GÊNERO, ANTROPOLOGIA E EDUCAÇÃO: CRIANDO DIÁLOGOS INTERSECCIONAIS

Autores

  • Maria Renata Rocha Bonilla
  • Suzana Cavalheiro de Jesus

Palavras-chave:

Gênero, Interseccionalidades, Educação

Resumo

A interseccionalidade nos mostra que o mundo em que vivemos é sempre mais complicado e contraditório. Conceitualmente, a interseccionalidade é a sobreposição ou intersecção de identidades sociais relacionados a opressão, dominação e/ou discriminação. As distinções de gênero têm início desde a etapa escolar, devido a causas multifatoriais, como sua organização, estratégias de controle das crianças, conversas informais entre alunos e professores, entre outros. Contudo, a instituição de ensino não detém de total responsabilidade pelas distinções de gênero, uma vez que, meninos e meninas já chegam nas escolas com devidos comportamentos adequados associados a seu gênero. Podemos observar que, desde a infância, um indivíduo aprende a se comportar de acordo com seu sexo biológico, como por exemplo, a criança que nasce com o sexo feminino (XX) a ela já designada o gênero feminino e, assim, uma quantidade de normas, referente ao gênero feminino, é ensinado. Grande parte dessa construção de gênero é atrelada ao âmbito social, a partir do ambiente em que vivemos e de acordo com suas influências. O projeto de extensão Interseccionando a conversa: diálogos sobre gênero, antropologia e educação, tem o objetivo de construir espaços de produção de conhecimento sobre marcadores sociais da diferença e suas interseccionalidades; desenvolver lives e encontros de estudos abertos à comunidade, voltados para experiências de pesquisa e ação comunitária, com foco nas temáticas de gênero, trabalho, cuidado e conhecimentos ameríndios; além de criar conteúdo digital para redes sociais, pautados em pesquisa científica e manifestações artísticas, que agregue os marcadores de gênero, raça, classe social, etnia, sexualidade e deficiência. Com o advento da pandemia de Covid-19 os espaços de troca e construção coletiva entre o grupo de pesquisa e a comunidade aconteceram de forma online a partir de plataformas como Google Meet, Canal do Youtube e principalmente redes sociais. O projeto nasce das linhas de pesquisa do grupo Tuna: gênero, educação e diferença e a partir de ações de extensão protagonizadas por suas e seus integrantes, em Dom Pedrito e em Uruguaiana. Procura-se atuar de forma indissociável, instrumentalizando as atividades de extensão com os resultados de nossas pesquisas. Do mesmo modo, o grupo percebe e acolhe a importância das temáticas transversais, como a educação em direitos humanos, no ensino superior. Desta forma, nossas temáticas foram e continuam sendo abordadas a partir de diferentes linguagens: a pesquisa acadêmica; as produções populares, resultante das organizações sociais e ativismos; a literatura; e os distintos campos das artes. Todas as ações deste projeto foram desenvolvidas em plataformas digitais, com temáticas trabalhadas de forma interseccional. Além de algumas ações manterem o formato de leitura de textos pequenos e a presença de debatedoras e debatedores convidadas/os, ainda sendo desenvolvidas pelas plataformas de encontro online. Como resultados, encontramos até o momento, a mobilização dos estudantes de graduação e pós-graduação, assim como, da comunidade externa em torno das temáticas do cotidiano social. Como considerações finais podemos identificar a proposta do grupo e do projeto em nos aproximarmos do debate em torno do papel da educação escolar na construção de espaços e tempos democráticos de produção do saber, assim podendo tornar as ações mais acessíveis e significativas para um número maior de pessoas dentro e principalmente, fora da academia.

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Publicado

2021-11-16

Como Citar

GÊNERO, ANTROPOLOGIA E EDUCAÇÃO: CRIANDO DIÁLOGOS INTERSECCIONAIS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 13, n. 2, 2021. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/110491. Acesso em: 1 maio. 2026.