ALTERAÇÕES VITAIS EM PACIENTES COM COVID-19 HOSPITALIZADOS

  • Ane Gabrielle Muniz
  • Andressa dos Santos Ferreira
  • Josefine Busanello
  • Ana Paula de Lima Escobal
  • Lucas Pitrez da Silva Mocellin
  • Jenifer Harter
Rótulo COVID-19, Sinais, Vitais, Hospitalização, Manifestações, Clínicas, Registros, Enfermagem

Resumo

A maioria dos indivíduos infectados pela COVID-19 são assintomáticos ou apresentam sintomas leves a moderados, não necessitando de hospitalização. No entanto, uma parcela significativa pode desenvolver a forma grave da doença, na qual o comprometimento do sistema respiratório é a complicação mais evidente, que pode evoluir rapidamente para a Síndrome Respiratória Aguda Grave, necessitando de cuidados e intervenções hospitalares. Nesta perspectiva, a avaliação dos sinais vitais é um indicador precoce de deterioração do estado de saúde, capaz de mensurar o grau comprometimento e a necessidade de suporte ventilatório, visto que os sinais vitais refletem o equilíbrio ou o desequilíbrio das funções orgânicas básicas. Objetivou-se analisar as alterações vitais em pacientes com COVID-19 hospitalizados na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Trata-se de um estudo transversal e descritivo, realizado em um Hospital da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, com análise documental de 189 prontuários de pacientes com COVID-19 hospitalizados, no período de maio de 2020 a fevereiro de 2021. Foi utilizado o banco de dados da pesquisa matricial intitulada Perfil clínico e epidemiológico de pacientes com COVID-19 e fatores relacionados ao óbito e assistência hospitalar. A coleta de dados ocorreu no período de junho a agosto de 2021, por meio de um instrumento estruturado no formato eletrônico. Foram considerados os sinais vitais obtidos na primeira avaliação do paciente, na sala de triagem do Pronto Socorro, e os dados foram submetidos à análise descritiva e distribuição de frequência. O referido projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), sob parecer número 4.058.793, em 29 de maio de 2020, CAAE 12236819.00000.5323. A pesquisa segue os procedimentos éticos previstos na legislação envolvendo seres humanos. Considerando a avaliação dos sinais vitais dos 189 prontuários analisados, identificou-se, em relação à frequência respiratória, que 46,9% dos pacientes apresentavam-se eupneicos, 32,3% taquipneico, ou seja, com uma frequência acima de 20 movimentos respiratórios por minuto e em 20,8% dos prontuários avaliados não se tinha registro desse sinal. Sobre a frequência cardíaca, 56,8% estavam normocárdicos e 33,9% taquicárdicos, acima de 100 batimentos por minuto. Com relação à temperatura axilar 80,2% normal, ou seja, temperatura entre 36°C e 37,4°C, 14,6% apresentavam elevação da temperatura caracterizando-se como febre ou febrícula. Na avaliação da oximetria que representa a quantidade de oxigênio circulante no sangue, 39,6% apresentaram saturação de oxigênio abaixo de 90% e 57,3% saturação dentro dos parâmetros de normalidade. A dor, considerada o quinto sinal vital, foi raramente registrada, e prevaleceu em 16,1% dos pacientes. No que tange a avaliação da pressão arterial, 22,9% apresentaram-se hipertensos na aferição inicial e 13% hipotensos. Dessa forma, a clareza dos registros de enfermagem, bem como a interpretação correta dos sinais vitais pode favorecer uma assistência de enfermagem segura. Além disso, o registro fidedigno dos parâmetros fisiológicos é de suma importância para garantir um cuidado de qualidade e centrado nas necessidades de cada paciente, a fim de subsidiar o manejo clínico adequado. E no contexto pandêmico da COVID-19 esse panorama da condição vital torna-se imprescindível, já que a doença pode comprometer o sistema respiratório e demais sistemas orgânicos.

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Publicado
2021-11-16
Como Citar
GABRIELLE MUNIZ, A.; DOS SANTOS FERREIRA, A.; BUSANELLO, J.; PAULA DE LIMA ESCOBAL, A.; PITREZ DA SILVA MOCELLIN, L.; HARTER, J. ALTERAÇÕES VITAIS EM PACIENTES COM COVID-19 HOSPITALIZADOS. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021.