A PRIMEIRA VEZ NA UTI A GENTE NUNCA ESQUECE: RELATOS EXTENSIONISTAS

Autores

  • Yasmin Dias Hipólito
  • Alice Vargas Peres
  • Gabriel de Oliveira Rodrigues
  • Jamille Louise Bortoni de Oliveira Lopes
  • Matheus Wilson Santos Coelho
  • Josefine Busanello

Palavras-chave:

Unidade, Terapia, Intensiva, Projeto, Extensão, Paciente, Crítico, Cuidados

Resumo

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é um setor de alta complexidade presente em hospitais de grande a médio porte, onde se procura oferecer uma assistência especializada e qualificada, de forma a tornar mais efetivo o cuidado oferecido ao paciente em condição clínica frágil com risco de perder função de um órgão ou a vida, ou seja, em estado crítico. É formada de elementos operacionalmente agrupados, sendo designada ao acolhimento e internação de pacientes em estado grave de saúde e que necessitam de assistência multiprofissional contínua, isto é, 24 horas por dia. Sendo assim, este setor apresenta uma estrutura com recursos humanos especializados e uma gama extensa de equipamentos, e uma central de monitorização com transmissão dos sinais vitais dos pacientes no posto de enfermagem; leitos individualizados com painéis de vidro (para facilitar a observação do paciente e o isolamento, quando necessário), onde cada um é equipado com monitores, bomba de alimentação enteral, ventilador mecânico, bombas de infusão, desfibrilador, equipamento de diálise e sistema de climatização. Cada leito também possui seus materiais de uso individual, tais como luvas, seringas, gaze, álcool 70% e alguns tipos de medicações e outros materiais, a fim de evitar contaminação cruzada. Sua estrutura também conta com lavatórios exclusivos para a equipe de assistência, secretaria administrativa, sala de serviços gerais, salas para materiais limpos e materiais sujos (expurgo), separadamente. Cada unidade de terapia intensiva deve ter um responsável técnico médico, um enfermeiro coordenador da equipe de enfermagem e um fisioterapeuta coordenador da equipe de fisioterapia, estes devem possuir especialização em terapia intensiva. A equipe multiprofissional deve obedecer critérios quantitativos e qualitativos para a determinação de seu quadro de funcionários. Esta equipe deve conter no mínimo um médico plantonista para cada 10 leitos ou fração, um médico diarista para cada 10 leitos ou fração, um enfermeiro assistencial para cada 8 leitos ou fração, um fisioterapeuta para cada 10 leitos ou fração, um técnico de enfermagem para cada dois leitos ou fração além de um técnico de enfermagem por UTI responsável por serviços de apoio em cada turno, um auxiliar administrativo e uma equipe de serviço de limpeza. Objetiva-se relatar a primeira experiência de acadêmicos em atividades extensionistas na UTI, do projeto intitulado Sistematização da assistência em uma Unidade de Terapia Intensiva Adulta em um Hospital da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, utilizando-se como método a observação participante dos discentes no acompanhamento de cuidados e intervenções na assistência ao paciente crítico na UTI, durante o turno da tarde, conforme cronograma específico. Notou-se que, em um primeiro momento, essa experiência potencializou sentimentos e sensações como tensão, nervosismo e angústia, devido a incerteza do que se esperar e a falta de oportunidade de vivências acadêmicas neste âmbito. Pode-se logo perceber a importância de condutas básicas nesse contexto, tais como registros completos nos prontuários; avaliação completa pelo exame físico regular para garantir a segurança do paciente e reduzir gastos assistenciais. Tranquilidade e empolgação também foram sentidas pelos acadêmicos ao observarem o cuidado integral humanizado dentro da complexidade de saúde do paciente em estado crítico, demonstrando não se restringir apenas aos aspectos biológicos da doença. A forma calma, descontraída e adaptada no tratamento pelos profissionais aos que estavam internados, o cuidado com o uso e infusão das medicações e parâmetros clínicos dos indivíduos. Desta maneira, conclui-se que as atividades de extensão na UTI oferecem aos acadêmicos das diversas áreas da saúde uma maior aproximação a esse ambiente potencializando emoções, desmistificando preconceitos e salientando a suma importância de conhecer a articulação do ambiente, a dinâmica dos serviços e dos profissionais de saúde para o perfeito funcionamento do mesmo , assim como a criação do vínculo entre docentes e discentes. Portanto, torna-se necessária a percepção dos acadêmicos, ressaltando o valor da imersão prévia na UTI, a fim de expandir sentimentos, conhecimentos, e, principalmente, evidenciar a importância dos projetos de extensão dentro das universidades como meio de estratégia para maior aprofundamento teórico-prático.

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Publicado

2021-11-16

Como Citar

A PRIMEIRA VEZ NA UTI A GENTE NUNCA ESQUECE: RELATOS EXTENSIONISTAS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 13, n. 2, 2021. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/110384. Acesso em: 2 maio. 2026.