utilizando imagens em uma televisão conectada ao computador do docente e, após isso, em duplas, os alunos tinham ao seu dispor os parasitos estudados para manusear e identificar características, utilizando os equipamentos adequados que estavam disponíveis no laboratório. Durante esse período foi possível analisar que a principal dificuldade estava relacionada ao desenvolvimento de habilidades sobre o manuseio dos equipamentos utilizados em laboratório, como por exemplo, microscópios eletrônicos, estereomicroscópios, lâminas, placas de Petri, pinças, entre outros. Além disso, a falta de adesão à monitoria pelos acadêmicos foi uma realidade presente, pois apenas 4 a 7 alunos frequentavam regularmente, aumentando significativamente ao se aproximar as datas das avaliações. Essa prática evidenciada se contrapõe ao objetivo das atividades de monitoria, o qual consiste em compreender gradativamente os conteúdos, promovendo a construção de uma base de conhecimento sólida. O reflexo desta realidade expressa-se nas notas destes acadêmicos, pois ao analisar a turma pós pandemia (TP) e comparar com duas turmas pré pandemia, encontramos o seguinte resultado: Turma pré pandemia 1 (T1) apresentava 26 alunos matriculados, obteve média de notas (MN) de 6,51 e número de reprovações (NR) de 5 alunos; Turma pré pandemia 2 (T2) apresentava 46 alunos, MN 7,80 e NR zero; enquanto a TP contou com 40 alunos, MN 4,88 e NR 21. A partir do exposto, nota-se uma importante discrepância entre as turmas analisadas nos diferentes períodos, fato este que pode ser explicado através da mudança do ambiente de estudo e possível falta de adaptação à difícil rotina presencial das aulas teóricas e práticas na universidade. Foi possível identificar que o processo de ensino e aprendizagem foi afetado negativamente com a pandemia, pois a inexistência de aulas práticas presenciais acarretou na dificuldade de manuseio dos equipamentos e, consequentemente, na vinculação do conteúdo teórico-prático. Deste modo, espera-se que o presente estudo sirva de subsídio para atentar-se ao desenvolvimento de novas práticas didáticas, visando suprir tais dificuldades.Downloads
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Publicado
2022-11-23
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
DIFICULDADES ENFRENTADAS POR ACADÊMICOS DE PARASITOLOGIA VETERINÁRIA NO PERÍODO PÓS PANDEMIA DA COVID-19. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 1, n. 14, 2022. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/112378. Acesso em: 17 abr. 2026.