A PRÁTICA DA EXTENSÃO COMO POTENCIALIZADORA DE ATIVIDADES DE ENSINO NO BACHARELADO EM PRODUÇÃO E POLÍTICA CULTURAL DA UNIPAMPA
Palavras-chave:
Produção, cultural, Políticas, culturais, Pandemia, Lei, Aldir, Blanc, ExtensãoResumo
Este resumo tem como objetivo descrever uma ação de extensão ocorrida como potencializadora de atividades de ensino no curso de Bacharelado em Produção e Política Cultural da Universidade Federal do Pampa, UNIPAMPA Campus Jaguarão. Com metodologia aplicada, qualitativa, descritiva e estudo de caso sobre um evento denominado Intersecções Culturais: Pandemia e Movimento, ocorrido no dia 03 de setembro de 2021, com duração de aproximadamente duas horas. O projeto foi idealizado na disciplina de Administração e Gerência Cultural, sob orientação da professora responsável, e teve como concepção dos próprios discentes do componente curricular, os quais perceberam a necessidade de instigar a produção cultural neste contexto pandêmico e realizar a socialização entre produtores (as) e artistas de lugares distintos, além de possibilitar a troca e a percepção, através da dialógica no evento, sobre as diferenças culturais de cada lugar, desafios e soluções no âmbito cultural e, mais especificamente, na produção musical e audiovisual. Entende-se que a indissociabilidade entre Ensino, Pesquisa e Extensão se faz importante para uma formação ampla e crítica, tendo em vista que a inclusão da comunidade externa durante o processo de formação é essencial para uma construção do saber diverso. Neste sentido, o evento contou com a participação das produtoras Isokan Produções, criada na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai, com projetos de estímulo ao sistema cultural negro e NossaCara Records (NCR), iniciada na Zona Leste de São Paulo, fomentando o rap nacional; e a parceria da GIM Digital, também do Rio Grande do Sul, a qual auxiliou com a divulgação da atividade. Na oportunidade, produtoras e produtores culturais com distintos tipos de trajetória profissional, acadêmicos e não acadêmicos, trouxeram diferentes saberes e experiências. A equipe executora do projeto pretendia socializar as saídas criativas de cada produtora, os desafios de produção em período pandêmico, colocando em destaque as especificidades locais e a diversidade cultural que abarca as produtoras e os artistas. No período de pré-produção foi elaborado uma estimativa das devolutivas, além de toda a organização e preparação, mas no momento pós-produção percebeu-se que as estimativas foram ultrapassadas. O evento se mostrou com uma potência não imaginada, desde o momento das inscrições, no qual não se esperava o número de participantes, até o momento das interações, quando os ouvintes se sentiram bem recebidos através da proposta de bate-papo, praticamente todos (as) participantes compartilharam e aprenderam. Foi possível perceber, ainda, uma intensa divergência entre a diversidade cultural dos (as) convidados (as) e essa diferença acabou influenciando de forma positiva o reconhecimento e a representatividade desses (as) produtores (as). Ademais, foi interessante observar e absorver as falas, a cultura efervescente, os diferentes modos de fazer, de produzir, de se expressar, de pensar em diversos contextos. Foi representativa a socialização de críticas sociais na cultura, com abordagens desde o rap nacional até as religiões de matrizes africanas, reverenciando aos nossos povos originários e de forte referência e fortalecimento da comunidade negra, das várias identidades e protagonismos independentes. Levando em consideração que todos (as) participantes são de cunho independente, as alternativas utilizadas foram várias, a Isokan, por exemplo, é adepta aos editais de fomento públicos, como a Lei Aldir Blanc, criada em contexto pandêmico, já a NCR não faz uso muito frequente e, por se tratar de um coletivo, eventualmente alguns integrantes participam de editais, de forma individual. A reunião no momento pós-evento foi essencial para percepção, reconhecimento e avaliação dos objetivos, com análise dos pontos fortes e fracos, das oportunidades e ameaças do projeto. Finalmente, as impressões são de que a prática extensionista no contexto da educação superior brasileira, especialmente no caso relatado, efetivamente auxilia na democratização do ensino, sendo considerada uma iniciativa feliz, uma proposta bem-sucedida em sua finalidade, que inclusive deixou o grupo instigado à possibilidade da realização de novas edições ou projetos.Downloads
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Publicado
2021-11-16
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
A PRÁTICA DA EXTENSÃO COMO POTENCIALIZADORA DE ATIVIDADES DE ENSINO NO BACHARELADO EM PRODUÇÃO E POLÍTICA CULTURAL DA UNIPAMPA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 13, n. 2, 2021. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/110511. Acesso em: 3 maio. 2026.