PET CIDADANIA: UM INSTRUMENTO PARA FORMAÇÃO HUMANA DE ACADÊMICAS DA ÁREA DA SAÚDE

Autores

  • Maria Vitória Marmor Bachinski
  • Maria Vitoria Marmor Bachinski
  • Andrieize Casqueiro Rodrigues
  • Lavínia de Oliveira Bastos Rodrigues
  • Quéren Ferreira Costa
  • Mariana Rodrigues Martinuzzi
  • Franck Maciel Pecanha

Palavras-chave:

Trabalho, Comunitário, Cidadania, Solidariedade, Fisioterapia

Resumo

No ambiente acadêmico, principalmente na área da saúde é comum que os acadêmicos tenham como foco estudos que necessitem em grande parte do saber técnico-científico e negligenciem os que possuem caráter humano. Entende-se como trabalho comunitário a prestação de serviço em prol de uma causa sem intenção lucrativa, logo inserir o trabalho comunitário no meio universitário é uma maneira de despertar o sentimento de solidariedade e altruísmo em estudantes da área da saúde, a fim de instigá-los a verem a comunidade onde estão inseridos de maneira mais realista e consciente das suas reais necessidades. Além disso, o trabalho comunitário tem alcançado notoriedade a cada dia, principalmente em empresas que apoiam projetos sociais, motivo geralmente relacionado à questão da responsabilidade social corporativa e valorizam a realização de trabalho comunitário em processos seletivos. Em decorrência disso, o Grupo PET Fisioterapia desenvolveu o projeto PET Cidadania que tem como objetivos desenvolver uma formação mais humana, cidadã e solidária das discentes envolvidas. A atividade é desenvolvida desde 2013, onde durante o período de férias, as integrantes do grupo devem cumprir 50 horas de trabalho comunitário em instituições públicas. As atividades a serem realizadas podem ser as mais diversas possíveis, porém não podem envolver áreas da Fisioterapia. Por meio desse projeto, durante as férias de 2019-2020, as cidades de Itaqui, Santiago, São Borja e Uruguaiana, localizadas no Rio Grande do Sul, e Ilhabela, localizada em São Paulo, somaram um total de 500 horas de trabalho comunitário oferecidas à comunidade através das acadêmicas. Os locais alcançados foram três asilos, uma escola de educação infantil e uma Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE). Algumas das tarefas realizadas nos asilos foram auxiliar na alimentação, entretenimento dos idosos através de conversas e cuidado com as unhas, além de auxiliar na limpeza e organização do local. Na escola de educação infantil foram realizadas atividades como recepcionar os alunos, fazer matrículas, organizar diários de classe, brinquedoteca, documentos da secretaria e auxiliar na sala de aula. Já na APAE foram executadas atividades como auxiliar as professoras em sala de aula, supervisionar a execução das tarefas das crianças, organizar cadernos e observar a turma nos momentos em que a professora precisava estava fora da sala de aula. Após o final do trabalho comunitário, cada integrante do grupo escreveu um relato sobre sua experiência nos locais onde desenvolveram as atividades, no qual também foi possível expor seus sentimentos e sensações em relação às suas vivências durante a execução das tarefas. Alguns trechos dos relatos foram: "Com esta atividade foi possível conhecer pessoas incríveis, ouvir e compartilhar histórias, conhecer outras realidades, criar laços de amizade e levar um grande aprendizado e crescimento pessoal e O trabalho comunitário possibilita ter contato com outras realidades, tornando-se uma experiência única. Além disso, salienta-se que a atividade foi regulamentada em 2019 no Plano Pedagógico Curricular do Curso de Fisioterapia na Unipampa - Campus Uruguaiana, onde os discentes devem realizar a carga horária obrigatória de 100 horas de trabalho comunitário na modalidade Ações de Cidadania e Desenvolvimento Humano, o que permite que mais acadêmicos tenham a oportunidade de vivenciar ações como as supracitadas. Dessa forma, conclui-se que o trabalho comunitário demonstra grande influência na formação cidadã e humana de quem o realiza, uma vez que por meio dele é possível ampliar o olhar para novas realidades e contextos sociais, tornar-se mais sensível a problemáticas que antes eram imperceptíveis, além de contribuir de maneira positiva para a prática profissional e pessoal dos acadêmicos envolvidos.

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Publicado

2021-11-16

Como Citar

PET CIDADANIA: UM INSTRUMENTO PARA FORMAÇÃO HUMANA DE ACADÊMICAS DA ÁREA DA SAÚDE. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 13, n. 2, 2021. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/110353. Acesso em: 1 maio. 2026.