NOS BASTIDORES DO PHYSIOCAST: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DA PARTICIPAÇÃO EM UM PODCAST SOBRE FISIOLOGIA

Autores

  • Isabela Pretto Biasi
  • Estevao Cruz dos Anjos
  • Eduardo Vieira da Rosa
  • Lidiane Dal Bosco
  • Gustavo Ruiz Chiesa

Palavras-chave:

Podcast, Fisiologia, Prêmio, Nobel, Divulgação, científica

Resumo

Diante dos novos modelos educacionais vigentes, as tecnologias surgem como potenciais aliadas no processo ensino-aprendizagem. Dentre elas, está o podcast, um formato de publicação de áudio, que pode ser acompanhado de vídeo ou imagem e que tem se mostrado uma ferramenta promissora para alcançar a comunidade, já que permite um acesso fácil e rápido às mais variadas informações, como por exemplo sobre fisiologia. Nesse contexto, criou-se o projeto de extensão Physiocast: Trilhando o caminho das grandes descobertas em fisiologia e medicina e suas repercussões em agosto de 2020, com a justificativa de envolver e despertar o interesse do público sobre conhecimentos científicos referentes à área de fisiologia. A temática do programa é norteada pelas descobertas científicas reconhecidas pelo Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina, de modo a retratar sua importância tanto no aspecto científico quanto no histórico e social. O objetivo deste estudo é relatar a experiência de uma acadêmica do curso de Medicina na criação e divulgação da primeira temporada de um podcast desenvolvido na Universidade Federal do Pampa, campus Uruguaiana. Trata-se de um relato de experiência acerca do podcast intitulado Physiocast. O Physiocast dispõe, atualmente, de uma temporada de cinco episódios, com duração média de 30 minutos cada. O podcast está disponível em diversas plataformas de streaming de acesso gratuito, como Anchor, Spotify e Google Podcasts e sua divulgação é realizada principalmente via e-mail institucional e por meio das redes sociais Instagram e Facebook. A temática escolhida para a primeira temporada foi as mulheres laureadas, pois chama a atenção o fato de que, dos 219 laureados em Fisiologia ou Medicina, apenas 12 são mulheres. Além disso, o site oficial do Prêmio Nobel conta com uma seção Women in Science, que explora a vida e o trabalho dessas cientistas e foi uma das inspirações para o desenvolvimento dos roteiros dos episódios. As cientistas e descobertas contempladas nos cinco episódios foram: Gerty Cori (1896-1957), pela descoberta do curso da conversão catalítica do glicogênio; Rosalyn Yalow (1921-2011), por sua pesquisa sobre a produção de hormônios peptídicos no cérebro; Rita Levi-Montalcini (1909-2012), a qual descobriu os fatores de crescimento; Christiane Nüsslein-Volhard (1942), com suas descobertas sobre o controle genético do desenvolvimento embrionário inicial; e, por fim, Elizabeth H. Blackburn (1948) e Carol Greider (1961), pelo estudo de como os cromossomos são protegidos por telômeros e a enzima telomerase. Além do âmbito fisiológico, que detalha a descoberta científica que rendeu o Prêmio Nobel à cientista, os episódios contemplaram o âmbito sócio-histórico e cultural, no qual é evidenciada a biografia da laureada, com informações sobre nacionalidade, infância, vida escolar e familiar, além de dificuldades experienciadas ao longo da trajetória científica. Sobre o alcance do podcast, a partir da análise da performance e do perfil dos ouvintes, foi possível concluir alguns aspectos. O Physiocast atingiu um total de 87 acessos, sendo que o número mais alto em um único dia foi 14, após a publicação do quarto episódio. Ademais, os episódios mais ouvidos foram o primeiro, com 18 acessos, e o quarto, que totalizou 13 acessos. Acerca do perfil sociodemográfico dos ouvintes, contata-se que todos eles são brasileiros e pertencem a diversas faixas etárias: 16% têm entre 18 e 22 anos, 25% possui de 23 a 27 anos, 11% está na faixa etária de 28 a 34 anos, 20% possui entre 35 e 44 anos e 19% tem 45 anos ou mais. Ainda, 49% do público alcançado é feminino, 40% masculino e 11% não especificaram seu gênero. Por fim, as plataformas utilizadas pelos ouvintes para escutar os episódios foram Spotify (87%), Anchor (9%) e Google Podcasts (4%). A partir desses resultados, verifica-se que o podcast atinge majoritariamente um público jovem (entre 18 e 27 anos), do sexo feminino e que acessa os episódios principalmente por meio da plataforma Spotify. A partir da experiência e repercussão desta primeira temporada, a equipe irá avaliar as adequações necessárias no programa, visando ampliar o alcance e a forma de interação com o público. De todo modo, pode-se afirmar que o Physiocast desenvolveu uma nova forma de ensinar fisiologia e apresentar as principais descobertas científicas da área, democratizando o acesso de ouvintes diversos sobre mecanismos fisiológicos e técnicas de pesquisa de maneira descomplicada.

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Publicado

2021-11-16

Como Citar

NOS BASTIDORES DO PHYSIOCAST: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DA PARTICIPAÇÃO EM UM PODCAST SOBRE FISIOLOGIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 13, n. 2, 2021. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/110334. Acesso em: 14 maio. 2026.