AVALIAÇÃO POR SENSORIAMENTO REMOTO DE BARRAGENS PARA FINS DE LAUDOS E PERÍCIAS AGROPECUÁRIAS
Palavras-chave:
Sensoriamento, remoto, Geoprocessamento, Recursos, hídricos, Análises, PeríciasResumo
Diante da crescente demanda por tecnologias de baixo impacto no meio rural e da necessidade da obtenção de dados precisos para a tomada de decisões pelos produtores, destaca-se o potencial da utilização do sensoriamento remoto e do geoprocessamento para monitorar, gerenciar e fiscalizar as propriedades rurais e seus produtos, tendo em vista sua agilidade e baixo custo/benefício, onde estas ferramentas constituem uma alternativa eficaz para avaliação do solo e da água. No presente estudo buscou-se estimar o comportamento hidráulico e o potencial de irrigação para pastagens de uma barragem próxima a região de Uruguaiana, RS. Para esse fim foram usadas tecnologias de sensoriamento remoto, geoprocessamento de modelos digitais de elevação disponíveis, além de cálculos do escoamento superficial da bacia. A partir da utilização de imagens de satélite obtidas por meio do sensor passivo OLI abordo do satélite Landsat 8, na órbita 225 ponto 81, e imagens de alta resolução disponibilizadas pela ferramenta Google Earth, identificou-se a região de estudo. O modelo digital de elevação utilizado foi obtido a partir das imagens SRTM (Shuttle Radar Topography Mission), disponíveis no site Topodata do INPE. O processamento de informações georeferenciadas foi realizado por meio do software SPRING SIG desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), onde foi feito o processamento de dados, sendo vetorizados os limites da barragem e sua bacia hidrográfica, altimetria, declividade, área de captação de água, classificação da utilização do solo e batimetria, enquanto que, para análise do potencial de irrigação utilizou-se a imagem 29S57 do radar da missão SRTM para calcular as curvas de níveis e a profundidade da barragem a partir da extrapolação da topografia da microbacia, sendo utilizado conjuntamente a modelos matemáticos da Ferramenta de Avaliação de Água e Solo (SWAT) e a modelos digitais de elevação para a definição de área e volume da barragem, bem como, do escoamento superficial da bacia hidrográfica, o que permitiu estimar a capacidade de irrigação máxima da barragem e a quantidade de área a ser cultivada com pastagens em termos de hectares. Como resultado das análises feitas, identificou-se que, a área da barragem equivale a aproximadamente 5,7 hectares e o seu volume a 84.143,62 m3, sendo acrescido o volume contribuído pelas precipitações através do escoamento superficial, o qual foi calculado por meio da equação Qsurf=(Rday-Ia)2/(Rday-Ia+S) que considera as classificações de utilização do solo, definidas como: água (2,13%), vegetação densa (12,19%), campo nativo (74,67%), solo exposto (5,76%), urbanização (0,26%), mata ciliar (4,06%) e agricultura (0,93%), caracterizando um total de 84.207,02 m3 disponíveis em condições normais após uma chuva de 5mm, com a barragem expressando seu máximo potencial. Assim, considerando-se que, para a irrigação de pastagens como sorgo, aveia e azevém são utilizados em torno de 4.800 a 5.000 m3/ha de água durante seu ciclo, a barragem estudada demonstrou um potencial de irrigação adequado, em anos de pluviosidade normal, permitindo irrigar em média 17 hectares por ciclo das culturas citadas anteriormente. Os resultados obtidos demonstram que a utilização do sensoriamento remoto contribui satisfatoriamente para análises e perícias relacionadas a potencialidades das propriedades rurais, destacando-se entre estas, a avaliação da capacidade de utilização de barragens para fins de irrigação, permitindo portanto, a elaboração de laudos a partir de informações precisas que conferem maior suporte para gestão do uso de recursos hídricos, bem como, para o planejamento e tomada de decisões pelos produtores rurais.Downloads
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Publicado
2021-11-16
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
AVALIAÇÃO POR SENSORIAMENTO REMOTO DE BARRAGENS PARA FINS DE LAUDOS E PERÍCIAS AGROPECUÁRIAS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 13, n. 2, 2021. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/110331. Acesso em: 14 maio. 2026.