COMPARAÇÃO ENTRE A PREPARAÇÃO DE KOMBUCHA EM CONDIÇÕES DE TEMPERATURA E ILUMINAÇÃO CONTROLADAS E EM AMBIENTE CASEIRO

  • Luana Muniz
  • Márcia Maria Lucchese
Rótulo Kombucha, Análises, comparativas, Probiótico

Resumo

Luana Costa Muniz, discente de ensino médio, Colégio Franciscano Espírito Santo Márcia Maria Lucchese, docente, Universidade Federal do Pampa Andressa Carolina Jacques, docente, Universidade Federal do Pampa e-mail primeiro autor- luanacostamuniz@gmail.com O presente trabalho aborda o processo de fermentação de uma bebida probiótica denominada Kombucha, que é similar a um refrigerante, porém, trata-se de uma bebida natural. Estudos mostram que a Kombucha tem vários benefícios, entre eles, o fortalecimento do sistema imunológico e a melhora do funcionamento intestinal e, por isso, muitas pessoas estão produzindo a bebida em ambiente doméstico e é possível encontrar para adquirir na forma comercial. A produção dessa bebida está sendo tão difundida que há uma normativa que trata a respeito do padrão de identidade e qualidade da Kombucha em todo o território nacional (Normativa Nº 41, de 17 de setembro de 2019). A norma estabelece que a bebida Kombucha é uma bebida fermentada obtida através da respiração aeróbia e fermentação anaeróbia do mosto obtido pela infusão ou extrato de Camelliasinensis e açúcares por cultura simbiótica de bactérias e leveduras microbiologicamente ativas (SCOBY). Esse trabalho então, foi realizado com o obejtivo de comparar duas Kombuchas, uma produzida em laboratório com temperatura e luminosidade controlada e outra em casa, a temperatura ambiente. Foram preparadas duas bebidas, uma ficou no laboratório no BOD (Biochemical Oxygen Demand) e outra foi levada para casa e colocada em um ambiente aberto. Para preparar as bebidas utilizou-se 5g de chá verde, 1L de água e 50g de açúcar, colocamos essa mistura em um vidro e colocamos o Scoby para realizar a primeira fermentação em um período de 15 dias, após foram realizadas analises de pH, teor alcoólico e sólidos solúveis. Para a saborização, o Scoby é retirado e acrescentou-se 20% de suco de uva, dessa forma ocorreu a segunda fermentação após cinco dia e os mesmos testes foram feitos. Os resultados obtidos foram que tanto a caseira, quanto a em temperatura controlada não tiveram teor alcoólico detectável com a técnica utilizada, o que condiz com a legislação. Já sobre o Ph, houve uma pequena diferença entre as duas, a caseira teve um índice de acidez um pouco mais baixo que a de laboratório, mas ambas estão dentro do parâmetro da norma. E, finalmente, no teste de sólido solúveis a bebida caseira resultou em 4°B e a em temperatura controlada 5°B. Assim, podemos concluir que, a produção caseira e em laboratório apresentaram resultados muito próximos a partir dos parâmetros analisados. Como próximos passos, novos testes com saborização e análises serão realizados. Agradecimentos: O presente trabalho foi realizado com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Palavras-chave: Kombucha; Análises comparativas, Probiótico.

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Publicado
2021-11-16
Como Citar
MUNIZ, L.; MARIA LUCCHESE, M. COMPARAÇÃO ENTRE A PREPARAÇÃO DE KOMBUCHA EM CONDIÇÕES DE TEMPERATURA E ILUMINAÇÃO CONTROLADAS E EM AMBIENTE CASEIRO. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.